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Porto Alegre, segunda-feira, 09 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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ARTIGO

Notícia da edição impressa de 09/04/2018. Alterada em 08/04 às 21h27min

A tragédia diária do Rio dos Sinos

Oscar Gilberto Escher
O dia 6 de outubro de 2006 marca uma das maiores tragédias ambientais do Rio Grande do Sul. Responsável pelo abastecimento de 32 cidades da mais rica bacia ambiental do Estado, o Rio dos Sinos agonizava naquela data com uma camada prateada formada por 90 toneladas de peixes mortos. A imagem correu o mundo e foi o estopim para a mobilização regional que culminou na criação do Consórcio Público de Saneamento Básico da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos, o Pró-Sinos.
De lá pra cá, buscou-se conscientizar as comunidades sobre a importância de preservarmos e, sobretudo, recuperarmos este recurso finito e imprescindível para a vida humana: a água que consumimos diariamente.
Neste sentido, a criação de Planos de Saneamento para cada município é um marco na luta a favor do Sinos, não obstante o desafio de implantá-los e conscientizarmos os gestores sobre sua importância para as futuras gerações. Apesar dos alertas, nossos esforços têm se mostrado pífios diante do gigantesco desafio que temos pela frente: investir R$ 6 bilhões nos próximos 20 anos para deixarmos de ser a quarta bacia mais poluída do Brasil.
Afinal, o rio se estende por 190 quilômetros na região, abastecendo mais de 1,3 milhão de pessoas sem que sua importância para nossa subsistência seja reconhecida pelo Vale.
Isso é inaceitável aos olhos daqueles que buscam a preservação de nossas águas e, principalmente, deixar um legado para as futuras gerações. É por isso que nós, do Pró-Sinos, queremos fazer um convite à indignação de todos, para que juntos, municípios e sociedade, possamos reverter esse quadro que nos fará ser, em duas décadas, a bacia mais poluída do País. Como se vê, a tragédia é diária, e o que está ruim pode e vai piorar.
Diretor-geral do Pró-Sinos
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