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Porto Alegre, segunda-feira, 09 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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ARTIGO

Notícia da edição impressa de 09/04/2018. Alterada em 08/04 às 21h33min

Vida em vez do lucro

Valdomiro Soares
Em tempos de capitalismo, desenvolvimento e tecnologia, é difícil pensar em uma empresa que não queira lucrar com suas invenções e patentes.
Quanto mais evoluímos, mais buscamos o sucesso e o reconhecimento por nossos feitos e ideias. Porém a empresa sueca Volvo pode afirmar, com a consciência tranquila, que não pensa apenas em si mesma.
Considerada uma das invenções mais importantes do setor automobilístico, o cinto de segurança de três pontos foi criado por um engenheiro da Volvo.
Em 1959, um homem visionário criou o produto que seria obrigatório para todas as outras montadoras e empresas automobilísticas do mundo. Uma invenção patenteada digna de faturar milhões. Mas, devido à eficácia do aparato e do número de vidas que poderiam ser salvas por ele, a empresa fez o inimaginável: desistiu da sua patente. Em tempos de competição de mercado, uma empresa cedeu seu maior bem em prol de salvar vidas. Isso é uma demonstração de que dinheiro não é tudo. Se formos parar para pensar, quantas pessoas devem suas vidas por este simples invento?
E patentear a sua invenção é muito importante, pois toda a propriedade intelectual merece o reconhecimento devido, seja ela a invenção da pasta de dente ou de um produto altamente tecnológico. Patentear sua invenção é proteger o resultado do seu trabalho, afinal foram investidos nele muito tempo e dinheiro. A patente garante ao titular segurança, direitos e todos os lucros. Mas quanto vale uma vida?
Presidente do Grupo Marpa
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