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Porto Alegre, quarta-feira, 16 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 16/05/2018. Alterada em 15/05 às 21h33min

Ipea decide revisar para baixo o PIB de 2018

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/JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) informou que, no final de junho, vai revisar para baixo a previsão que havia feito para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2018 por conta da avaliação de dados econômicos já divulgados, que indicam uma atividade econômica mais fraco do que o esperado.
Em março deste ano, o Ipea estimava que o crescimento do primeiro trimestre seria de 1,9% na comparação com o primeiro trimestre de 2017 e de 1% em relação ao último trimestre de 2017 dessazonalizado. Para o ano, a previsão era de alta de 3%.
"Uns indicadores apontam numa direção e outros, na outra. Começamos a investigar uma ampla gama de indicadores, com o intuito de fazer uma análise mais detalhada da conjuntura. Quando se olha apenas para alguns dados, a oscilação no curtíssimo prazo é muito grande, mas isso não deveria gerar mudanças bruscas de expectativas", explica, em nota, José Ronaldo de Castro Souza Júnior, diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas.
O Ipea destacou que, entre os indicadores, a política monetária tem sido o principal motivo do crescimento econômico nos primeiros meses do ano. A taxa de juros em um patamar historicamente baixo e a maior oferta de crédito foram os motivos de melhora em setores como bens de capital e bens de consumo duráveis, em um cenário caracterizado por níveis ainda elevados de desocupação e por um quadro de incerteza política devido à proximidade das eleições.
"A taxa de juros menor favorece o aumento do consumo de bens duráveis e o crescimento dos investimentos, que estão concentrados em máquinas e equipamentos", ressalta o diretor do Ipea.
Lançado conjuntamente com a Visão Geral, o Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais registrou queda de 2%, na série com ajuste sazonal, entre fevereiro e março, em que pese, no acumulado de 12 meses, a alta de 3,7% na demanda por bens industriais - ritmo de crescimento mais intenso que o apresentado pela produção doméstica, de 2,9%, mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), do IBGE.
"Quando se analisam os indicadores de atividade, esses dois setores, produção de bens de capital e de bens de consumo duráveis, continuaram crescendo. Entre os bens de consumo duráveis, destaca-se o excelente desempenho da venda de automóveis. É uma atividade com peso importante dentro do setor", resume Leonardo Mello de Carvalho, do Grupo de Conjuntura do Ipea. As vendas de automóveis acumularam 738 mil unidades no primeiro quadrimestre do ano, patamar 20,4% maior que o verificado no mesmo período de 2017.
A utilização da capacidade instalada da indústria de transformação, um dos indicadores destacados pelo Ipea, ainda registra ociosidade, mas tem mostrado sinais de recuperação. Já a indústria de construção civil continua em queda, como vem sendo demonstrado pelo Indicador Ipea Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF).
Marco Antônio Cavalcanti, diretor adjunto de Estudos e Políticas Macroeconômicas, ressalta que, de forma geral, as perspectivas da economia brasileira continuam positivas, embora sujeitas a incertezas. "Na ausência de novas fontes significativas de volatilidade ou instabilidade no cenário externo, ou no front político doméstico, a atividade deverá continuar em sua trajetória de recuperação gradual ao longo do ano."
O mercado de trabalho também vem apresentando uma recuperação mais gradual. Em uma análise conjunta dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc), do IBGE, e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, foi verificado que o crescimento está mais localizado na informalidade, entre trabalhadores sem carteira e por conta própria.
"Num período de retomada, essa melhora do emprego é mais gradual. Nos períodos em que a economia começa a ter queda, o emprego não se altera concomitantemente. Ele demora naturalmente a reagir à conjuntura. Na retomada, ocorre o mesmo. Estão sendo gerados empregos, inclusive formais, mas de forma lenta", explica José Ronaldo, diretor do Ipea. A taxa de desocupação, calculada com dados ajustados, vem mantendo-se praticamente estável nos últimos três trimestres, girando em torno de 12,5% - patamar ainda muito alto, mas 0,6 ponto percentual inferior ao de um ano antes.
 

Tesouro honra R$ 180 milhões em dívidas não pagas por estados e municípios

O Tesouro Nacional honrou R$ 180,63 milhões em dívidas não pagas por estados e municípios em janeiro.
Os débitos que precisaram ser pagos pela União são principalmente do estado do Rio de Janeiro, que somaram R$ 172,96 milhões. Outros R$ 5,49 milhões foram pagos por conta de atrasos do estado de Roraima; e R$ 2,19 milhões, da prefeitura de Natal (RN).
Os valores se referem a empréstimos feitos com garantia do Tesouro Nacional, que são pagos pela União em caso de atrasos nos pagamentos pelos entes. Neste ano, o total pago chega a R$ 766,17 milhões.
Por conta da inadimplência, os estados de Roraima e a prefeitura de Natal estão impedidos de contratar novos empréstimos com garantias da União.
O estado Rio de Janeiro, no entanto, não está impedido de contratação por ter aderido ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).
 

Após nove altas, indicador antecedente cai 0,8% em abril, diz Fundação Getulio Vargas

O Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), e pelo The Conference Board, caiu 0,8% em abril ante março, para 116,9 pontos, após nove meses seguidos de alta. Das oito séries componentes, cinco contribuíram para a queda do indicador, segundo as instituições. O Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE) do Brasil, que mensura as condições econômicas atuais, também recuou (-0,2%) no mesmo período, atingindo 101,3 pontos. O recuo do Iace em abril foi influenciado, conforme o pesquisador do Ibre/FGV Paulo Picchetti, pela frustração em relação ao ritmo de retomada da economia. Diante disso e da quarta queda consecutiva no ICCE, Picchetti admite que aumentou ligeiramente a chance de reversão do ciclo de recuperação econômica. "Por enquanto, um crescimento da atividade ao longo do ano continua a ser esperado, mas em menor intensidade", pondera Picchetti.
O Indicador Antecedente Composto da Economia agrega oito componentes econômicos que medem a atividade econômica no Brasil. Segundo o Ibre/FGV, esses componentes vêm se mostrando individualmente eficientes em antecipar tendências econômicas. "A agregação dos indicadores individuais em um índice composto filtra os chamados 'ruídos', colaborando para que a tendência econômica efetiva seja revelada."
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