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Candidato (d) se encontrou com o líder polonês Lech Walesa
O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney, encerrou na segunda-feira seu primeiro tour internacional como candidato à presidência dos EUA. As visitas em busca de apoio a sua candidatura ficaram marcadas por uma série de gafes que geraram irritação.
Em sua viagem ao exterior, Romney ficou mais conhecido pelo mal-estar que provocou no Reino Unido, em Israel e na Polônia. “Quando você vê o PIB per capita anual, que em Israel chega a US$ 21 mil, e compara ao PIB per capita nas áreas administradas pela Autoridade Palestina, que está mais para US$ 10 mil, percebe a diferença drástica na vitalidade econômica”, declarou o republicano em Jerusalém, antes de seguir para a Polônia.
O Produto Interno Bruto per capita israelense foi de US$ 31,2 mil (R$ 5,3 mil/mês) em 2011, e o palestino, de US$ 2,9 mil em 2008 (R$ 492,00/mês), na estimativa mais recente da CIA, agência de inteligência dos EUA. Antes, Romney já havia descontentado os palestinos ao dizer que Jerusalém era a capital de Israel - a disputa da cidade é um ponto central das negociações de paz.
A julgar pelas doações, porém, o republicano pode considerar a viagem de seis dias ao Reino Unido, a Israel e à Polônia um sucesso. Só no evento em Jerusalém, levantou US$ 1 milhão. Antes, ele irritara os britânicos ao criticar o despreparo local nas Olimpíadas. Na Polônia, deixou em apuros o líder trabalhista Lech Walesa, ao divulgar o voto de sucesso do Prêmio Nobel como apoio. O sindicato Solidariedade afirmou divergir de seu fundador.
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, criticou ontem a visita a Israel de Romney. O mandatário qualificou a viagem como “um beijo no pé” do Estado judeu para conseguir chegar à Casa Branca. Em discurso na televisão estatal, Ahmadinejad não citou o candidato, mas fez claras referências ao questionar porque os candidatos norte-americanos “fariam concessões para conseguir alguns centavos” para a campanha presidencial.
Ele ainda atacou indiretamente a União Europeia e os Estados Unidos, chamando os governos dos países de “politicamente retardados” por acharem que usarão as sanções ao petróleo como ferramenta de uma “guerra política” para conseguir o fim do programa nuclear persa. Os países ocidentais desconfiam que o Irã esteja enriquecendo urânio com objetivos militares, o que Teerã nega, e, para garantir o fim da atividade nuclear, impuseram sanções ao sistema financeiro e ao petróleo, que responde por 80% das exportações do país.