Começará o julgamento do mensalão. O povo brasileiro não quer saber se os desembolsos de empresas governamentais foram legais. Quer saber, isto sim, se a aplicação desses recursos foi de acordo com a lei, a ética e os bons costumes. Não pretende demonizar quem quer que seja, mas espera que o STF, cujos ministros foram nomeados pelo governo federal, dê uma resposta dura aos desvios de dinheiro público, absolva quem deve ser absolvido e condene a quem incorreu em apropriação indébita. Caso não se faça justiça, a gandaia, que já é generalizada, estará oficializada, e o Brasil caminhará célere para o caos e a baderna. (Getúlio Dorneles Fernandes da Silva, administrador, Porto Alegre)
Ferrovias e navegação
Ótimo o texto “Redescobrindo”, do engenheiro Vilhena (Jornal do Comércio, 24/7/2012), 20 mil km de ferrovias em 1920! Mas devem ser referidos os fortes investimentos estrangeiros, inclusive na construção do porto e de molhes de Rio Grande, inaugurados em 1915. Ele erra, porém, ao afirmar que essa realidade foi vencida “pela modernidade avassaladora dos veículos automotores ...”. Ela foi apenas a “pá de cal” na década de 1970. Na verdade, foi o espírito estatizante vigente à época do ditador Borges de Medeiros que interrompeu aqueles avanços. Com as dificuldades do pós-guerra, os “bodes expiatórios” foram os investidores estrangeiros. Aliás, espírito que, de tempos em tempos, aqui volta: Brizola na década de 1950; Olívio na década de 1990 (Ford) e, também, agora. Talvez, seja essa uma das razões da pujança do nosso Estado e do atraso de São Paulo. (Antonio Augusto d´Avila, economista)
Público
No serviço público, a ampliação do aeroporto Salgado Filho se arrasta por décadas. Ou seja, envolve os governos federal, estatual e municipal, e, é claro, ninguém resolve nada. No setor privado, o empresário Eike Batista resolve fazer um superporto (um dos maiores do mundo) orçado na faixa de R$ 4 bilhões, faz, e pronto. Realmente chego à conclusão de que o País tem um grave problema, e tem nome: chama-se governo. (Rogério Ferreira)
Corredores
Como está mais do que certo que o metrô em Porto Alegre não sairá antes de 2020, se sair, cabe à prefeitura melhorar os corredores de ônibus. Estão sujos, depredados, vandalizados, sem pintura e dão medo. Além das ondulações. Sei que o trabalho começou, mas é preciso acelerar as obras. (Ricardo Camboim, Porto Alegre)
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