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Repórter Brasília Edgar Lisboa | edgarlisboa@jornaldocomercio.com.br

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 20/07/2012

Semestre pequeno

O segundo semestre de 2012 irá durar duas semanas no Congresso. Segundo o senador Paulo Paim (PT-RS), os últimos seis meses do ano irão durar apenas uma semana em agosto e outra em setembro no Congresso e, se houver segundo turno nas capitais, uma semana em outubro. “Não vai acontecer nada no segundo semestre. Vão votar o orçamento, e talvez a gente consiga emplacar uma política de aumento real para as aposentadorias”, disse o senador. Mas ele tem esperança de conseguir o fim do fator previdenciário até novembro. “Considero de bom tamanho garantir o fim do fator até o fim do ano.” Paim também citou a discussão sobre as cotas nas universidades federais, que reservam 50% das vagas para alunos das escolas públicas. Mas não tem mais esperança do que isso. “Todo mundo vai se envolver nas eleições, faz parte do processo.”

Aumentando a transparência

Se o segundo semestre vai ser parado, de acordo com Paulo Paim, o Congresso fez por merecer. Pois na primeira metade de 2012, os trabalhos foram intensos. “Debatemos temas importantes, como o Código Florestal e o Plano Brasil Maior, que apontou caminhos para fortalecer mais ainda o mercado interno e as empresas nacionais”, disse. Além disso, Paim apontou a CPMI do Cachoeira, que “não foi além do que a Polícia Federal já tinha descoberto”, e a cassação de Demóstenes Torres como momentos marcantes.

Coragem de Dilma

No quadro maior, Paim destacou a queda nas taxas de juros. “Todo mundo reclamava, mas ninguém fazia nada. A presidente Dilma Rousseff (PT) combateu os juros altos e venceu. Hoje, temos a menor taxa em 20 anos. É só ir ao Banco do Brasil ou à Caixa Econômica para ver”, disse. Segundo ele, Dilma é a única presidente que teve coragem de “bater de frente” com os bancos, operadoras de seguros e telefônicas. O senador também destacou o aumento do salário mínimo. “Com a política de aumento, o mínimo está quase perto da meta de US$ 1 mil. E não tem mais aquela peleia de antes, que era bastante desgastante”.  Paim também citou a aposentadoria especial de portadores de deficiência como um ponto alto.

Falta independência

Paim não está satisfeito com a falta de independência do Congresso Nacional. “Eu espero que o Congresso avance com mais independência do Executivo”, disse. Mas ele está satisfeito com o próprio trabalho. De acordo com o senador, a comissão que ele preside, a de Direitos Humanos, teve mais de 60 audiências públicas e votou cerca de 50 projetos neste primeiro semestre.

COMENTÁRIOS
paulo roberto brambilla - 20/07/2012 - 09h13
Quero ver ela peitar os bancos e acabar com os juros exorbitantes do cartão de crédito,esta é na atualidade a maior vergonha nacional,para uma selic de 8 por cento ao ano se paga 300 por cento no cartão,isto é tão ou mais vergonhoso que as falcatruas que vemos na politica todos os dia.


Luiz Stopa -
25/07/2012 - 17h53
. O fim do maldito fator previdenciário foi uma promessa de campanha da Presidenta Dilma, assim como também tinha sido do ex-presidente Lula. Só não foi do ex-presidente FHC porque foi ele quem criou, eheheh.Mas promessa de campanha é para tonto ouvir e para bobo acreditar. E o que estão fazendo agora é para enrolar mais uma vez. Vão enrolar até chegar as eleições e não vão aprovar o fim do fator. Se aprovar é para pior. A Dilma quer a formula 95/105 ( ou seja : você paga a vida inteira e nunca se aposenta). Não se iluda. Vamos melar essas eleições. Não vote nulo. Votando nulo, você beneficia o partido que esta vencendo as eleições. De o seu voto a um partido que não tenha a mínima condição de se eleger. PSOL, PSTU, PV. Ou então não vote. Depois paga uma multa de R$ 3,50 no Banco do Brasil e fica quite com a justiça eleitoral. Vamos melar essas eleições. Quero ver se resolve ou não. Vocês acham que todos os votos que a Marina Silva teve na última eleição foi o que? Voto de protesto. E quase deu para melar.


Leitora -
26/07/2012 - 19h34
Segundo Paulo Paim, o Congresso fez por merecer! Sério? Pois pensei que nós pagamos os salários deles para isso mesmo, para trabalharem, inclusive no 2º semestre, mesmo em época de eleições (que serão municipais). Esse país é mesmo uma vergonha! E com certeza não iremos votar no PT e partidos aliados nas eleições deste ano, pois eles querem "melar" com o Fator Previdenciário, e nós iremos "melar" as candidaturas do PT e aliados!


Felipe -
26/07/2012 - 19h37
"O salário mínimo está quase perto da meta de US$ 1 mil". Sério? Pois de acordo com a cotação do dólar (R$2,00), o salário mínimo em dólar hoje está em US$ 311 dólares, ou seja, muito longe do que o Paim disse! Primeiro acho que ele deveria fazer os cálculos direito, antes de falar em "demagogias"!

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