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Artigo Notícia da edição impressa de 17/07/2012

Fim de um ciclo

Aldo B. Campagnola

Os fatos políticos parecem indicar que o ciclo político da redemocratização está se esgotando, fato iniciado em 1985. Os sintomas estão aí para qualquer um ver a não ideologização dos partidos políticos no Brasil, seus programas são meros desejos, que poderão ser esquecidos, em estapafúrdios acordos partidários.  Por exemplo, o acordo entre Lula e Maluf em São Paulo faria coroar até um frade de pedra. Não propõem seriamente um programa de governo, apenas um projeto de poder. A despreocupação com o processo político não está nem aí para a opinião crítica do eleitor. Não se preocupam em promover a distribuição de renda no Brasil, a educação, nem o rápido combate ao analfabetismo, nem o aperfeiçoamento do sistema político quando tomam o poder, tirando o presidencialismo semiditatorial pelo parlamentarismo e, por que não, a forma de governo nem passa pela cabeça dos políticos. Tudo isso temperado pela violenta corrupção existente, que a mídia não cansa de noticiar todos os dias. Até quando vai isso? Será que algo poderá ser feito ainda?

Conselheiro do IBEM/RS

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