Os dados da China, dentro do esperado por analistas, abriram espaço para uma melhora pontual dos ativos de risco nesta sexta-feira (13). No mercado de moedas, a divulgação foi motivo para uma queda generalizada do dólar, movimento replicado aqui na maior parte do pregão. No fechamento, a cotação do mercado à vista de balcão ficou em R$ 2,0345, com perda de 0,05% no dia. A perda é menor do que as registradas pela moeda norte-americana no exterior. Na semana, o dólar acumula alta de 0,30% e, em julho, valorização de 1,34%.
No decorrer do pregão, houve oscilações influenciadas por decisões técnicas, que levaram à máxima de R$ 2,041 (+0,15%). A mínima foi de R$ 2,031, com queda de 0,34%. Às 17h17, o dólar futuro agosto valia R$ 2,043, com perda de 0,07%. No exterior, o dólar index - moeda dos EUA ante cesta de seis moedas - valia 83,327, com recuo de 0,39%. Nesse horário, a perda se estendia também diante das moedas emergentes de maior destaque, como os dólares australiano e neozelandês, o peso mexicano, o rublo e a rupia.
Mesmo afetados pelas notícias externas e pelo comportamento do mercado internacional de moedas, os investidores de câmbio no Brasil não perdem de vista a disposição do Banco Central de intervir nas negociações. Segundo operadores, por causa disso, "os investidores não vêm motivos para alterar muito o nível atual do dólar".
Além disso, consideram que as cotações atuais - um pouco acima ou um pouco abaixo de R$ 2,05 - estão confortáveis para a equipe econômica. "Prova disso é o fato de que há vários dias ninguém do BC vem a público para comentar o câmbio e as medidas cambiais", disse um experiente operador.
Nesta sexta-feira, no entanto, a presidente Dilma Rousseff, lembrou, mais uma vez, que a taxa de câmbio é uma preocupação do governo, principalmente em função dos esforços de alavancar a produção industrial. "Praticamos uma taxa de câmbio que impede que a nossa indústria seja sucateada", disse a presidente, na cerimônia de batismo da plataforma P-59, da Petrobras, na Bahia. No discurso, Dilma enalteceu a queda do juro e defendeu uma política econômica que priorize o crescimento acompanhado da distribuição de renda.