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Histórias do Comércio e dos Serviços Notícia da edição impressa de 09/07/2012

Atenção às tendências de mercado sustenta a tradição do Hotel Curi
Negócio familiar fundado em Pelotas chega à quarta geração de administradores com planos de expansão para outras cidades

fOTOS MOIZES VASCONCELOS/AGÊNCIA FREELANCER/JC
Empreendimento passou por mudanças e hoje atua na classificação de executivo
Empreendimento passou por mudanças e hoje atua na classificação de executivo

Nem só de tradição sobrevivem os negócios familiares. O Hotel Curi, de Pelotas, é um exemplo. Na quarta geração de administradores, o estabelecimento, que abriu as portas em 1947 como um comércio de tecidos, teve de acompanhar as tendências de mercado em busca de excelência para prosperar no segmento turístico.

O mesmo terreno em forma de “L”, nas ruas General Osório e General Neto, utilizado nos empreendimentos fundados por Jorge Curi em meados da década de 1940, é ocupado, desde 1966 pelo hotel, que já passou por pelo menos duas reorganizações societárias entre os 15 descendentes do patriarca, até que a gestão passasse para Jorge Luiz Curi Hallal. Hoje, ao lado do filho, Marcelo Curi, que centraliza a parte operacional, a marca iniciou um salto de qualidade, ampliou a gama de serviços e planeja o início de uma extensão para outras cidades.

“Sempre procuramos aproveitar a tradição, mas é preciso estar preparado para o mercado, e o nosso objetivo é concorrer com as grandes redes de fora, que estão dominando o mercado brasileiro. Isso traz uma dificuldade enorme, pois o público, ao se hospedar em uma cidade, já busca as redes maiores e mais conhecidas”, revela Marcelo.

O empreendimento, que chegou a abrigar uma fábrica de pregos, adquirida mais tarde pela Gerdau, está em constante evolução. Entre as razões dos avanços, está a criação da Rede Versare, em 2004, que, atualmente, congrega 29 bandeiras no Rio Grande do Sul e, neste ano, ingressou também em Santa Catarina. “O resultado é que já temos alguns anos de trabalho, e esse foi um dos fatores responsáveis por alavancar o nosso negócio, em razão de uma nova matriz de qualidade. Com certeza, foi um diferencial de produtividade, e agora a intenção é nacionalizar a rede”, destaca.

Além disso, em 2009, investimentos estimados em R$ 2,8 milhões foram utilizados para a reforma dos apartamentos. Até 2006, segundo Marcelo, a ideia era manter apenas um hotel econômico. “A partir disso, mudamos um pouco a nossa estratégia e planejamos a transformação do hotel para a classificação de executivo, modificamos plantas, apartamentos e área comum”, conta.

O gerente antecipa que uma empresa com foco específico na formação de administradores e gestores foi aberta para dar a largada à expansão da parceria entre as bandeiras Curi e Versare. “O momento é de avaliar o mercado, e pretendemos aumentar o negócio para outras cidades e até mesmo regiões, porque aqui temos o nosso público. Já estamos treinando uma equipe de gerentes para isso”, diz o gerente ao afirmar que a meta é ampliar o número de hotéis ainda em 2012, por meio de arrendamentos e até mesmo construções próprias.

Polo naval de Rio Grande atrai hóspedes

De olho na retomada da indústria naval brasileira e no bom momento do polo de Rio Grande, mais dois prédios aumentaram a área em 350 metros quadrados.  Atualmente com 105 apartamentos e 78 funcionários, o Hotel Curi se prepara para enfrentar a concorrência das grandes redes, algumas com intenção de instalar-se na Metade Sul do Estado. Marcelo Curi explica que foi preciso alterar a lógica de negócios e buscar os clientes dentro das empresas com forte atuação na região.

O fluxo de empresários, principalmente de São Paulo e do Rio de Janeiro, teve um crescimento significativo nos últimos anos. Com isso, serviços e transporte entre as cidades foram adequados com a intenção de melhor atender a este público específico. Além disso, o hotel teve de criar um setor de vendas específico para atrair a atenção de hóspedes.

“O objetivo é contatar e negociar com as empresas. Com certeza, há um atendimento especial para o Porto de Rio Grande. Serviço de transporte e horários especiais também foram disponibilizados em razão da demanda, e, em contrapartida, o movimento e os investimentos na região melhoraram muito o cenário”, avalia.

Outro fator que contribui para a lotação das habitações, segundo ele, são os eventos realizados em Pelotas. Marcelo conta que a Fenadoce e a Expoarroz, de dois em dois anos, e os períodos de formaturas nas universidades do município e da região ainda são um prato cheio para a rede hoteleira da cidade.

COMENTÁRIOS
Mielo M. Guidelo - 09/07/2012 - 17h37
Incrível como o comércio e serviços de Pelotas vive das migalhas geradas pelo Polo Naval e de Rio Grande.

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