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Palestina 04/07/2012 - 15h17min

Yasser Arafat pode ter sido envenenado, aponta laboratório suíço

JAMAL ARURI/AFP/JC
O corpo do líder palestino será exumado para realização de mais testes sobre a causa de sua morte.
O corpo do líder palestino será exumado para realização de mais testes sobre a causa de sua morte.

O cadáver de Yasser Arafat poder ser exumado para realização de mais testes sobre a causa de sua morte, disse o presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, nesta quarta-feira (4). Um laboratório suíço afirma que encontrou isótopos radioativos nos pertences do falecido líder dos palestinos.

Arafat morreu em um hospital militar perto de Paris em novembro de 2004, de hemorragia cerebral, de acordo com médicos franceses - semanas após ter ficado bastante doente em sua residência na Cisjordânia.

A viúva de Arafat, Suha, pediu a autópsia em virtude das descobertas do laboratório. Em entrevista para a rede de TV Al-Jazeera, ela não disse por que esperou quase oito anos para mandar analisar os pertences. Na época da morte de seu marido, Suha proibiu a realização de autópsia.

Os médicos, incluindo especialistas consultados pela Associated Press, não conseguiram apontar as causas da hemorragia. Especulações de que Arafat foi assassinado por Israel persistem no mundo árabe, que o considerava como um obstáculo para um tratado de paz. Autoridades israelenses negam veementemente as acusações.

Francois Bochud, chefe do Instituto de Física Radioativa de Lausanne, Suíça, disse para a Associated Press nesta quarta-feira que o laboratório examinou as roupas que a viúva de Arafat afirma que ele usou nos seus últimos dias, bem como outras que ele não chegou a vestir. Suha afirma que os pertences estavam guardados no cofre de seu advogado em Paris.

Os especialistas encontraram nas roupas íntimas e de hospital de Arafat quantidades incomuns de polônio. O que, de acordo com Bochud, não é necessariamente uma prova de que o líder palestino tenha sido envenenado. O polônio é conhecido por ter sido a causa da morte de Alexander Litvinenko, um ex-agente da KGB que passou a criticar o governo russo. Seu chá estava envenenado com a substância. 

Comunicado do gabinete do presidente palestino afirma que ele está disposto a cooperar com a realização de mais testes, desde que a família de Arafat concorde. As informações são da Associated Press.


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