Porto Alegre, terça-feira, 21 de maio de 2013. Atualizado às 14h01.
Hoje é Dia Mundial do Desenvolvimento Cultural.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
19°C
20°C
17°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 2,0360 2,0380 0,09%
Turismo/SP 1,9500 2,1900 0,45%
Paralelo/SP 1,9500 2,1900 0,45%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral / Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas
ASSINE  |  ANUNCIE
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]  
       
  Nome:  
  Email:    
  Comentário:    
 
 
Leia o JC
Edição Impressa (para folhear)
Edição Impressa (modo texto)
Últimas Notícias
Leia o JC
Receba a newsletter
Feed de notícias (RSS)
Twitter
Facebook
Circulação
Assine o JC
Portal de Relacionamento
Anuncie no JC
Expediente
Institucional
Notícias do JC
Campanha de Aniversário
Eventos
Prêmios
Página Inicial > Economia COMENTAR CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR

AGRONEGÓCIOS Notícia da edição impressa de 27/06/2012

Produtores gaúchos pedem crédito, seguro e renegociação

Marcelo Beledeli

MARCELO G. RIBEIRO/ARQUIVO/JC
Sperotto espera acesso mais fácil aos recursos do plano safra
Sperotto espera acesso mais fácil aos recursos do plano safra

Acesso ao crédito, seguro agrícola e renegociação de dívidas são as principais medidas que os produtores gaúchos esperam que estejam incluídas no Plano Safra 2012/2013, que será anunciado pela presidente Dilma Rousseff amanhã. É prevista a disponibilização de R$ 115 bilhões para o financiamento da próxima safra, volume de recursos 7,2% maior do que o liberado no ano passado. A taxa de juros destas operações será de 5,5% ao ano, 1,25 ponto percentual menor do que o praticado no último plano.

Embora considerem o volume de recursos disponibilizado pelo governo razoável, representantes do setor agropecuário no Estado acreditam que são necessárias ações para garantir o recebimento dos valores solicitados no campo. O presidente da Farsul, Carlos Sperotto, lembra que, embora os recursos liberados pelo Plano Safra cresçam todos os anos, os produtores enfrentam grandes dificuldades burocráticas para obter os financiamento. “Uma boa notícia que esperamos é maior facilidade para o acesso aos recursos. Não adianta nada liberar o dinheiro e não deixar que ele chegue a quem necessita”, destacou. Conforme Sperotto, há grande expectativa de que seja incrementado o limite de seguro agrícola, uma demanda solicitada pela Farsul ao ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro. “Acreditamos que ele deva sofrer um aumento aquém de nossas demandas, mas significativo.” 

O dirigente também espera que seja anunciada uma posição do governo em relação à renegociação de prejuízos que produtores tiveram com a estiagem. De acordo com a Farsul, os agricultores do Rio Grande do Sul foram os mais castigados com a seca, pois tiveram uma quebra de 54% na colheita do milho, 45% na soja, 17% no fumo e 11% no arroz. As perdas atingem R$ 6 bilhões. “Os casos mais graves precisam ser atendidos urgentemente. Esses produtores não podem ficar aguardando negociações, logo eles terão que iniciar o preparo das lavouras para a próxima safra”, alerta o presidente da Farsul.

Uma solução para o endividamento dos produtores também é esperada por Rui Polidoro Pinto, presidente da Fecoagro. “Já foi anunciado que o Plano Safra traria medidas contemplando essa questão, mas queremos ver qual será o montante destinado.” Outra expectativa da entidade diz respeito a uma solicitação de R$ 2 bilhões para o Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro). Os recursos seriam destinados para cobrir dívidas que os associados possuem com as cooperativas.

No dia 12 de julho, será a vez de o governo gaúcho lançar o Plano Safra Estadual. A expectativa dos agricultores familiares, principal segmento atendido pelo pacote de medidas, é que nesta segunda edição haja uma maior preocupação com ações para irrigação. Conforme Cleonice Back, coordenadora estadual da Fetraf-Sul, um dos resultados das negociações que as entidades representativas dos produtores tiveram com o governo do Estado durante o ano deverá ser o anúncio de um amplo programa de irrigação. “Isso deverá envolver armazenamento de água da chuva e criação de açudes, para prevenir as perdas com estiagens”, destaca.

O vice-presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, também destacou a necessidade de um programa de irrigação voltado para a agricultura familiar. “Hoje já existem projetos nesse setor, mas não são planejados para pequenas propriedades. Além disso, precisamos que a questão ambiental já esteja incluída nesses planos.”

Estado quer ampliar diversificação na fumicultura

Fernando Soares

O Rio Grande do Sul quer acelerar a diversificação de culturas nas propriedades dos produtores de fumo. Para isso, o governo do Estado deve elaborar, em 15 a 20 dias, um termo de cooperação com as indústrias fumageiras. A intenção é desenvolver um plano para que os cerca de 300 municípios produtores de tabaco, a maioria deles localizados no Vale do Rio Pardo, agreguem outras variedades e possam ter aumento nos rendimentos. A intenção foi formalizada ontem pelo governador Tarso Genro em audiência com representantes da Souza Cruz.

“A proposta não é diminuir o plantio de fumo, mas sim expandir a produção de alimentos nessas propriedades. Queremos que haja espaços permanentes para o cultivo de outras culturas, para que o produtor não dependa apenas do tabaco para obter renda”, assegura Tarso. A partir de agora, o secretário do Gabinete dos Prefeitos e Relações Federativas, Afonso Motta, chamará uma reunião de trabalho com os integrantes da administração estadual no intuito de redigir uma proposta. Firmado o termo, a ideia é estabelecer um programa específico para os municípios.

O chefe do Executivo vê potencial para a exploração simultânea de itens como aves, milho, suínos e trigo. Os primeiros a aderirem à política devem ser os 30 mil integrados da Souza Cruz, empresa que já desenvolve um projeto de estímulo para a criação de milho e feijão após a colheita do tabaco. O diretor de fumo da multinacional, Dilmar Frozza, acredita que o acordo representa um encontro de interesses em relação à cadeia de tabaco e à agricultura familiar. “A visão do passado era que a diversificação representava uma alternativa à produção de tabaco. Atualmente, a visão é de que o fumo é uma das alternativas para a diversificação da pequena propriedade”, assinala. Para Frozza, um modelo ideal deve unir distintas frentes: uma cultura de maior renda agregada, uma alternativa com resultados de médio a longo prazo (como reflorestamento), uma de subsistência (com foco na cadeia humana ou animal) e um cultivo eventual destinado a um nicho de mercado.

Nos últimos anos, os processos de diversificação têm ganhado corpo em solo gaúcho, conforme aponta o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Albano Werner. Ele constata que as propriedades ligadas ao setor no Estado têm, em média, 16,7 hectares. Desse total, apenas 2,6 hectares (15%) são destinados ao tabaco. O dirigente da Afubra vê com bons olhos a criação de uma política para o segmento, mas enfatiza que a efetividade da medida depende de fatores como comercialização.

COMENTÁRIOS
Deixe seu comentário sobre este texto.

DEIXE SEU COMENTÁRIO CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR
LEIA TAMBÉM

20/05 09h39 | Produtos agrícolas recuam 1,96% na 2ª prévia do IGP-M

16/05 22h00 | Estado lança pacote para fortalecer setor lácteo

13/05 22h56 | Usinas do Centro-Sul moem 41 milhões de toneladas de cana

13/05 21h16 | MP começa a ouvir os acusados de fraudar leite com formol

13/05 18h25 | CNA prevê alta de 9,9% no valor da produção agropecuária