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De Olho na tevê Carlos Pires de Miranda | cpm@matrix.com.br

De Olho na tevê

Notícia da edição impressa de 27/06/2012

O técnico da moda

O gaúcho Tite enfrenta hoje e na próxima quarta-feira o maior desafio de sua vida: eliminar o Boca e proporcionar ao Corinthians o título da Libertadores – invicto, o que não ocorre há 34 anos. Acho que irá conseguir, apesar de os argentinos serem adversários temíveis na Bombonera ou fora dela. A renda no Pacaembu, no dia 4, deve repetir a obtida contra o Santos: R$ 2,6 milhões, com 38 mil pagantes. Os patrocínios na camisa renderão bem mais, mas quem fatura mesmo é a Conmebol: 10% sobre as arrecadações brutas dos jogos e a integralidade das cotas das tevês.

A diferença

Placares iguais para tarefas diferentes. O Grêmio mostrou futebol e superioridade sobre o Fla, um time em formação que deve crescer. O Inter, que ainda tem um time melhor do que o gremista, mostrou a mesma coisa contra um dos candidatos ao rebaixamento, o Sport. Aliás, os clubes do Nordeste estão pedindo licença para caírem todos à Série B. Tomara que o Bahia de Falcão escape.

De mestre

Com Zé Roberto e Fábio, as coisas irão melhorar dentro do campo. Com Sobis e Sandro Silva, iriam mais ainda – e também fora dele. Seria um golpe de mestre da direção gremista: trazer dois ótimos reforços, com a cara do Inter e por este desejados. Mas o maior golpe no orgulho colorado poderá vir ao final do ano: o Grêmio inaugurando sua majestosa arena e o Inter com o Beira-Rio fechado, jogando em algum estádio do Interior. Sei que a decisão judicial é prudente, mas em jogos de uma torcida só, com acesso somente ao anel superior, ainda assim haveria riscos à segurança?

Um exemplo

O Sport achou que poderia, na Ilha do Retiro, encarar o Inter. Atacou sem a competência necessária, um gol contra facilitou tudo, mas com sua atitude temerária perderia de qualquer jeito. Se ficasse atrás teria mais chance. Isso, aliás, é uma norma: time pequeno jogando em casa pensa que fica grande, sai para o jogo e paga a conta. Longe de sua torcida, dão-se conta de seu tamanho – então, têm chance de crescer e surpreender.

Milagres

Com o grupo que tem nas mãos, Felipão não pode fazer milagres o tempo todo. Eliminou o Grêmio quarta-feira e, usando o mesmo time, apanhou dos garotos do Corinthians no domingo (2 a 1).

Fórmula 1

Como escrevi há algumas semanas, com Felipe Massa na pista sempre acontece alguma coisa – normalmente ruim. Domingo, em Valência, terminou em 16º; Alonso, seu companheiro de equipe, foi o primeiro. Este parece ser, no momento, o melhor piloto da categoria. Quanto ao nosso Massa, passo a duvidar que a Ferrari o sustente até o final da temporada.

Ostracismo

A Fox Sports transmite as corridas da Nascar, muito conhecida nos Estados Unidos e somente lá. Domingo vi Nelsinho Piquet vencer uma difícil prova, vibrar muito, se emocionar. Será muito trabalhoso reabrir seu caminho até a Fórmula 1, em razão da farsa por ele patrocinada na Renault. Por isso, Alonso ganhou o título, Nelsinho ficou fora da categoria, e Massa, que teria sido campeão, parece estar saindo dela.

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