O assédio que alguns alunos são vítimas na escola fundamental, através da alcunha pejorativa, e até agressões físicas podiam ser evitadas se a função educativa estivesse sendo construída pela própria escola, que passou a ser apenas informativa, isto é, a escola transmite o conteúdo programado e nada mais. Isto equivale a um garçom que se compraz somente em levar a bandeja à mesa dos comensais, não quer nem saber se está levando na bandeja lixo ou titica. Assombradamente, esse comportamento vai produzir nas crianças diversas reações, perguntas que não serão respondidas, pois são muitos comensais à mesa e o garçom (professor) não tem tempo de dialogar com seus pupilos devido à massificação do ensino aqui e nos outros países onde temos turmas com 30 e até 40 alunos!
Muitos comensais vão se engasgar ao tentar perguntar rapidamente ao garçom o que está sendo servido, outros vão vomitar e chorar, mas o garçom nem perde tempo em observar quem da cor branca passa para a cor vermelha, demonstrando no rosto um assombro total que não sensibiliza o garçom e esse vai jogando mais comida em cima da mesa que parece um chiqueiro de porcos. Entretanto, solenemente os mentores da Educação discursam sobre o futuro do ensino e maravilhados fazem elogios rasgados para o novo ensino a distância. Será que a distância da faculdade evita mais um confronto de consciências iniciado lá na escola fundamental? Pois um dos fatores que obrigam o ensino a apertar o cinto e ficar à mingua é a imposição exercida sobre as ações das pessoas para que simplesmente cumpram suas funções sem gastar. A desculpa é a crise econômica! Imbricados estamos todos nós e sofrendo todas as consequências da violência, corrupção, do fanatismo e sem perspectivas de melhorias, uma vez que a instituição que deveria suscitar um novo ser, íntegro e capacitado para alcançar soluções está se portando como suíno faminto.
Arquiteto, Pelotas/RS