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Conexão Política Adão Oliveira | adaooliveira@hotmail.com

Conexão Política

Notícia da edição impressa de 21/06/2012

A coerência de Erundina

A deputada Luiza Erundina, do PSB, depois de ter aceitado participar como candidata a vice-prefeita da chapa encabeçada por Fernando Haddad, do PT, recuou e desistiu de concorrer. A ex-prefeita de São Paulo se insurgiu, a partir do convite feito pelo PT, para que o PP participasse da aliança em favor de Haddad. Quem articulou a aliança, pelo PT, foi o ex-presidente Lula e, pelo PP, o ex-governador paulista Paulo Maluf. O acordo foi celebrado durante uma feijoada na casa de Maluf. Com aperto de mão, fotografia e tudo mais. Erundina não gostou do acordo e escafedeu-se. Justificou-se: “Não concordei com essa aliança. Foi muito além do razoável. É um preço muito alto por uma coisa muito pequena. A mídia é importante, mas não determina o processo eleitoral se não vier somado a outras condições. Lula sacrificou a história e os princípios do PT ao se aliar a Maluf. Ele não tem respeito pelo Maluf e vice-versa. Essa aliança não se justifica”.

Para Erundina, Lula passou dos limites ao tirar foto com Paulo Maluf. Erundina diz acreditar que a presença de Maluf no palanque de Haddad trará prejuízos ao petista. “Poderá enfraquecer. Criou um clima de perplexidade. É um desconforto.” Ela prometeu fazer campanha para Haddad e o chamou de melhor candidato. Foi um gesto corajoso e coerente com o passado de Erundina. Ela sempre foi adversária de Maluf, um político sem princípios, acusado de ter cometido falcatruas ao tempo em que exerceu cargos públicos, em São Paulo. Os gaúchos – politizados – procuram encontrar semelhanças na aliança que poderia ter sido firmada aqui em Porto Alegre, entre o PP e o PCdoB. Para nossa tranquilidade, nada a ver!

Aqui, a senadora Ana Amélia Lemos tentou levar o seu PP a se aliar com o PCdoB, para levar Manuela d’Ávila à prefeitura da Capital. Não deu certo, mas a tentativa se justificava em quase todos os motivos, menos o ideológico. De resto, tudo certo. A deputada Manuela tem uma vida limpa, é convicta de suas ideias e representa uma boa proposta de governo. A senadora Ana Amélia reconheceu nela a melhor candidatura e foi em frente. Perdeu, mas permaneceu apoiando a deputada. Ana Amélia vai subir no palanque comunista, enquanto o seu partido continuará apoiando José Fortunati. A única semelhança existente no processo é o envolvimento de dois partidos, tão distintos, em busca de alianças.

TELINHA - Tudo isso aconteceu por tempo de TV, não por ideias. E é só! Em outros tempos, esses acordos eram chamados de alianças espúrias. Hoje, o poder justifica tudo. Evoluímos?

O voto

A ex-governadora Yeda Crusius antecipou seu voto no professor Wambert di Lorenzo, adversário de Nelson Marchezan Júnior, na convenção do PSDB que será realizada no próximo domingo. Quem vencer a convenção será o candidato do partido a prefeito de Porto Alegre.

Ascensão

Recém-ingresso no PV, o vereador Elias Vidal assumiu a presidência dos verdes em Porto Alegre. O parlamentar saiu magoado do PPS, que praticamente o correu da sigla por ter apoiado as CPIs da Saúde e do Instituto Ronaldinho Gaúcho. Mas, ao que parece, foi bem acolhido pelo PV. Ele jura que não aspirava a assumir qualquer cargo na executiva do PV, mas acredita que poderá contribuir para o crescimento do partido.  “Vou trabalhar para que tenha uma ou duas cadeiras com DNA verde na Câmara.” Então tá!

COMENTÁRIOS
Brasileiro do rio - 21/06/2012 - 01h18
Lula já passou do limites há muito tempo, somente o Brasil que não viu


Anderson SIlva -
21/06/2012 - 09h34
sobre a matéria do voto da EX-governadora, ela não possui direito a voto na convenção do PSDB, está equivocada ao abrir voto que não tem direito.


Sergio -
21/06/2012 - 09h50
"A deputada Manuela tem uma vida limpa" Mas tche, esse vulto não ganhou uns pila indevidos desviados na prefeitura de Alvorada? Me perdoe, mas a "E AÍ, BELEZA?" deve uma explicaçãozinha pro povão. Está dificil ver um politico honesto, todos são extremamente religiosos, para aprovar qualquer projeto ou emenda, somente "COM UM TERÇO NA MÃO". E assim segue a nossa politica.

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