A presidente Dilma Rousseff (PT) vai se reunir com os 27 governadores, entre eles o gaúcho Tarso Genro, nesta sexta-feira, para anunciar um pacote de mais de R$ 10 bilhões para os estados. Essa linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) faz parte de um pacote anticrise. O Planalto está preocupado com os efeitos da crise financeira internacional, que promete ser longa. O problema é que muitos dos estados estão endividados e não podem mais pegar financiamentos, pois já ultrapassaram a capacidade de endividamento. O governo então quer oferecer a renegociação da dívida em troca de investimentos. Os estados fariam mais investimentos, girando a economia. Em troca, o indexador da dívida deixaria de ser o INPC e seria a taxa Selic, além da queda da percentagem da receita líquida que vai para o pagamento de dívida, que baixaria de 13% para 9%.
Crédito que atinja
“Não adianta ter linhas de crédito que não atinjam quem precisa”, comentou o deputado Renato Molling (PP-RS), coordenador da bancada gaúcha. Já o deputado Fernando Marroni (PT-RS) vê como uma marca do governo a renegociação de dívidas. “São medidas necessárias para enfrentar a crise. Muito se fala da incapacidade dos estados de fazer investimento público.”
Free shops quase certos
O projeto de lei que permite a instalação de free shops em cidades gêmeas nas fronteiras está perto de ser aprovado no Senado. Nessa quinta feira, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional deu parecer favorável ao relatório do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). Agora a matéria segue para a Comissão de Assuntos Econômicos, onde a relatora será a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS). Após essa comissão, o projeto será enviado à sanção presidencial. O deputado estadual Frederico Antunes, do PP, um dos maiores defensores da ideia, comemorou.“Perdemos muito tempo, mas chegou a hora da retomada, através de um projeto concreto e viável para reaquecer economicamente as comunidades da Metade Sul e a Fronteira-Oeste do Rio Grande do Sul, que sofrem com a falta de uma política de incentivos para explorar o potencial dos municípios”, disse.
CPI sem Pagot
Mesmo disposto a falar, o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot não foi convocado a depor na CPMI do Cachoeira. “Pagot disse que pretende falar, se não for convocado pela CPMI, irá ao Ministério Público”, comentou Pedro Simon (PMDB).