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Música Notícia da edição impressa de 22/05/2012

Voa viola - Festival Nacional de Viola

Lívia Guilhermano

ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO/JC
Grupo Chão de Areia  representa o  Rio Grande do Sul no Voa Viola
Grupo Chão de Areia representa o Rio Grande do Sul no Voa Viola

O palco virou ponto de encontro da juventude com a tradição, dos diferentes gêneros musicais, de artistas de vários cantos do País. Mas, nesse festival, a protagonista é uma só: a viola. O projeto que pretende fazer um panorama do uso do instrumento no Brasil, o Voa viola - Festival Nacional de Viola - está na sua segunda edição.

Amanhã - e pela primeira vez-, o evento acontece em Porto Alegre. O show começa às 21h, no Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/nº). Os ingressos custam R$ 10,00 e serão vendidos até duas horas antes do espetáculo.

Com a curadoria de Renato Côrrea e Paulo Freire, o Voa viola leva a diversidade do instrumento a quatro capitais brasileiras. Este ano, as cidades escolhidas para receberem os shows, além da Capital gaúcha, são Cuiabá, Manaus e Rio de Janeiro. Para cada etapa, foram selecionados violeiros de diferentes gêneros musicais. Em Porto Alegre, o espetáculo fica por conta do grupo Chão de Areia, da dupla J. Prado e Marcos Henrique, e dos músicos Bilora, Rogério Gulin, Cida Moreira e Passoca.

O público teve a oportunidade de participar da escolha dos 12 artistas que se apresentam no festival. Através de um site criado para divulgar a viola, músicos de todo o País inscreveram seus trabalhos, criando um port-fólio virtual. A pré-seleção de 24 violeiros, feita por um júri, levou em conta o objetivo do projeto de reunir a multiplicidade de expressões do instrumento. Na página, o público pode “aplaudir” as postagens dos músicos, uma ferramenta semelhante ao ícone “curtir” das redes sociais. Foram 25 mil usuários que participaram da seleção.

Representante da Região Sul no festival, o Grupo Chão de Areia faz um resgate do instrumento na música gaúcha. Para o arranjador e compositor Mário Tressoldi, a divulgação da qualidade da música de viola é essencial. “Hoje, como ela não está na grande mídia, iniciativas como esta são necessárias. A viola faz parte da essência da cultura brasileira, tanto no sertão dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás quanto aqui no rincão do Rio Grande do Sul”, diz.

O trio de Tramandaí se uniu há dez anos. Tressoldi, Chico Saga e Flávio Júnior tocavam em CTGs, com grupos de música tradicionalista. O Chão de Areia nasceu com a vontade de compor músicas para a viola, instrumento tradicional no Estado. Tressoldi lembra que a viola está ligada à história do Rio Grande do Sul: “Ela chegou ao Estado com os açorianos há 260 anos. Também veio, tempos depois, com os tropeiros de Sorocaba que buscavam mulas do Rio Grande do Sul. A gente foi procurar nessa história a inspiração para as nossas composições”.

Hoje, o Grupo Chão de Areia acumula premiações de festivais em diversos estados brasileiros. No ano passado, lançou o CD Quem somos nós, com músicas que misturam diferentes estilos como a milonga, a catira, o cateretê, o maçambique e, é claro, a música nativista com características do Litoral do Estado. É esse lado gaúcho da música de viola que o trio pretende apresentar no Theatro São Pedro.

Já quando o público identificar no som da viola elementos da cultura popular, do batuque e da folia, é porque Bilora subiu ao palco. O músico - que também é formado em Letras - nasceu em Minas Gerais, na divisa com a Bahia. A sua música tem forte influência da cultura do local, das cantigas de roda e das festas de São de João. “O meu trabalho tem diversas características, mas é difícil rotular como um gênero específico. Na minha música, eu procuro misturar a poesia com a cultura popular e a força da viola”, conta o artista.

O espaço para a música de viola está aumentando. Pelo menos, é o que Bilora afirma. Ele foi um dos fundadores da Associação Nacional dos Violeiros do Brasil e vê, em um cenário mais amplo, uma mobilização dos músicos de diferentes estados. Uma união que possibilitou a criação do festival por Renato Côrrea e Paulo Freire. “Existem muitos músicos bons e eles ainda não são reconhecidos no Brasil. Mas o espaço da música de viola tem crescido muito. Hoje, não se pode dizer, de forma redutora, que a viola é um elemento da cultura caipira. Ela está tanto na música clássica, na canção popular quanto no rock. E mesmo no rock o som da viola não fica escondido, ele acaba sendo o elemento condutor.”

Se depender do Voa viola, todos esses ritmos estarão à disposição dos mais variados públicos. Os shows são transmitidos ao vivo pelo portal www.voaviola.com.br. Também estão disponíveis no site vídeos com a cobertura da passagem de som, entrevistas com os artistas e um chat criado para os internautas interagirem, enquanto formam uma plateia. É a viola entrando na casa e na vida dos brasileiros.

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