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Editorial Notícia da edição impressa de 21/03/2012

A Copa do Mundo é nossa, mas falta mais treino

Em 1970, a música dizia que a Copa do Mundo é nossa e que com brasileiro não há quem possa. Foi o que bastou para o ufanismo natural que temos com o que os eruditos chamam de ludopédio em vez de futebol fosse rotulado como propaganda do regime militar. Poucos se lembram que o Brasil, em 1958 e 1962, fora bicampeão de futebol, inclusive com João Goulart. Em 1970, no México, veio a terceira conquista, aí sim, com um general-presidente. Em 1986, o Brasil poderia ter sediado a Copa do Mundo e João Figueiredo abriu mão, alegando altos gastos. Coube ao México novamente organizar o evento. No entanto, o futebol não tinha tantos interesses comerciais. Nada contra, desde que não se cometam exageros. De 1990 em diante a Federação Internacional de Futebol (Fifa) se associou a muitos patrocinadores por quantias altíssimas. A partir daí, o caderno de encargos se tornou uma tábua de exigências que poucos países podem suportar. Pois no dia em que a Rússia apresentou sua estratégia para a organização da Copa do Mundo de 2018, a Fifa criticou – novamente - os atrasos e problemas nos preparativos para o Mundial do Brasil, em 2014. Virou rotina.

O diretor de marketing da Fifa, Thierry Weil, elogiou a criatividade e o compromisso da Rússia para organizar a Copa de 2018. Para ele, a Rússia está fazendo com seis anos de antecedência o que o Brasil, a três anos da Copa, não está realizando. Outro chute no traseiro, de maneira polida. Está certo, muitas benfeitorias ficarão em benefício das populações das cidades-sedes, no Brasil como na Rússia. Afinal, transporte coletivo, rede hoteleira, comunicações, aeroportos, hospitais e toda a infraestrutura de suporte ao maior evento esportivo mundial não serão desfeitos após o apito final em que se saberá quem será o novo campeão mundial. O governo brasileiro se comprometeu com muitas obrigações. A Confederação Brasileira de Futebol, idem. O ufanismo tomou conta. Em 1950 construímos o Maracanã, fizemos uma bela Copa, mas perdemos o título no maior estádio do mundo. A maior rede de mídia da época, liderada por Assis Chateaubriand e seus Diários e Emissoras Associados, ficou furiosa. O Uruguai levou a taça, e o Brasil chorou. Agora estamos às voltas com algo que nem David Nasser imaginaria, ele que era o maior colunista e polemista da revista O Cruzeiro – também de Assis Chateaubriand – com 700 mil exemplares semanais em um Brasil com apenas 50 milhões de habitantes.

Em Porto Alegre só um milagre fará com que os mais mil metros da pista do Salgado Filho estejam prontos em 2014. Hoje, sequer se sabe que companhias aéreas usam o novo e o antigo terminal e muitos viajantes perdem tempo e mesmo os voos por falta de placas indicativas. Entretanto, temos gente otimista. Ao assinar contrato para a instalação da primeira lanchonete popular em aeroportos do País, no Afonso Pena, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, o presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Antonio Gustavo Matos do Vale, garantiu que todas as obras visando à Copa do Mundo de 2014 estão rigorosamente em dia e os aeroportos não serão problema. Então, vamos aguardar que alguém encha a nossa bola antes de o jogo começar e que a Copa seja um sucesso.

COMENTÁRIOS
Paulo - 21/03/2012 - 14h13
Como brasileiro, gostaria de entender uma coisa: O Governo está fazendo muitas obras que nos beneficiarão por longosd anos após o evento. Ora, boa parte dessas obras (Saneamento e Mobilidade Urbana) estão sendo financiadas com o FGTS e, a receita do FGTS, não depende da COpa e é recursos privado onde cada centavo tem nome, endereço e CPF. Ora, então essas obras são pela Copa, não um premio pelos tributos que pagamos religiosamente. na minha visão, poderíamos fazer as obras e economizar os recursos gastos nos estádios. Se não tivessemos a Copa estaríamos condenados a conviver com uma infraestrutura deficiente? Querem me fazer acreditar que todos os bilhões foram investidos por causa de 1 mês de competição? O turista vai retornar se encontrar um mpaís arrumado, seguro e bonito, não pela Copa.

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