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Editorial Notícia da edição impressa de 20/03/2012

Proteger a indústria e os dois lados da questão

Quando os que mais entendem se calam, os ventos se tornam propícios aos ignorantes. Há meses que o Brasil debate se deve ou não proteger setores da sua indústria da concorrência predatória de produtos vindos principalmente da China. Mas, como tudo na vida, temos dois ângulos para serem analisados, uma vez que também importamos insumos e a concorrência com o exterior diminui o custo de vida no Brasil. Por isso é que o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Aguinaldo Diniz, declarou que o setor fará gestões junto ao governo para criar salvaguardas para o setor de confecções. O ministro Guido Mantega concorda. Há pouco, acordo comercial entre o México e o Brasil foi uma solução temporária que favorece mais o México.

Embora tenham sido acertadas cotas à exportação de automóveis ao Brasil, o México preservou sua entrada sem nenhum imposto no mercado brasileiro. Ao fim, o consumidor local será afetado por ter que pagar mais por seus automóveis e desfrutar de menos opções. Com o acordo o México se mantém como o único país grande produtor de automóveis que não paga impostos para ingressar no nosso mercado doméstico, ao contrário dos americanos, europeus e asiáticos. Para a maioria dos analistas, a indústria brasileira não é competitiva porque foi muito protegida, enquanto a mexicana é altamente competitiva após muitos anos de abertura. Em 2011, um em cada cinco produtos industriais vendidos no Brasil foi fabricado em outro país, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O percentual de produtos importados alcançou o nível recorde de 19,8% no ano passado, ante 17,8% em 2010.

A participação de insumos importados utilizados pela indústria brasileira alcançou 21,7% em 2011. Em 2010, o percentual foi de 19,1%. A CNI informou ainda que a participação das exportações na produção da indústria cresceu de 17,8% em 2010 para 19,8% em 2011. Apesar do crescimento, o valor está abaixo do recorde de 22,9% alcançado em 2004. Na questão dos têxteis, o pedido de salvaguarda será para todos os produtos importados, mas sabe-se que 99,99% dos problemas do setor de confecções vêm da China. Como o câmbio nacional, o real está valorizado em pelo menos 15% e o yuan está subvalorizado em 25%, e isso dá uma diferença muito grande. Porém, deve-se lembrar que é preciso melhorar a produção, a qualidade e os custos do que é fabricado no Brasil. Aí, o governo poderia entrar com menos impostos e burocracia, permitindo maior competitividade ao que fabricamos. Caso contrário, a proteção só fará com que exista mais atraso tecnológico no País, o que ninguém deseja. Mas qualquer que seja a medida tomada pelo governo federal, as consequências práticas levarão até um ano ou mais. A carga tributária praticada aqui e as liberdades trabalhistas proporcionadas por Pequim são incomparáveis em favor deles. Em 2010 e 2011, a indústria têxtil perdeu 60 mil postos de trabalho. Para todo o setor, por conta da cadeia produtiva longa, isso significa um total de 240 mil vagas. A participação da indústria têxtil no PIB saiu de quase 30% para 15% agora. Defesa comercial justa sim, protecionismo desbragado e com prejuízos ao consumidor, não.

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