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A Voz do Pastor Dom Dadeus Grings | mitra.poa@terra.com.br

A Voz do Pastor

Coluna publicada em 08/03/2012

As consequências da revolução industrial

As consequências da revolução industrial foram múltiplas. A primeira e, talvez a mais drástica, foi a concentração da mão de obra. Em outras palavras, as grandes indústrias atraíram e empregaram pessoas que se tiveram que deslocar para junto delas. Daí o surgimento das megalópoles, com todos os problemas de habitação e de tráfego, pela necessidade de locomoção em massa.

A segunda consequência foi o esfacelamento da família. Até aí a família constituía o local de trabalho. Todos os seus membros atuavam juntos, quer no artesanato, quer na agricultura. A era industrial os dispersou por muitos lugares de trabalho. Seus membros se encontram cada vez menos.

A terceira consequência foi a criação de uma nova classe social, conhecida com o nome de proletariado. Começou mordendo o pó da miséria. Foi a época em que Karl Marx lançou seu Manifesto Comunista, sob a égide da foice e do martelo, ou seja, considerando o trabalho humano exclusivamente na perspectiva da produção material: da extração e da transformação de bens materiais, respectivamente, na agropecuária e na indústria, reconhecidas como setor primário e secundário da produção. Tira-lhe a espiritualidade.

A quarta consequência foi a nova visão do homem, não mais como membro de uma família, mas como indivíduo diante do Estado. Daí as duas grandes ideologias a se digladiarem: a primeira enfatiza o indivíduo, com sua liberdade. Recebeu o nome de liberalismo. A segunda privilegia o Estado. Concebe o homem como peça no todo, sob o nome de socialismo.

A quinta consequência é o artificialismo da vida. O homem perde o contato com a natureza. Sente-se obrigado a seguir o ritmo da máquina, que ele mesmo inventou. É escravo da máquina e do tempo. Tudo se mecaniza, mercantiliza e artirificializa, cronometra, inclusive o trabalho.

Leão XIII direciona seu pontificado para esta problemática. Escreve, em 1891, uma encíclica sobre “as coisas novas”, resultantes da industrialização. Seu título é tomado das primeiras palavras latinas do documento social: “Rerum novarum”. Mostra que os problemas, que surgiram da industrialização, devem ser resolvidos neste seu contexto, com uma nova organização.

O certo é que, mesmo após a industrialização, o homem continua sendo humano; a família, mesmo fragilizada, continua a existir; a fé em Deus não se apagou; a necessidade da educação não diminuiu... Os valores fundamentais da vida persistem. Portanto, devem continuar a merecer atenção. Os problemas da industrialização não podem ser desconsiderados. Devem, porém, ser resolvidos no seu próprio âmbito, sem afetar ou destruir aquilo que constitui a própria essência da vida e da natureza. Hoje há um consenso acerca da necessidade de medidas que, salvaguardando as conquistas da máquina, protejam a natureza. A ecologia nos dá o alerta: a máquina não pode prevalecer sobre o homem nem sobre a natureza, sob pena de uma catástrofe fatal.

A máquina revolucionou a vida humana. Atingiu de cheio o trabalho, substituindo a mão de obra do homem. Falamos de era industrial. Suas consequências foram a concentração da mão de obra nos grandes centros urbanos; o consequente esfacelamento da família, o surgimento da classe proletária; a consideração do homem apenas como indivíduo e não como membro de uma família e de uma comunidade; o artificialismo da vida... Cox dirá que a cidade será secular, sem fé em Deus. Diz-se por isso que a Igreja perdeu a classe operária, porque, na verdade, a própria humanidade a tinha perdido antes.

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