Após análise da pesquisa qualitativa realizada pelo Instituto Methodus, lideranças do PSB, PP, PCdoB, PDT, PPS, PTB, PR, PV e também do PSC, PTC e PTdoB decidiram formar um grupo de trabalho que deverá elaborar um projeto para 2010. Foi durante reunião realizada, quinta-feira, no Restaurante Copacabana e que contou com a participação do deputado federal Beto Albuquerque, dos presidentes do PSB, Caleb de Oliveira; do PP, Jerônimo Goergen; do PDT, Romildo Bolzan; do PCdoB, Adalberto Frasson; do PV, Edison Pereira; do PTC, João Carlos Rodrigues e do presidente do PTB, deputado Luis Augusto Lara. Também participaram os deputados estaduais Adroaldo Loureiro (PDT) e Miki Breier (PSB), além de dirigentes estaduais das demais siglas. Também ficou acertado que os partidos irão discutir nomes para compor a chapa majoritária.
Coordenador da reunião, Caleb de Oliveira destacou que há enorme sintonia entre os partidos no sentido de construir um projeto novo para o Estado. Já o pré-candidato ao Governo, Beto Albuquerque, enfatizou que a terceira via avança. “Ficou claro na pesquisa que o Rio Grande do Sul clama por uma nova alternativa, uma terceira via que coloque os interesses dos gaúchos em primeiro lugar”, informou Beto. Segundo o deputado, “o debate não é sobre a evolução dos conflitos e sim sobre a involução da economia do Rio Grande do Sul”. Ele lamentou o fato de o Estado representar somente 6% do PIB nacional. “A política tem produzido problemas para os gaúchos e não apresentado soluções como deveria”.
Ciro Gomes
O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) decidiu que vai concorrer à presidência da República. Mas, ele tem dois grandes desafios para viabilizar a sua candidatura ao Palácio do Planalto. Terá de construir palanques competitivos nos estados e ainda conquistar legendas que lhe garantam tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na tevê. Sozinho, o PSB tem apenas 1 minuto e 11 segundos diários em cadeia nacional. É pouco. Por isso que coligar com o PDT e com o PCdoB. Sem isso, ele não chega lá.
Ajuris repudia liminar do CNJ
Na quarta-feira, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) emitiu liminar suspendendo o adicional da diferença da URV, pagos mensalmente à magistratura e aos servidores do Poder Judiciário do Rio Grande do Sul. O argumento é de que o cálculo da conversão foi feito de forma indevida, não respeitando a Lei 8.800, que determina a utilização do valor da URV correspondente ao dia efetivo do pagamento do salário.
Para o presidente da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), Carlos Cini Marchionatti, a decisão do conselheiro do CNJ José Adônis Callou de Araújo Sá é equivocada, prematura e perigosa. “A decisão proferida simplesmente acolheu o laudo, evidenciando a insuficiência das razões de decidir. O julgamento em nada justifica a sua prolação em caráter liminar e precipitado, senão a pressa, o arbítrio e o exame parcial e limitado da situação”, assegura Marchionatti. Para ele, era imprescindível que, antes de emitir a liminar, o CNJ teria que ter ouvido o presidente do Tribunal de Justiça gaúcho acerca do laudo emitido pelos técnicos do Tribunal de Contas da União.
O pagamento das URVs trata-se de decisão judicial que se estende do período de conversão do cruzeiro novo até os dias de hoje e que, na década de 1990 - período em que o País efetuou diversas trocas de moeda vigente -, não foi devidamente pago. “Se existem eventuais ilegalidades em relação a isso, elas merecem ser investigadas e esclarecidas, mas não se pode tratar o funcionalismo ou a magistratura como vilã de uma situação que foi criada à revelia e, cujo parcelamento aceitou-se num ato de cooperação para com o Executivo”, frisa o presidente da Ajuris.