Coube ao patrono da Semana Farroupilha, o músico Telmo de Lima Freitas, e à escritora Elma Sant’Ana acender a chama crioula no Acampamento Farroupilha. Com uma centelha vinda do candeeiro aceso dia 22 de agosto em São Lourenço do Sul, da qual saíram outras tantas para cada recanto tradicionalista, e uma segunda centelha retirada do fogo simbólico da Pátria, repetindo o gesto de Paixão Côrtes em 1947, um dos marcos iniciais do tradicionalismo, a dupla encheu de luz o candeeiro que queima no galpão central do Parque da Harmonia. “É difícil dizer o que significa a chama crioula. Cada tradicionalista tira uma força dali. Não há chuva, não há frio que pare aquelas pessoas que atravessam o Estado no lombo de um cavalo para levar o candeeiro com a chama até sua querência”, afirma o presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Oscar Gress.
Em seu discurso durante o acendimento da chama no Parque da Harmonia, dia 7 de setembro, o prefeito José Fogaça ressaltou a comunhão tradicionalista em torno não só dos símbolos regionais, mas também dos nacionais. “A chama crioula é a mesma chama da Pátria. E este nosso coração gaúcho também é um coração brasileiro.”
A cerimônia de extinção da chama crioula no Parque da Harmonia está prevista para as 18h do dia 20 de setembro.