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Teatro Antônio Hohlfeldt
a_hohlfeldt@yahoo.com.br

Teatro

Coluna publicada em 11/11/2011

Um grande ator num sensível espetáculo

Um espetáculo solo, como este O fantástico circo-teatro de um homem só, assinado por Patrícia Fagundes, não permite meio-termo: ou dá certo ou é um desastre. No caso deste roteiro desenvolvido pela própria diretora com o ator, surgiu um espetáculo simplesmente maravilhoso, poético e ao mesmo tempo altamente qualificado, que permite o espectador recordar os diferentes momentos do teatro brasileiro e, ao mesmo tempo, conhecer um pouco mais do trabalho de Heinz Limaverde, ator que veio do Crato, no Ceará, fazer sua carreira no Sul do País.

Desde seus primeiros trabalhos, Heinz Limaverde chamou a atenção de todos. Obviamente, antes de mais nada, por seu aspecto físico: ele não é só gordo, é grande. Ocupa o espaço cênico, independente do papel que desempenhe. Contudo, como ele chega a sugerir no espetáculo, mesmo nos menores papéis, ele se afirmava e, assim, aparecia ainda mais. Basta eu consultar meus registros em torno dos espetáculos teatrais da cidade, e encontro, desde a primeira vez, sempre referências positivas ao ator.

Neste trabalho, há um primeiro e definitivo acerto, porque leva a tudo o mais: houve a opção por um espetáculo de câmara, isto é, um trabalho intimista, que permite o ator verdadeiramente dialogar com o público. Heinz Limaverde conhece pessoalmente e reconhece boa parte da plateia. Enquanto se prepara, saúda a uns e outros. Brinca, descontrai. E quando entra verdadeiramente em cena, vamos assistir a uma simbiose poética entre o “eu” verdadeiro do ator e o “ele” ficcional da personagem por ele encenada. Da mistura dos dois nasce este espetáculo de apenas uma hora de duração, mas que, ao seu final, parece ter nos levado durante muito tempo pelas mais múltiplas experiências de vida e de arte: por que é pesado e chato? Não, exatamente pelo contrário: Heinz Limaverde consegue dividir sua experiência e sua emoção com todos nós, de tal maneira que vivemos, com ele, como se fôssemos ele, seus relatos. Desde sua saída da cidade de origem, até sua transformação em grande ator; sua iniciação ainda em casa, com o apoio dos avós; o rechaço da mãe; o longo aprendizado da humildade e da dedicação; tudo isso vai surgindo em cena, enquanto se alternam algumas cenas variadas, desde o cantador popular até as reflexões sobre o “ser diferente” numa sociedade preconceituosa, ou os desafios para se chegar a ser reconhecido.

Heinz Limaverde em nenhum momento se torna artificial ou afetado: sua incorporação da antiga vedete é uma bela lição de teatro a todo o ator que se deva travestir em determinado momento. Da mulher velha à jovem vedete; da impostação de voz sem afetação, tudo é cuidado e equilibrado, de maneira a convencer o espectador, por mais exigente que ele seja.

Um espetáculo solo é sempre um desafio: a proximidade da plateia, o contato direto, quase que olho no olho, e que o ator ainda provoca, aproximando-se do espectador e provocando-o a uma interação constante, e isso logo nos primeiros momentos do espetáculo - tudo isso evidencia a autoconfiança do intérprete, ratificada pela direção, e sua qualificação efetiva. Ao final, a gente deixa o teatro enlevado e agradecido: que bom que este jovem artista escolheu Porto Alegre. E que ótimo que aqui ele teve oportunidade e alcançou reconhecimento. A trilha sonora de Simone Rasslan valorizou muito a narrativa, assim como a cenografia de Juliano Rossi tornou simples o que em geral é difícil: a acessibilidade a adereços, a rapidez de troca de figurinos etc, criados por Paloma Hernandez; os figurinos de Daniel Lion, como sempre, estão sob medida, e a preparação corporal de Cibela Sastre certamente ajudou a naturalidade da interpretação.

De tudo isso, resultou um trabalho respeitoso, emocionado e emocionante, verdadeira experiência de teatro, que sugere, desde logo, a indicação de seu intérprete a uma premiação do ano.         

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