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Construção Civil Notícia da edição impressa de 04/11/2011

Moradores do Cristal rejeitam assentamentos

Patrícia Comunello

ANA PAULA APRATO/JC
Rossler (e), Sandra e Souza temem perda de valorização de suas propriedades localizadas na região
Rossler (e), Sandra e Souza temem perda de valorização de suas propriedades localizadas na região

Moradores do bairro Cristal, zona Sul de Porto Alegre, reclamam que os assentamentos de famílias das áreas de invasão do Complexo da Tronco rebaixarão o valor de seus imóveis. O comitê criado pelos residentes da região reclama que não foi ouvido pela prefeitura sobre o destino dos grupos e que existem alternativas de áreas para erguer as moradias populares. Alguns terrenos desapropriados já teriam empreendimentos residenciais projetados. Dezoito dos 40 terrenos desapropriados para as edificações estão no Cristal.

Outdoors chegaram a ser custeados pelo grupo para combater o que foi chamado de "desapropriações no coração do Cristal". Os materiais ficaram expostos por 15 dias, em pontos de grande visibilidade na região. "Não ao autoritarismo da prefeitura" foi uma das frases estampadas. Desde que o BarraShoppingSul foi erguido no bairro, os imóveis passaram a ser mais valorizados. "Tudo que ganhamos em preço vamos perder se os imóveis forem feitos aqui", argumentou o aposentado Lauro Rossler, do Comitê Permanente dos Moradores do bairro Cristal. A atriz e professora de teatro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Sandra Dany esclarece que o movimento não é contra as famílias que já ocupam vilas, vizinhas ao bairro.

Uma declaração do prefeito José Fortunati indicando que a "classe média" estaria pensando pequeno ao não aceitar os assentamentos causou mal-estar. "Quem pensa pequeno é a prefeitura, que fez um processo defeituoso e sem planejamento, alijando parte da população que paga impostos e ajudou a qualificar o bairro", devolveu a atriz. O economista Erasmo Souza, também do grupo, lamenta que a escolha das áreas tenha sido feita sem avaliação do impacto e da condição de cada uma. "Muitos terrenos já tinham projetos. Também não estão vendo o impacto para o ambiente e a mobilidade", reclama Souza. Desde julho, ao saber das áreas, o comitê, que diz representar 30 mil habitantes, mantém encontros com secretarias para reverter o plano de construções que serão feitas dentro do Minha Casa, Minha Vida.

O engenheiro civil e sócio da P&M Nelson Prauchner alega que tinha projeto imobiliário para um dos dois terrenos seus desapropriados e que ficam na rua Comandaí. "Tenho empreendimento previsto há quatro anos, aprovado na prefeitura. Só não saiu porque dependia da doação de parte da área para alargamento da rua", conta, que ainda acalenta a meta de erguer os 24 apartamentos avaliados entre R$ 450 mil e R$ 750 mil. "O terreno vale R$ 1,3 milhão e a prefeitura avaliou em R$ 350 mil. Mas não é o valor que importa, mas o impacto das moradias de baixa renda nas áreas nobres que ainda restam no bairro", contrapõe o engenheiro, que tenta na Justiça protelar a venda.

A forte reação começou a dar resultado. O secretário municipal de Gestão e Acompanhamento Estratégico, Urbano Schmitt, garantiu que já estão em análise terrenos alternativos. Um deles fica na rua Jacuí, que já teria um parecer favorável do Departamento Municipal de Habitação. "Ficamos focados na solução para a retirada das famílias. Não esperávamos a discordância. Eles já são vizinhos", defende-se Schmitt, lembrando que 431 das 1.474 famílias que deixarão áreas para a obra estão no Cristal. O local com maior número de habitações é a vila da Divisa. "Muitas famílias estão ali há 40 anos. Mudança sempre gera alguma oposição", diz o secretário.

Grupo RS diz que residências impressionarão classe média

O diretor da Died Participações, do Grupo RS, oriundo da Espanha, o arquiteto gaúcho Silvio Ribeiro Junior, acredita que combinar imóveis para faixas de renda mais baixa e média nos empreendimentos para o Complexo da Tronco mudará o pensamento da classe média. Ribeiro já travou conversas com moradores do bairro Santa Tereza, que chegaram a oferecer outras áreas para evitar a construção em terrenos já definidos e nos quais a empresa pretende erguer torres de oito pavimentos, somando até 800 unidades.

O modelo prevê churrasqueira, elevadores e lojas no térreo. Os imóveis para a renda até três salários-mínimos têm dimensões acima das previstas no programa federal. O grupo venceu a disputa pública do Demhab para três áreas situadas entre a Grande Cruzeiro e o Morro Santa Tereza, localizadas nas ruas Banco da Província, Mutualidade e Santa Cruz. "Vamos acabar com guetos e fazer a melhor moradia de zero a três salários-mínimos do País", promete Ribeiro. Mas a empresa depende ainda do aval da Comissão de Análise e Aprovação da Demanda Habitacional Prioritária (CAADHAP). A coordenadora da comissão, Rosane Zottis, informou que o projeto não chegou a ser examinado nesta quinta-feira, apesar da expectativa dos construtores.

O Grupo RS pertence ao empresário espanhol Ramón Salvador. Desde o começo do ano, ele avalia negócios no Estado. A empresa usará um sistema construtivo com moldes metálicos, bastante pulverizado na Europa, e que acelera a execução. O tempo pode cair de 18 para seis meses.

COMENTÁRIOS
Alexandre - 04/11/2011 - 08h40
Que gente pequena! Será que elas já pensaram no que elas querem fazer com essas famílias que estão a ponto de ganhar um lar? Quanta arrogância e desumanidade!


jussara -
04/11/2011 - 13h27
É chocante este tipo de iniciativa,uma segregaçao por castas.Mais incrível ainda uma artista de teatro conhecida liderar este tipo de segregacionismo...Vergonhoso dona Sandra.


Jaqueline Schmidt -
05/11/2011 - 08h37
Leiam a matéria com atenção antes de comentar. Não há entre os moradores rejeição às famílias, pois já somos vizinhos, como diz no texto, em alguns casos há 40 anos. O que está se discutindo são às áreas. E as alternativas apontadas pelo Comitê seguem sendo dentro do bairro.


José C Gaspar -
05/11/2011 - 22h17
Como disse a Jaqueline, não se trata de discriminar ninguém. É muito mais do que isso. Com tantas opções de imóveis para desapropriar porque escolheram estes de alto valor? Escolheram na ?moita? por indicação de meia dúzia e refugaram sugestões de áreas até maiores. Não esqueçam que serão pagos com o meu, o seu, o nosso dinheiro, recolhido como impostos. E outra: quem fez e controla a lista dos "moradores" que serão deslocados? São políticos cheios de "cabos eleitorais". O Sr Bussato é aquele mesmo que o ex-vice governador gravou fazendo propostas indecentes. Você confia num sujeito desses? O Sr. Fortunatti, que nem porto alegrense é, está pensando em reeleição e esquece que a população fixa do bairro é muito maior do que os que serão "beneficiados". E ainda tem o aspecto de que qualidade de avenida vai ser construída. Respeita o plano diretor? Ou uma outra Aparício Borges acanhada, sem poder estacionar, com corredor de ônibus pra meia dúzia de linhas? Não aprenderam ainda com os erros dos corredores anteriores?


Antonio -
10/11/2011 - 11h27
gostaria apenas de alertalos que ja ha punição contra Inotlerancia social em são paulo( http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/10/albergue-para-moradores-de-rua-causa-polemica-em-bairro-de-sp.html ) o resultado foi " No caso de Pinheiros, o promotor quer que os seis moradores que iniciaram o abaixo-assinado contra o albergue sejam enquadrados pela Justiça por intolerância social. " e brevemente aqui em Porto Alegre havera tambem conforme essa materia mostra claramente .


Lucia -
14/10/2012 - 17h34
Gostaria que todas essas pessoas caridosas que postaram aqui dessem uma caminhada pelo Cristal (já que na vila Tronco provavelmente não terão CORAGEM de entrar) e depois reflitam sem hipocrisia. Seriam capazes de receber de braços abertos, ao lado de suas moradias compradas mediante o trabalho de uma vida inteira e o pagamento de altos impostos, os vizinhos que ocuparam áreas irregularmente, sem nunca terem pago nenhuma contribuição ao governo, com luz e etc. à base de "gatos" e pontos de tráfico a cada esquina? Sugiro que então ofereçam a sua vizinhança para o assentamento.


José -
20/06/2013 - 12h32
Muito fácil opinar a favor das classes menos favorecidas, quando não se vive junto à estas comunidades.Não sejam hipócritas por favor.Quem anda pelas ruas do Cristal percebe lixo espalhado pelas ruas,os quais os moradores de classe média têm que sistematicamente limpar,pontos de tráfico de drogas,lixo sendo queimado,violência,etc.Quem nunca pagou um imposto sequer para morar,não pode reinvidicar nada.

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