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Teatro Antônio Hohlfeldt
a_hohlfeldt@yahoo.com.br

Teatro

Coluna publicada em 23/09/2011

Mais uma vez… o Porto Alegre em Cena

O leitor que eventualmente acompanha estas linhas vive os últimos momentos do 18º Porto Alegre em Cena. Enquanto eu escrevo, contudo, preparo-me para começar a última semana, aquela que reúne, quantitativa e qualitativamente, as maiores atrações do festival que, nas duas semanas anteriores, espalhou, por toda a sua programação, espetáculos sempre interessantes mas com diferentes resultados.

O Porto Alegre em Cena, a exemplo dos anos anteriores, está dividido entre os trabalhos internacionais; aqueles espetáculos oriundos do Uruguai e uns poucos da Argentina; os espetáculos brasileiros e os espetáculos locais. Permeiam tudo isso algumas grandes e excepcionais atrações: o grupo de Pina Baush, que antecedeu o festival, assim como, em dezembro, teremos o Théâtre Du Soleil, e trabalhos como o balé belga dirigido por Alain Platel.

Nesta coluna, pois, quero falar apenas de alguns espetáculos que mais me seduziram, começando pelo pernambucano Cordel do amor sem fim, assinado por Samuel Santos, a partir do texto de Cláudia Barral. Ao final do espetáculo, o diretor disse que, neste momento, existem quatro ou cinco montagens do mesmo texto. Mas eu não tenho dúvidas em imaginar que este trabalho a que aqui assistimos deva ser um dos melhores, se não, vejamos. O enredo é simples: numa cidade de interior, um jovem enamora-se de uma moça. Tudo está arranjado, em princípio, para o casório, mas certo dia a jovem vai à beira do rio e no atracadouro vislumbra um homem por quem se apaixona e por quem passa a esperar, tendo desmanchado seu compromisso. A situação termina em tragédia.

O enredo é simples, prosaico, mas daí entra a contribuição do diretor, a concepção do espetáculo. Inspirado na tradição do cordel, Samuel Santos construiu um belíssimo, tocante e lírico espetáculo, em que contou decididamente com a qualidade dos intérpretes, todos, de imensa formação, de modo que o espectador é levado a se transportar para um outro e extraordinário universo. Pernambuco também trouxe outro trabalho admirável, A chegada de Lampião no inferno, evidenciando que a mostra que em Recife se realiza e a que tem assistido Luciano Alabarse vem devolvendo àquela praça a tradição dramática que já teve, aos tempos de Hermilo Borba Filho.

Da produção local, quero destacar Hotel Fuck - Num dia quente a maionese pode te matar, ambicioso projeto da diretora Jezebel de Carli, a partir do texto de Diones Camargo. Na temporada aqui realizada, havia que se ir três noites sucessivas para se asssistir ao trabalho. Na versão pocket para o festival, o espetáculo teve a duração de quase cinco horas, sucessivas, no Teatro Renascença e no pátio do Centro Municipal de Cultura. Embora muito frio, principalmente para os atores, valeu o sacrifício. Criatividade, exigência técnica e cênica, mescla típica de temas e de perspectivas de abordagens típicas do pós-modernismo, em tudo fica evidente a ambição da diretora portoalegrense em relação ao trabalho, que mescla gêneros e tradições literárias, cinematográficas e teatrais, num resultado que é um verdadeiro transe teatral, graças ao Grupo Santa Estação Cia. de Teatro. Raras vezes, na cidade, se teve um trabalho tão cuidadoso e tão bem acabado. De novo, aqui, produção e elenco se equiparam quanto às responsabilidades, formando todos uma grande equipe, muito bem entrosada, sem o que o espetáculo seria impossível.

Por fim, a experiência do balé belga dirigido por Alain Platel, Out of context: o título diz tudo. O público que lotou o Teatro do Bourbon foi obrigatoriamente retirado de seu contexto: não havia como ser espectador. Primeiro, porque os bailarinos saíram e voltaram ao próprio público. Segundo, porque, na programação, estava prevista a participação de uma parte do público que, devidamente treinada, chegou a participar - muito bem e esforçada e unissonamente - da própria coreografia de Platel. Alguém resumiu tudo dizendo: antes e depois de... concordo. Fazer dança praticamente sem música, mantendo o ritmo... confesso que pensei que, a qualquer momento, algum bailarino racharia, quebraria, se desmantelaria e seus órgãos escorreriam pelo palco, tal a técnica e a flexibilidade exigidas do intérprete por parte do coreógrafo. O espetáculo é simplesmente inesquecível, e marcou o festival.

COMENTÁRIOS
nilza - 23/09/2011 - 21h52
Que inveja BOA Tatinha mas lendo teu texto quase assisti as peças muito bom Parabéns bjs

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