Ainda repercute nos meios políticos, especialmente junto aos prefeitos, a operação policial - truculenta e espetaculosa para muitos - chamada Cartola. Os chefes de Executivo dos oito municípios atingidos exigiram do presidente da Famurs uma pressão sobre o governo do Estado. Mariovane Weiss (PDT) deu 10 dias para que Tarso Genro (PT) explique o caso.
Carta - Parte da carta enviada pela Famurs: “Os gestores não buscam nada mais do que o foro adequado para a apuração dos fatos. Temos o máximo interesse em apurar se a operação foi feita conforme a lei, tendo em vista que muitos prefeitos se sentiram lesados pela desnecessária exposição pública”.
Fissura
Adão Villaverde (PT), presidente da Assembleia, abriu a primeira fissura com seus pares ao comparecer ao ato de desagravo ao vereador Pedro Ruas (P-Sol). Os 23 deputados de oposição não gostaram. Villaverde alega que compareceu na condição de deputado e não de presidente da Casa, mas não colou. Os caras estão uma “arara” com ele.
Bajulações
Tava na cara: os depoimentos do diretor afastado do Dnit Luiz Antonio Pagot - altos elogios ao governo e ao departamento - tinham a finalidade de promover sua volta ao cargo, ao fim das férias. Agora, o senador Blairo Maggi (PR-MT), seu padrinho político, está pregando o retorno de Pagot à direção-geral do órgão. Vai ser difícil!
Justiça
Tomaram posse três novos diretores do Irga: Rubens Silveira, Carlos Malmann e Valmir Menezes. Eles haviam sido nomeados por dona Yeda Crusius. No início do governo, Tarso revogou a decisão de sua antecessora. O Tribunal de Justiça considerou o ato de Tarso arbitrário e mandou empossar os três diretores. Manda quem pode...
Ausência
Tarso não compareceu ontem ao ato do PT de Porto Alegre que defendeu candidatura própria do partido para as eleições de 2012 na Capital. Sua ausência foi estratégica, assim ele evitou um estremecimento entre os aliados (PDT e PCdoB) do Palácio Piratini.
Mais para lá
Apesar de o PDT integrar a base de Tarso, choveram críticas a José Fortunati no ato do PT. “Esperávamos que, com a saída do (José) Fogaça (PMDB), Fortunati sinalizasse mais pra cá do que pra lá. Mas ele foi chamar pessoas do governo Yeda”, disse Raul Pont.