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Adega Carlos Pires de Miranda
carlos@piresdemiranda.com.br

Adega

Coluna publicada em 06/07/2011

O voraz mercado americano de vinhos

CARLOS PIRES DE MIRANDA/ESPECIAL/JC

Faz tempo, mas quem já passou dos 40 anos deve se lembrar daquelas garrafas azuis, contendo vinhos adocicados, que tanto sucesso fizeram em grandes capitais brasileiras, especialmente ao longo das décadas de 1980 e 1990. O tema mereceu crônicas nesta seção, com registros e fotos do produto, hoje definitivamente sacado das linhas de grandes vinícolas brasileiras. Quem quiser ler pode pedir o texto ao e-mail do colunista.
 Pois em duas ensolaradas e calorentas semanas que acabo de cumprir entre West Palm Beach e Naples, lindas praias no Leste e no Oeste da Flórida, reencontrei em supermercados da rede Publix aquelas velhas conhecidas, como mote de lançamento e sustentação de uma ampla linha de Riesling, voltada especialmente ao mercado americano. Senti-me na obrigação de fotografar as famosas azuis em nova fase e o resultado está logo acima (à direita na foto).

Vamos combinar que há bons brancos alemães em garrafas comuns. Mas se o marketing da garrafa azul vingou no Brasil há mais de 20 anos, parece que agora ocorre tentativa semelhante nos Estados Unidos. A Schmitt Sohne é uma grande importadora de vinhos do Mosel, que os distribui em vários estados americanos. As garrafas azuis são sua marca registrada - nada menos do que quatro rótulos de Riesling alemão são nelas comercializados. Tem Qualitatiswein, Kabinett, Spatlese e Auslese, ao custo médio de US$ 9,99 cada.
Esse mesmo preço é atribuído ao Marcus James, mas não se trata do conhecido vinho da Aurora. A vinícola brasileira deixou de fornecer o produto aos americanos há 15 anos e mantém os direitos da marca no Brasil - no exterior eles pertencem à Constellation, empresa que encomenda esse Cabernet Sauvignon (ao centro da foto) a produtores argentinos.

Bem à esquerda da foto, o mais baratinho desses vinhos: o Merlot Frontera, produzido pela Concha y Toro, está nas gôndolas dos supermercados americanos por modestos US$ 12,00 - quem pagar essa quantia, equivalente a menos de R$ 20,00, leva duas garrafas, um litro e meio de vinho chileno.
Não provei nenhum desses vinhos (precisava?), mas eles servem de amostra da peculiaridade do mercado americano, onde os preços de bons californianos superam o de famosos rótulos europeus e onde o grau de exigência do consumidor médio não difere muito do que se vê no Brasil. Com uma diferença: lá, eles aprenderam a valorizar bons vinhos nacionais. Aqui, vamos tentando.

Para acompanhar

A receita a seguir integra o menu das tapas, iguarias espanholas disponíveis nas noites de quintas e sextas-feiras no Claris – os almoços são exclusivamente em bufês. Em noites frias como as que temos vivido, que decididamente exigem um tinto encorpado, a sugestão é poderosa, quase radical, mas traz a vantagem de dispensar lareira e aquecedores. Faça o teste.RESTAURANTE CLARIS/DIVULGAÇÃO/JC

Batatas baby com linguiça suína defumada

Ingredientes (duas porções):

  • 600 gramas de batatinhas novas
  • 300g de linguiça de suíno defumada
  • 6 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 2 dentes de alho
  • 1 colher (chá) de pimenta chilli seca, em flocos
  • 1 pitada de salsa fresca
  • 1 pitada de páprica picante
  • 2 fatias de pão de mel

Modo de preparar:

1 Lavar e cozinhar as batatas em água fervente e sal, por cinco minutos. Cortar a linguiça em forma de meia lua.

2 Aquecer azeite em uma frigideira e fritar os pedaços de linguiça por cinco minutos, revolvendo-os regularmente.

3 Escorrer as batatas e, sem descascá-las, levá-las à frigideira. Temperar com alho, chilli, salsa, páprica e saltear tudo por mais cinco minutos.

4 Servir com pão de mel.

Doses

  •  Fico sabendo que, durante os finais de semana deste mês de julho, o Bourbon Hotel propõe hospedagem e visita à Dezem. É uma vinícola familiar, que parece estar muito bem instalada  no município de Cascavel, Paraná.
  • Vinícola Aurora adere ao screw cap na linha de vinhos Saint Germain. Isso significa abandonar a rolha tradicional em troca da tampa de rosca, que facilita fechamento e reabertura da garrafa. O sistema é largamente adotado em países produtores como Austrália e Nova Zelândia.
  • Jantar com menu do chef Carlos Kristensen harmonizado com vinhos californianos: hoje, às 20h30min, no Hashi, com a presença de Vinicius Saad, proprietário da Wine Experience, especializada na importação de vinhos dos Estados Unidos. Os convites custam R$ 160,00 e estão disponíveis no Hashi ou na Sommelier Vinhos (tel. 51 3024-0751).
  • Degustação e harmonização voltadas a iniciantes é a proposta da enóloga Maria Amélia Flores para sexta-feira, a partir das 19h, no Don Lara (av. Venâncio Aires, 240). Haverá degustação de vinhos de Brasil, Chile, Argentina, Portugal, França e África do Sul. Com o jantar, R$ 125,00. Inscrições: tel. (51) 9331-6098.

Muito Prazer

Hoje: cassoulet e um bom tinto

A fórmula começa por uma tentadora entrada, um gâteaux de queijos e cogumelos em ervas, prossegue com sucessivas repetições - sim, duvido que alguém não repita - de um clássico cassoulet de Toulouse, assinado pela chef Roberta Gomes. Um cálice do bom Carménère chileno Hache Reserva integra a refeição e também o preço, fixado para a noite desta quarta-feira em R$ 58,00 por pessoa.

Tudo acontece no charmoso Lorita (rua Castro Alves, 678), das 20h às 23h30min. As reservas podem ser feitas pelo tel. (51) 3264-6000.

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