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De Olho na tevê Carlos Pires de Miranda
carlos@piresdemiranda.com.br

De Olho na tevê

Coluna publicada em 11/05/2011

Efeito Grenal


Se o Inter entrou em campo como favorito ao título, o placar de 3 a 2 devolveu ao Grêmio essa condição. Renato caía perigosamente no conceito da torcida, equilibrou-se a tempo e com um empate (ou até derrota) no Olímpico pode empurrar a marola na direção de Falcão. Que, como começou agora, mesmo com mais um fracasso não corre perigo de se afogar. Não me atreveria a garantir o mesmo para grande parte do grupo de jogadores.

Frango em dose dupla   

No primeiro gol, não tive dúvida: Renan deveria ter ficado na goleira, nunca ali, disputando no alto e perdendo a jogada para Viçosa. Quando o Grêmio marcou o terceiro, parecia o replay da cena. Desculpas não há, explicação pode ter: o goleiro colorado não confia em sua defesa – o que atualmente não seria de estranhar –, se obriga a jogar como zagueiro e fracassa estrondosamente como goleiro. Em pleno Beira-Rio e contra seu mais feroz adversário. Creio que Falcão escalará Lauro no domingo, que o Inter devolverá Renan à Espanha e terá um novo goleiro para o Brasileirão.

Décimo, com festa

Atualmente, quando vejo Fórmula 1, fico torcendo para um brasileiro chegar até o décimo lugar. No GP da Turquia terminei frustrado: Massa em 11º, Barrichello em 15º. Ambos alegadamente por erros de estratégia das equipes e dos boxes. Com a Ferrari de Massa, como já acontecia ao tempo de Barrichello, sempre acontece alguma coisa – menos vitória.

Botõezinhos demais

Por que o heptacampeão mundial Michael Schumacher, com uma Mercedes projetada sob medida para ele, leva ultrapassagem até do japonês Kobayashi, embora se diga em plena forma? E como o jovem Nico Rosberg, com o mesmo carro, chega ao quinto lugar no GP da Turquia? Simples: é tanta tecnologia embarcada nos atuais carros da categoria que a geração de Shumacher não dá conta de utilizar todo o potencial oferecido. Algo como netinho e vovô mexendo no computador.

Pitacos

Damião deixou o seu no Grenal. Lance feio, mas de muito oportunismo e perfeito posicionamento: um cabeceio potente, bola desviada no zagueiro – gol. Também, foi só.*** Leitor Delmar Castro da Silva pede a opinião “desse especialista” sobre Renan no Grenal. Está lá no alto, mas nem precisava ter jogado na posição para opinar. *** E eu, que queria ver o Coritiba confirmar suas 23 vitórias consecutivas enfrentando algum adversário de porte: que tal aqueles 6 a 0 no Palmeiras de Felipão?

Mais pitacos

Há uma semana começou uma série de zebras. As derrotas de Cruzeiro e Fluminense na Libertadores foram incríveis.*** Sobre Peñarol e Inter, logo após o jogo escrevi uma nota: “Maracanã, 1950; Beira-Rio, 2011”. Grandezas diferentes, claro, mas sempre a garra uruguaia sepultando os favoritos brasileiros. *** Repetindo 2009, o Corinthians foi o líder de faturamento entre os clubes brasileiros no ano passado. O segundo foi o Inter, depois São Paulo, Palmeiras, Cruzeiro, Flamengo e, em sétimo lugar, o Grêmio. Tudo conforme auditoria de balanços efetuada pela BDO RCS.

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