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arte Notícia da edição impressa de 05/05/2011

Traços gráficos da mídia

Michele Rolim

COORDENAÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS/DIVULGAÇÃO/JC
Obra de Augusto Bandeira em homenagem a Herman Lima.
Obra de Augusto Bandeira em homenagem a Herman Lima.

Uma boa parte da história da caricatura no Brasil pode ser consultada em só lugar: no XIX Salão Internacional de Desenho para Imprensa. É que o homenageado deste ano é Herman Lima (1897 - 1981), que publicou em 1963 a História da caricatura no Brasil. Resultado de anos de metódica pesquisa do escritor cearense, os quatro volumes contêm 910 ilustrações. A obra permanece fonte de referência sobre as origens e a evolução dessa arte, além de esmiuçar as influências que caricaturistas brasileiros receberam de nomes internacionais como Daumier e Hogarth.

Segundo Edgar Vasques, um dos fundadores e também jurado deste ano do Salão, Lima tem uma enorme importância dentro do gênero da caricatura. "Ele fez um trabalho de pesquisa exaustivo em que há um levantamento da aplicação da caricatura e, às vezes, da charge na imprensa brasileira, desde o começo até os anos 1960, como por exemplo, a caricatura de Dom João VI, feita pelo gaúcho Araújo Porto Alegre. No entanto,ele analisa basicamente os trabalhos publicados na imprensa do eixo Rio-São Paulo". Vasques também cita o livro Caricatura: a imagem gráfica do humor, de Joaquim da Fonseca, publicado posteriormente, mas que completa esta obra.

Herman Lima nasceu na cidade de Fortaleza. Ainda jovem, interessou-se pelo desenho, tendo alguns deles publicados em O Malho, na revista Fon-Fon e em capas de O Tico-Tico. Médico, também trabalhou com fotografia e em 1924 publicou Tigipió, com contos regionais do Ceará, recebendo o prêmio da Academia Brasileira de Letras. Em 1937, mudou-se para Londres, onde foi designado para a Delegacia do Tesouro Brasileiro. Quando retornou, em 1945, começou a estudar o desenho satírico no País. Nos anos seguintes, publicou diversos livros e foi agraciado com a Medalha de Ouro José de Alencar do governo do Ceará, em 1974. Recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra. Morreu no Rio de Janeiro, em 1981. "É um homem de importância histórica, e é a primeira vez que Porto Alegre recebe o acervo pessoal deste artista", diz Anete Abarno Peres, representante da Coordenação de Artes Plásticas, se referindo à sala que contém desde os livros de Lima até as obras que ele recebia de artistas - como Armando Pacheco, Augusto Rodrigues, Augusto Bandeira, Dilermando, Euclides Santos, Emílio Mendes, Jordan de Oliveira, J. Carlos, Lan, Luiz Jardim, Rian (Nair de Tefé) e Theo.

Além disso, o público que for conferir o salão também vai se deparar com cartuns, histórias em quadrinhos e ilustração editorial. Foram selecionados e expostos 215 trabalhos e 80 artistas, que incluíram obras do Brasil, Alemanha, China, e Uruguai. Destes, cinco trabalhos foram premiados e receberam R$ 1.000,00 cada. Na categoria caricatura, o artista vencedor foi Kleber Soares de Sales com o trabalho intitulado Freud. Já na categoria cartum, o premiado foi Oscar William Simões Costa com o trabalho A burka no Brasil 004. Na charge, Antonio Carlos de Paula venceu com Wikileaks. Em história em quadrinhos, o premiado foi Gelson Roberto Arrieira Mallorca com o conjunto de obras intitulados Geração High Way, A fedorenta e Introdução para um documentário subjetivo. E, por fim, na categoria ilustração editorial, Renato Alarcão ganhou com O casamento da viúva negra. "Neste ano há um renascimento do Salão. Temos que manter este espaço, que fomenta uma área de excelência, já que temos os cartunistas mais premiados do mundo. Nenhuma forma de manifestação artística do Brasil ganhou mais prêmios internacionais que esta", defende Vasques. O evento acontece na Usina do Gasômetro (João Goulart, 551) até domingo, nas galerias dos Arcos e Iberê Camargo, com entrada franca.

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