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Artigo Notícia da edição impressa de 26/04/2011

Com 150 anos de atraso

Paulo Afonso Pereira

Com 150 anos de atraso o País começa a se movimentar. No ano em que se comemora o sesquicentenário de nascimento do padre gaúcho Landell de Moura (1861–1928), o Brasil fortalece um movimento em prol do reconhecimento deste cientista como herói nacional e pioneiro no mundo na transmissão da voz humana a distância sem fios (rádio). Sua invenção recebeu três patentes nos Estados Unidos e no Brasil, mas mesmo assim o nome do italiano Marconi é que ficou imortalizado como inventor do rádio. À época, Landell de Moura não obteve nenhum apoio para o desenvolvimento das suas descobertas no Brasil. Pelo contrário, foi incompreendido, taxado de maluco e até seu laboratório foi destruído. Para reparar o que talvez seja uma injustiça histórica, as iniciativas têm sido diversas no Brasil: o padre porto-alegrense ganhou em 2011 um selo dos Correios como inventor do rádio e deverá ser declarado Herói da Pátria pelo Congresso Nacional por projeto em tramitação no Congresso. O Movimento Landell de Moura (MLM) instituiu um abaixo-assinado eletrônico que pretende o reconhecimento oficial dos feitos científicos do padre Landell de Moura. A proposta tem recebido adesões em massa.

Em 2011, o  Brasil não é muito diferente daquele que calou Landell de Moura no final do século XIX. À época, o  País entrou na era do rádio com importação de tecnologia, sem utilizar o conhecimento pioneiro do seu inventor brasileiro. Ainda hoje, a maioria das empresas brasileiras, por falta de cultura da inovação, continuam buscando novas tecnologias no exterior, ao invés de produzi-las em seu próprio País. O Brasil perdeu terreno em inovação tecnológica na comparação internacional, segundo recentes dados da OMPI. Apesar de a economia brasileira ter crescido em 2010, os pedidos nacionais de patentes internacionais caíram 14,4% ao mesmo tempo em que progrediram 56% na China e 20% na Coreia. Urge, portanto, que o País tenha uma política eficiente em Propriedade Intelectual e desenvolvimento tecnológico. Neste 26 de abril, Dia Mundial da Propriedade Intelectual, é importante pensar sobre o muito que se tem que fazer para atingir o grau de desenvolvimento tecnológico compatível com o crescimento que o Brasil necessita.  
   
 Especialista em propriedade intelectual e ex-presidente do INPI  

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