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Teatro Antônio Hohlfeldt
a_hohlfeldt@yahoo.com.br

Teatro

Coluna publicada em 15/04/2011

Dupla estreia, agrada e diverte

Uma dupla estreia marca a temporada da peça infantil A cãofusão - Uma aventura legal pra cachorro. De um lado, o ator e diretor Marcelo Adams torna-se dramaturgo. De outro lado, a atriz Lúcia Bendatti transforma-se em diretora. Ambos, com bons resultados em sua troca de funções.

A cãofusão é uma divertida história de uma cadelinha chique, Lady, que se encontra com um cachorro vira-lata, Malandro. Marcelo Adams optou pela forma do musical, que é sempre difícil, porque exige maior preparo dos intérpretes. Neste caso, a parceria com Lucia Bendatti resultou positivamente, porque a equipe formada deu conta do recado: a trilha sonora de Álvaro RosaCosta, a preparação musical de Simone Rasslan, a coreografia de Larissa Sanguiné, a cenografia simples e sugestiva de Zoé Degani  e os figurinos de Cláudio Benevenga e Zélia Mariah permitiram um espetáculo movimentado, alegre, bonito e bem acabado. Sente-se que a equipe fez teatro para crianças com seriedade, respeitando-as e procurando realizar um trabalho com seriedade. Deu muito certo.

Lucia Bendatti vem de uma boa escola, a de Ronald Radde do Teatro Novo. Levou parte da equipe que mais recentemente trabalha naquele grupo para a sua produção. Não se arrependeu, por certo. O elenco, formado por Cassiano Fraga, Daniel Colin, Denis Gosch, Fernanda Petit, Letícia Paranhos, Patrícia Soso e Ricardo Zigomático mostrou competência, sentido de coletivo e dedicação, sem jamais perder suas individualidades. Assim, Denis Gosch é impagável e sempre arranca gargalhadas quando entra em cena, especialmente como o rato Iago. Cassiano Fraga é uma engraçadíssima galinha; Letícia Paranhos, como Crista, e depois em diferentes momentos, chama a atenção; Ricardo Zigomático e Fernanda Petit, como os heróis da trama, cumprem perfeitamente seus papéis e encantam aos pequenos da plateia.

O elenco se desdobra em diferentes tipos, mas o trabalho ganha maior plenitude quando todos eles formam o conjunto coreográfico do circo ou do coro. Larissa Sanguiné foi muito feliz nas suas coreografias, e Lúcia Bendatti teve um extraordinário senso de bom humor, que diverte e sensibiliza, por vezes permitindo comentários parodísticos que os adultos entendem, mais que as crianças, mas que não truncam a comunicabilidade com os pequenos e garantem um diálogo mais direto com os maiores.

O uso do play back para a trilha sonora é uma medida de precaução, mas quase desnecessária: todo o elenco canta bem, dança bem e mantém excelente dicção, o que torna todo o espetáculo audível e totalmente compreensível.

A peça ultrapassa a hora cheia convencional de duração. Mas não por isso, e sim por desnecessário, acho que
Marcelo Adams deve rever em seguida seu texto. Ele refere a tradição dos desenhos animados de Disney em torno de personagens-cães, e de certo modo acaba caindo na armadilha, sem necessidade. Toda a sequência em que Malandro vai em busca de Lady e termina salvando a criança no berço, quando a mesma vai ser atacada pelo rato Bóris, é absolutamente artificiosa, não reflete no conjunto do enredo e evidencia uma referência gratuita ao filme “A dama e o vagabundo”, que desmerece a qualidade de tudo o mais que o texto realiza. Além de tudo, o corte desta passagem por certo vai colocar a encenação dentro do tempo normal do espetáculo para crianças, repito, sem qualquer prejuízo para a obra, pelo contrário, valorizando-a, porque lhe dá maior unidade. Basta um pequeno acerto que permita encaminhar a questão dos ferimentos de Malandro, se for o caso.

No mais, trata-se de um desses bons momentos do teatro gaúcho e do teatro dirigido às crianças. Mostra, uma vez mais, a seriedade e a competência de Marcelo Adams e a boa compreensão do que seja teatro, por parte de Lúcia Bendatti.

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