Hoje, o governador Tarso Genro (PT) estará, a partir das 12h, no Tá na Mesa, da Federasul, no Palácio do Comércio, Centro de Porto Alegre. Ele vai falar sobre a Preparação do Novo Modelo de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul.
O governador dirá aos empresários do comércio o que já se ouvia durante a campanha eleitoral. O seu discurso foi aclamado nas urnas e hoje é o programa com que Tarso Genro administra o Estado.
A fundamentação básica do plano de governo de Tarso é o aumento da capacidade de investimentos, a recuperação das funções públicas do Estado, o desenvolvimento sustentável e uma participação forte e protagonista no cenário nacional.
Isso é, na prática, o que Tarso pregava na teoria: "Desamarrando o Rio Grande do Sul do ponto de vista político, para vivenciar com a União Federal e com o resto do País o que se abriu na nossa nação, a partir dos dois governos do presidente Lula (PT)".
Para Tarso, o Rio Grande precisa acompanhar esse processo, "reciclar-se na sua máquina administrava, na esfera da sua cultura política, para integrar esse círculo virtuoso e promover a sociedade gaúcha a patamares superiores de igualdade social e de desenvolvimento regional".
Dentro dessa perspectiva de desenvolvimento, dirá que o plano de governo do Executivo estadual está organizado em rede, com três pontos modais principais. O primeiro deles é baseado na inovação de um sistema estadual de desenvolvimento, articulado com os órgãos financiadores do governo federal e com as agências estaduais.
Outro ponto tem relação com um conjunto de políticas sociais ligado ao plano nacional de combate à pobreza absoluta. Por fim, o terceiro item diz respeito a ações de preservação das instituições do Estado de Direito, ao lado da efetivação de um sistema de participação popular cidadã.
Com a autoridade de quem tem maioria na Assembleia, o governador dirá que está dialogando e negociando com a oposição, dentro dos limites dos princípios, para dar sustentação a uma nova era de desenvolvimento político social do Estado.
Há controvérsias. Cientistas políticos têm dito que o governo "patrola" a Assembleia. Uma oposição trôpega, cambaleante não impõe a mínima resistência às avançadas de Tarso.
Um superdimensionamento dos projetos encaminhados pelo Executivo à Assembleia pode acabar com as boas relações entre os dois Poderes, na opinião de observadores.
Hoje, no Tá na Mesa, Tarso, articulado, vai ser festejado pelos empresários, muitos deles integrantes do seu "Conselhão".
Sem reeleição
Na discussão da reforma política no Congresso, o senador gaúcho Pedro Simon (foto), do PMDB, defendeu que o voto obrigatório seja mantido no País, mas que se acabe com a possibilidade de reeleição para presidente, governadores e prefeitos. Mesmo não tendo sido indicado para compor a comissão, Simon quer participar dos debates na Casa.