Editoria Política com Agência Folhapress
No primeiro encontro com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) após a polêmica em relação ao aborto durante a campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff (PT) foi poupada de cobranças em relação ao tema.
Segundo o presidente da entidade, dom Geraldo Lyrio Rocha, o assunto não foi tratado no encontro realizado nesta quinta-feira no Palácio do Planalto. Durante a campanha, um braço da CNBB, a Regional Sul 1, chegou a distribuir panfletos pregando voto contrário a quem defende a descriminalização do aborto e fazendo críticas ao PT.
A polêmica, que passou a nortear a disputa entre Dilma e José Serra (PSDB) no segundo turno, levou a então candidata petista a prometer que, se eleita, não proporia “alterações de pontos que tratem da legislação do aborto”. Hoje, o aborto é permitido apenas em casos de estupro e risco de vida para a mãe.
De acordo com o arcebispo, ele levou uma pauta de “preocupações” da CNBB relativas às reformas política e agrária e às mudanças no Código Florestal, além de propostas de parcerias para a erradicação da miséria e em trabalhos sociais voltados a portadores do vírus HIV, dependentes de drogas e deficientes físicos.
O secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, que também participou da audiência com Dilma, contou ter se reunido na quinta-feira, a convite da CNBB, com a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário (PT).
Segundo Barbosa, o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) foi abordado. Na primeira versão do plano, posteriormente alterada, a descriminalização do aborto estava presente. No entanto, dom Dimas disse que a questão do aborto não foi objeto de discussão específica.
“Me parece que esse tema (aborto) já foi encerrado durante a campanha”, disse o bispo.
Presídio
O governador Tarso Genro (PT) informou nesta quinta-feira, durante entrevista no programa de rádio Conexão Band, apresentado por Gustavo Mota, que o presídio de Canoas vai sair do papel com uma Parceria Público- Privada (PPP). Quem deve estar contente é o prefeito de Canoas, o também petista Jairo Jorge.
Presídio II
Mas a PPP terá uma nova proposta, em que o Estado será o responsável por cuidar do cumprimento da pena dos detidos. A Procuradoria-Geral do Estado ainda analisa o caso.