Porto Alegre, sexta-feira, 31 de outubro de 2014. Atualizado às 20h46.
Hoje é Dia das Bruxas.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
23°C
24°C
20°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 2,4760 2,4780 2,90%
Turismo/SP 2,2700 2,5800 1,52%
Paralelo/SP 2,2800 5,5900 112,54%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral / Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas
ASSINE  |  ANUNCIE  |  ATENDIMENTO ONLINE
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]  
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
990151
Repita o código
neste campo
 
 
COMENTAR CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR
A Voz do Pastor Dom Dadeus Grings
mitra.poa@terra.com.br

A Voz do Pastor

Coluna publicada em 17/02/2011

Deus do Cristãos

Na década de 70, do século XX, um cientista norte-americano veio a Porto Alegre falar sobre o “Princípio Organizador do Universo”. Foi perguntado se este princípio não poderia ser chamado de Deus? Ele respondeu que não. E explicou que por “Deus”, as religiões entendem um “ser de proporções gigantescas, sentado impassivelmente num trono”. Terá tido diante de si a imagem de um Buda! Diante desta definição até eu me professaria ateu. Este tipo de Deus ninguém não conseguiria admitir. Os primeiros cristãos eram acusados de ateus em Roma pelo fato de não aceitarem a divindade dos ídolos pagãos e do Imperador.

Se, pois, queremos conhece a Deus não vamos recorrer aos ateus, cuja ideia de Deus é extremamente frágil. Tentam refutar um “Deus” em quem ninguém crê, porque o conceberam de modo totalmente inadequado. E todos, de sã razão, admitirão que “neste Deus” é impossível crer. Trata-se de uma discussão acerca da ideia e não da realidade. Ora a verdade é exatamente a adequação de nossa ideia à realidade, que envolve essência e existência. Para conhecer verdadeiramente precisamos recorrer àqueles que, de fato, o encontraram. Quem não o encontrou, ou seja, quem não crê em Deus não tem nada a dizer sobre Ele. Mas são inúmeros os que creem e dão testemunho de sua fé. São comoventes estes testemunhos. Trata-se mais da expressão da vida que de simples ideias. S. João chega a garantir que só quem ama conhece Deus, e quem não ama não conhece Deus, porque Ele é Amor. Em outras palavras, Deus não se expressa por ideias. Trata-se de uma vivência. É como a vida, como a convivência.

O mesmo se diga a respeito de Jesus Cristo. Ele dá testemunho de Deus. Nenhum homem levou tanta gente a Deus como Ele. Para conhecê-lo não recorremos aos que não o conheceram, e muito menos aos que não o amam; nem ao Talmud, nem aos apócrifos. Houve quem viu seu rosto e o desenhou diante de nossos olhos, como afirma Paulo; como o fazem os Evangelhos e como continua, ao longo de toda a História cristã, o testemunho dos santos. Nele vemos o rosto humano de Deus e, ao mesmo tempo, o rosto divino do homem. Nele temos vida e esta vida é a luz dos homens.

Temos quatro grandes desafios da vida. Traduzem-se em quatro acolhidas, que envolvem conhecimento, amor e sentimentos. Primeiro vem a relação consigo mesmo; seguindo a relação com o mundo; terceiro a relação com os outros e quarto a relação com Deus. Viver sem estas quatro acolhidas, que são desafiadas pelas respectivas rejeições, frutifica; no primeiro caso pela falta de auto-estima, que pode levar ao suicídio; no segundo caso pela alienação, em um idealismo acosmístico; no terceiro caso pela misantropia, com o afastamento ou ignorância dos outros; e no quarto caso pelo o ateísmo, respectivamente sem consciência de si mesmo, sem relacionamento com o mundo, sem convivência com os outros e sem fé em Deus. Assim ninguém consegue viver.

O louvor e a adoração que tributamos a Deus não beneficia a Ele que, por definição, é perfeito, infinito e eterno. Nem o pecado, ou a blasfêmia o atingem pessoalmente. É sempre o homem que necessita dele para acolher seu passado, viver seu presente e projetar seu futuro. Quem examina as orações, especialmente os Salmos, percebe como eles retratam situações humanas, que adquirem sentido pela referência a Deus. É mais fácil e lógico prescindir e até negar o mundo material – como fazem os idealistas, especialmente os acosmísticos – que prescindir de Deus. Sem esta fé não se consegue levar uma vida humana digna deste nome. Quem crê nunca está sozinho.

COMENTÁRIOS
Pedro - 17/02/2011 - 14h51
Gostaria de saber então como é o deus que você crê


Angelo -
17/02/2011 - 17h50
Permita-me Dom Dadeus tecer um pequeno comentário, relativo a pergunta do Pedro: Quem não entende o que é o Amor nunca entenderá a sua definição de Deus!


Oiced Mocam -
25/02/2011 - 21h16
?No Principio, o Homem criou Deus.? Deus abrâmico é uma suposição. Se a existência de Deus deve ser admitida, como poderemos provar que ele inspirou os escritores dos livros da Bíblia? Como pode um homem estabelecer a inspiração de um outro? Como pode um homem estabelecer que ele próprio é inspirado? Não há como provar o fato da inspiração. A única evidência é a palavra de alguns homens que não poderiam de maneira alguma saber sobre a questão. O que é inspiração? Usaria Deus o homem como instrumento? Usaria-o para escrever suas idéias? Tomaría ele posse das nossas idéias para destruir nosso arbítrio? Eram esses escritores controlados parcialmente, de modo que seus erros, sua ignorância e seus preconceitos foram diminuídos pela sabedoria de Deus? Como poderíamos separar os erros do homem da sabedoria de Deus? Poderíamos fazer isto sem sermos nós mesmos inspirados? Se os escritores originais eram inspirados, então os tradutores deveriam também sê-lo, e também as pessoas que nos dizem o significado da Bíblia. Como pode um ser humano saber que ele é inspirado por um ser infinito? Mas de uma coisa podemos ter certeza: um livro inspirado deveria de todas as maneiras exceder todos os livros já escritos por homens não inspirados. Deveria estar acima de tudo, deveria conter a verdade, cheio de sabedoria, beleza. SERIA JEOVÁ O DEUS DO AMOR? Poderiam essas palavras provir de coração de amor? ?Quando o Senhor teu Deus colocá-los diante de ti, deverás golpeá-los e destruí-los implacavelmente; Não farás qualquer acordo com eles nem mostrarás qualquer piedade.? ?Trarei grandes castigos contra eles; enviarei flechas contra eles; eles serão queimados com fome e devorados com o calor sufocante e com amarga destruição.? ?Enviarei contra eles os dentes das bestas, com o veneno das serpentes do deserto.? ?A espada para fora e o terror destruirão os jovens e as virgens; os bebês também e os homens com cabelos grisalhos.? ?Deixemos as crianças sem pais e as mulheres viúvas; deixemos as crianças permanecer dispersas e pedindo; deixemos que elas procurem seu pão fora de seus lugares desolados; deixemos os que saqueadores subtraiam tudo o que têm, e deixemos que o estrangeiro estrague seu trabalho; deixemos que ninguém tenha piedade delas, e não deixemos que ninguém ajude as crianças órfãs.? ?Comerás o fruto de teu próprio corpo a carne de teus filhos e filhas.? ?E o céu sobre vós se transforme em brasa, e que a terra abaixo de vós seja de ferro.? ?Amaldiçoados sejais vós na cidade, e amaldiçoados vós, nos campos.? ?Farei minhas flechas bêbadas de sangue.? ?Eu rirei da vossa desgraça.? Viriam essas maldições, essas ameaças de um coração amoroso ou de uma boca de selvageria? ERA JEOVÁ BOM ou MAU? Por que colocaríamos Jeová acima de todos os deuses? Poderia a mente medrosa e ignorante do homem criar um monstro pior? Teriam os bárbaros de qualquer país, em qualquer tempo, adorado um Deus mais cruel? Brahma, era milhares de vezes mais nobre, assim como Osíris, Zeus e Júpiter. O pior Deus dos hindus com o colar de crânios e sua pulseira de cobras vivas, era terno e piedoso comparado com Jeová, Comparado com Marco Aurélio,Buda, Confucio... como Jeová fica pequeno. Comparado com Abraão Lincoln, como é cruel e desprezível esse Deus do cristianismo. A ADMINISTRAÇÃO DE JEOVÁ Ele criou o mundo, os anfitriões do céu, o homem, a mulher e os colocou no jardim. Então a serpente os enganou e eles foram expulsos para conseguir seu próprio pão. Jeová ficou frustrado. Então ele tentou outra vez. Ele tentou durante seis mil anos civilizar seu povo. Nenhuma escola, nenhuma Bíblia, ninguém ensinando o povo a ler e a escrever. Nada de Dez Mandamentos. O povo tornou-se pior e pior até que a piedade de Jeová mandou o Dilúvio e afogou todo o seu povo com exceção de Noé e sua família, oito no total. Então ele começou novamente e mudou seus métodos. A princípio, Adão e Eva eram vegetarianos. Deus escolheu Adão para transmitir sua bênção aos humanos , mas Adão o desapontou. Deus escolheu Noé, mas também Noé o desapontou. Após o dilúvio, Jeová disse: ?Toda a criatura que vive será carne para vós? inclusive cobras e besouros. E falhou novamente, e na torre de Babel ele dispersou seu povo. Descobrindo que ele não seria bem sucedido com todo o povo, ele pensou que poderia conseguir com uns poucos, então ele selecionou Abraão e seus descendentes. De novo ele falhou, e seu povo escolhido foi capturado pelos egípcios e escravizado por quatrocentos anos. Então ele tentou mais uma vez e os resgatou dos egípcios e os direcionou para a Palestina. Então ele modificou sua tática e permitiu que eles comessem apenas animais com cascos e que ruminassem. Novamente ele falhou. As pessoas o odiavam e preferiam a escravidão no Egito em vez da liberdade com Jeová. Então ele os manteve vagando e quase todos que saíram do Egito morreram. Então ele fez nova tentativa. Levou-os à Palestina e os deixou ser governados pelos juizes. Isto também foi um erro nenhuma escola, nenhuma Bíblia. Então ele tentou os reis, e os reis eram na maioria idólatras. E o povo escolhido foi conquistado e levado como escravo pelos babilônios. OUTRO FRACASSO. Então eles retornaram e ele tentou os profetas rezadores e curandeiros mas o povo foi ficando pior e pior. Nenhuma escola, nenhuma ciência, nenhuma arte, nenhum comércio. Então Jeová fez-se carne, nasceu de uma mulher, viveu entre aquele povo que ele vinha tentando civilizar por vários milhares de anos. E essas pessoas, seguindo as leis que Jeová lhes ensinara, lançaram contra este Jeová-homem este Cristo blasfêmias, julgaram-no, condenaram-no e o mataram. JEOVÁ FALHOU NOVAMENTE. Então ele desistiu dos judeus e voltou sua atenção para o resto do mundo. E agora os judeus, desertados por Jeová, perseguidos pelos cristãos, são um dos povos mais prósperos da terra. Mais uma vez Jeová falhou. QUE ADMINISTRAÇÃO ! Não preciso ler um livro dito sagrado inspirado há milhares de anos, para homens que viviam naquela época de superstições, para chegar a conclusão de que deus (ses) não existem. As provas de que não existe um deus protegendo a humanidade, estão por toda parte.

DEIXE SEU COMENTÁRIO CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR
COLUNAS ANTERIORES
Tempo de celebração e reflexão
A Igreja está celebrando os 50 anos da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II
O novo arcebispo de Porto Alegre
Na Voz do Pastor da semana passada, procurei olhar para trás, destacando alguns marcos do caminho percorrido
A Arquidiocese de Porto Alegre
Em 1848, três anos após o término da Revolução Farroupilha, Porto Alegre foi elevada à categoria de diocese, desmembrada do Rio de Janeiro
Democracia e teocracia
Distinguem-se fundamentalmente dois sistemas de governo: um a partir do povo, com o nome de democracia; e outro a partir de Deus, chamado teocracia

 EDIÇÃO IMPRESSA

Clique aqui
para ler a edição
do dia e as edições
dos últimos
5 anos do JC.


 
para folhear | modo texto