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consumo Notícia da edição impressa de 24/01/2011

Novo Hamburgo sedia o segundo shopping de descontos do País

Outlets já são tradição na cidade, com cerca de 45 empreendimentos

Adriana Lampert

STOCKPHOTO/DIVULGAÇÃO/JC
Mania nos EUA, modelo de negócios começa a se expandir no Estado
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Relativamente novo no Brasil, o conceito de outlet já virou moda entre os consumidores que buscam marcas conceituadas, mas não querem desembolsar muito por elas. Em Novo Hamburgo, os lojistas perceberam este nicho há alguns anos, e a cidade virou polo de lojas de ponta de estoque, atraindo turistas de todo o Brasil. A fama é tamanha que a construtora paulista São José, especializada em imóveis de alto padrão, em parceria com a gaúcha Cisplan, com sede no município, prepara-se para erguer um grande shopping de descontos na cidade. A previsão é que em meados de 2012 seja inaugurado o complexo Platinum Outlet, que está sendo construído próximo ao cruzamento das rodovias BR-116 e RS-239.

O empreendimento ocupará um terreno com 176,7 mil metros quadrados e contará com aproximadamente 125 lojas-satélites e dez âncoras em uma área de 20,09 mil metros quadrados de área bruta locável. Ao todo, a estrutura vai disponibilizar 1.238 vagas para automóveis, além de espaço para restaurantes e praça de alimentação. "A São José prevê no projeto aprovado uma expansão futura de 5,6 mil metros quadrados, em área adicional ao mesmo complexo, com outras 281 vagas para veículos", informa o diretor da Divisão de Shopping Centers da construtora, Arthur Gorenstein. Serão investidos R$ 85 milhões no novo shopping, que será o segundo do gênero no Brasil. O primeiro empreendimento específico de outlet foi erguido próximo à cidade de Campinas (SP), em 2009. O Outlet Premium paulista possui 95 lojas que comercializam mais de 135 grifes nacionais e internacionais.

No shopping que chega a Novo Hamburgo, o consumidor poderá encontrar grifes famosas do mercado internacional e nacional, sem ter que pagar mais pelos artigos de luxo. O conceito de outlet estabelece que as grandes marcas possam trabalhar com descontos entre 40% e 80% nas coleções, principalmente porque não concorre com os outros shopping centers instalados nos centros urbanos.

Muito cultuado por um perfil de consumidor que não está preocupado com lançamentos, mas quer qualidade, marca e preço acessível, o outlet permite que fabricantes ou lojistas comercializem produtos de coleções descontinuadas ou pontas de estoque, sem defeitos, diretamente ao público, sem a obrigatoriedade de compra mínima ou cadastros. Em geral, as lojas se localizam nas saídas das grandes cidades ou regiões metropolitanas. Em Novo Hamburgo, atualmente existem pelo menos 45 estabelecimentos do gênero. Somente a rua Magalhães Calvet, no Centro, reúne em torno de 35 lojas nesse estilo.

E público não falta. Os estabelecimentos têm consumidores cativos que não se importam em se descolar de outras cidades para comprar em Novo Hamburgo. Além do gosto por produtos de grife, o público é formado essencialmente por consumidores de classe média e classe média alta, das camadas B e C. Devido à produção calçadista da região, a maioria das lojas de outlet comercializa calçados de ponta de estoque. Mas também há lojas de vestuário, entre elas, por exemplo, a Hype, que vende roupas femininas e masculinas e acessórios.

Maria Aparecida Bins, proprietária da marca, conta que entrou neste ramo há sete anos. Lá, são ofertadas coleções passadas ou peças que os fabricantes oferecem com desconto, devido a algum cancelamento de outro cliente. "Nunca são peças defeituosas", garante.

Comprar a preços baixos pode virar tendência

Nos Estados Unidos, praticamente todas as grandes cidades possuem outlets. Em São Paulo, o empreendimento localizado entre a capital e Campinas virou tendência e o sucesso do outlet tem incentivado a construção de réplicas do modelo. Mas antes de grandes empresários brasileiros focarem seus negócios para o ramo, Novo Hamburgo já oferecia marcas famosas, por preços mais baixos. A Cristófoli, por exemplo, tem um outlet na cidade há 20 anos. Ali são vendidos os produtos de coleções antigas, de mostruários de todo o Brasil, produzidos pela marca. As vendas são tão significativas que representam 50% do faturamento da unidade de Novo Hamburgo, que também comercializa lançamentos.

Bem pertinho, a Arezzo, com um estoque de 50 mil pares de calçados,  tem loja com estrutura profissional, vendedoras para auxiliar nas compras e grande variedade de produtos de coleções passadas. Mas nem sempre nos outlets são feitas vendas de sobras de exportação ou de estações antigas. Alguns fabricantes usam como laboratório de vendas, para testar rapidamente o produto com seus clientes e verificar a aceitação de algum lançamento.

Outro ponto certo para quem quer comprar mais barato é o Armazém das Fábricas, onde o cliente pode encontrar aproximadamente 16 mil pares de calçados tipo exportação, com descontos de 50% a 70%. Entre dezenas de grifes, a loja vende DKNY, Ralph Lauren, Michael Kors, St. Johns, J. Vincent, Jessica Simpson, Ann Taylor e Anne Klein. Na Casa do Sapato, calçados masculinos, femininos e infantis de coleções antigas são vendidas com 50% de desconto.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia, Trabalho e Turismo de Novo Hamburgo (Sedetur), Carlos Finck, diz que a economia da cidade está deixando de ser voltada apenas à produção coureiro-calçadista para se consolidar no setor de serviços. "A a localização do novo shopping de descontos é perfeita para receber o público que passar por aqui, além, é claro, de atender à população local." Segundo ele, a chegada do empreendimento representa para a economia da cidade cerca de 800 novos postos de trabalho.

Turistas da Serra gaúcha estão no foco das vendas

A redução dos custos de operação e manutenção, além da menor margem de lucro das redes varejistas, possibilita a venda das marcas famosas em um outlet. E o gênero vem se alastrando no comércio brasileiro. Somente na capital paulista, existem mais de 100 lojas que sobrevivem deste nicho. O Outlet Premium, em Campinas, chegou à cidade em 2009, após o gênero ter se consolidado em outros países, comercializando produtos de primeira linha, com descontos de até 80%.

O primeiro empreendimento do gênero no País, conduzido pela Senpar Terras de São José e pela General Shopping Brasil (GBS), custou R$ 60 milhões e hoje vende grifes como Giorgio Armani, Calvin Klein, Ricardo Almeida, Nike, Adidas, Diesel, Hugo Boss, Lacoste, Ellus e Iódice. O centro de compras está instalado entre Campinas e São Paulo. A boa acolhida do outlet paulista pelos consumidores foi determinante para que a Construtora São José e a Cisplan se convencessem da viabilidade de um outlet premium.

"Foi dentro deste conceito, suficientemente perto e suficientemente longe de Porto Alegre, que pensamos o Platinum Outlet", confirma o diretor da Divisão de Shopping Centers da Construtora São José, Arthur Gorenstein. Segundo ele, a perspectiva é atrair 6 milhões de consumidores por ano ao empreendimento, levando em consideração que a Serra gaúcha é o terceiro destino turístico do País. Gorenstein anuncia que já existe confirmação da instalação de 75% de lojas de grife de luxo, que já fecharam suas locações. Pela convenção, os produtos deverão ser vendidos no mínimo 30% mais baratos do que os encontrados no mercado. O empresário diz que a previsão de volume de negócios do shopping gira em torno de R$ 14,8 milhões de venda regional mensal anualizada, sem incluir valores de lazer e serviços.

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