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Logística Notícia da edição impressa de 06/01/2011

Demanda em alta estimula formação de motoristas

Cláudia Borges

CENTRONOR/DIVULGAÇÃO/JC
Nas aulas práticas, no Centronor, os alunos aprendem desde noções de mecânica a transporte de cargas
Nas aulas práticas, no Centronor, os alunos aprendem desde noções de mecânica a transporte de cargas

Ano novo, vida nova. A sentença resume o desejo da maioria dos empresários, principalmente no que se refere à solução de velhos problemas. Mas, na prática, eles sabem que os problemas não se resolvem na mudança do calendário com a virada do ano. É o caso do déficit de motoristas, principalmente de carreteiros, que só piora com o passar do tempo e ganha velocidade junto com o crescimento da economia. Atualmente, a falta de motoristas capacitados e qualificados se encaminha para se tornar o maior gargalo do setor de transporte rodoviário de cargas, superando inclusive os problemas decorrentes da precariedade da infraestrutura no País.

A habilitação para a condução de caminhões e carretas é fornecida pelos Centros de Formação de Condutores (CFCs), os mesmos que examinam os motoristas comuns. A preparação, no entanto, é considerada insuficiente diante do que é exigido pelas empresas de transporte para que o condutor realmente domine o volante e dirija com segurança. Além disso, segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral, de Belo Horizonte (MG), que entrevistou 513 motoristas, mostra que 61% deles não têm nem o ensino médio completo. Uma das saídas para mudar o quadro da falta de profissionais passa pelo investimento na formação da mão de obra especializada. Ainda há poucas escolas no Brasil que oferecem programas de formação. Mas pelo menos duas delas se destacam pelos cursos que oferecem e pela proposta de ensino focada na prática: o Centro de Treinamento de Motoristas, localizado em Vacaria (RS), e a Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte (Fabet), com sede em Concórdia (SC) e filial em São Paulo (SP).

Qualificar aumenta a produtividade

O Centro de Treinamento de Motoristas da Região do Nordeste do Rio Grande do Sul (Centronor) é a única escola gaúcha que oferece curso de formação para motoristas de carreta. Com sede em Vacaria, o centro de treinamento foi fundado há sete anos por uma parceria entre as empresas de Transportes Cavalinho, Rodoviário Schio e Transportes Bertolini, com o objetivo inicial de atender às próprias demandas. Na época não havia um déficit de motorista tão acentuado como nos dias atuais. Mas as três empresas acreditavam que os profissionais precisavam de uma qualificação adicional.

Com mais conhecimento sobre a mecânica do caminhão e a melhor maneira de conduzi-lo, eles acreditavam que os motoristas conseguiriam reduzir o consumo de combustível, o desgaste dos pneus, o número de multas e o envolvimento em acidentes. “A ideia é que com a passagem por um curso de formação a atividade seria mais profissionalizada”, afirma o coordenador do Centronor, Renato Luiz Rossatto.

A iniciativa deu tão certo que a procura pelo treinamento oferecido pelo Centronor aumentou e, no final do mesmo ano, a escola foi aberta a todos os interessados, independentemente da empresa em que atuavam. Com o progresso e crescimento do País, a profissão de motorista começou a ser vista de outra forma, pelo valor agregado da carga transportada, pelo custo elevado do próprio caminhão e dos problemas que podem ocorrer com a movimentação de cargas como a de produtos químicos.

Frente a esta nova realidade, começaram a surgir as preocupações com a proteção do meio ambiente e com a saúde dos motoristas. Em função disto, o Centronor passou a contemplar em seu currículo disciplinas focadas nos cuidados com o ambiente, especialmente durante o transporte de cargas especiais e perigosas. Da mesma forma também incluiu temas voltados à proteção da saúde do motorista, como doenças sexualmente transmissíveis, os malefícios provocados pelo consumo de drogas, de bebidas alcoólicas e do fumo. Mas até então, explica Rossato, o Centronor apenas qualificava os carreteiros.

A partir de 2009 começa uma nova etapa. O centro passou também a formar condutores de carretas devido ao crescimento do País e o consequente aumento da procura por profissionais. Atualmente, o Centronor oferece o curso de qualificação e aperfeiçoamento de motoristas de caminhão - que tem duração de 45 horas/aula distribuídas ao longo de cinco dias - destinado a profissionais que necessitem de aperfeiçoamento e também o curso de formação de mão de obra carreteira. Este treinamento tem duração de seis dias, com um total de 80 horas/aula e um currículo que abrange desde noções de direções econômica e defensiva, mecânica, legislação até conhecimentos sobre condutas de proteção ao meio ambiente e cuidados com a saúde física e mental.

Após a conclusão das aulas práticas, o aluno realiza uma viagem de 4,1 mil quilômetros acompanhado pelo instrutor. “Nesta viagem são simuladas várias situações complexas que os carreteiros vivenciam normalmente para que o aluno saiba como se comportar quando estiver de fato atuando como motorista”, destaca. 

Na opinião de Rossatto, as transportadoras devem enxergar o treinamento dos motoristas como um investimento em suas próprias empresas. Mas muitos empresários ainda encaram a formação dos profissionais como um gasto extra ou como um empecilho para sua logística. Por isso, Rossatto defende a habilitação como requisito para o ingresso dos profissionais das categorias C, D e E no mercado. Essa exigência deveria ser mandatória. “Como entregar uma ferramenta valiosa como os caminhões modernos que existem hoje e que muitas vezes custam mais de US$ 300 mil nas mãos de uma pessoa sem ter a certeza que ela é qualificada para dirigi-lo?”, questiona o coordenador do Centronor. Sem contar que, com a evolução da tecnologia embarcada existente nos novos caminhões, é preciso ensinar aos motoristas como tirar o melhor proveito dos recursos.

Rossato lembra que em alguns países da Europa, como Holanda, Alemanha e Bélgica, a maioria dos motoristas de caminhões de grande porte possui curso superior e algum tipo de curso técnico de direção.  “Investir no treinamento dos profissionais do volante é uma atitude valiosa, pois além do empresário ganhar com a melhoria da produtividade, o trânsito também ganha”, destaca.

Uma vida não tem preço

FABET/DIVULGAÇÃO/JC
Proposta pretende consolidar novo perfil profissional, explica a coordenadora de marketing Jussara Loguercio
Proposta pretende consolidar novo perfil profissional, explica a coordenadora de marketing Jussara Loguercio
“Se por causa do treinamento dos motoristas apenas uma vida for salva, tudo o que fiz já terá valido a pena. Porque uma vida não tem preço”. A frase, dita por Pedro Rogério Garcia, idealizador da Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte (Fabet), resume o objetivo principal da entidade. Criada em 1997 pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Oeste e Meio Oeste Catarinense (Setcom), na cidade de Concórdia (SC), sua fundação teve como motivação a violenta realidade das rodovias brasileiras, onde diariamente muitas vidas são destruídas pela imprudência dos motoristas.

Mas a história da Fabet começa dois anos antes de sua inauguração, explica a coordenadora de marketing, Jussara Loguercio. Com a utilização de um caminhão, veículo considerado extremamente perigoso nas mãos de pessoas despreparadas, cedido pela Cooperativa de Transporte de Cargas do Estado de Santa Catarina (Coopercarga), o Setcom criou o Programa Caminhão Escola.

O curso, inédito no País, tinha como meta a profissionalização do motorista de caminhão através de uma educação para salvar vidas. A instituição, sem fins lucrativos e voltada para a qualificação de profissionais do setor de transportes, nasceu com o apoio de empresas parceiras e, em 1999, através de convênio firmado com o Ministério da Educação (MEC) conseguiu recursos para a construção de sua estrutura.

Atualmente, revela Jussara, a entidade conta com uma estrutura composta por uma área administrativa, 19 salas de aula, laboratórios de informática, línguas, rastreamento, mecânica básica, borracharia, carga e descarga e mecatrônica. Também possui um auditório para 250 pessoas, refeitório, alojamento para 60 pessoas, biblioteca e pista asfáltica para treinamento, avaliações e manobras, com um quilômetro de comprimento. Toda a estrutura está localizada em uma área de 155 mil m2.

Um ano depois da fundação, graças ao convênio com o MEC, a Fabet lançou o Centro de Educação e Tecnologia no Transporte (Cett), projeto pioneiro no Brasil e na América Latina, inaugurado em 2002. Seu modelo de sustentabilidade através de parcerias foi considerado exemplo no Brasil, sendo que em 2005 foi elevado pelo Ministério da Educação à condição de Faculdade de Tecnologia Pedro Rogério Garcia (Fattep).

No ano passado, a Fabet alcançou mais uma conquista. Com o intuito de levar os seus serviços para mais perto dos seus clientes, abriu uma filial no município de Mairinque (SP). A primeira fase da obra da unidade foi inaugurada no início de 2010 e sua estrutura possui 41 mil m2 de área, bloco pedagógico, refeitório, alojamento, laboratórios de mecânica básica, informática, gerenciamento de pneus, rastreamento e gerenciamento de risco. O projeto completo prevê três blocos pedagógicos, centro administrativo, auditório para 550 pessoas, complexo laboratorial, laboratório de carga e descarga, centro de treinamento em refrigeração, biblioteca e pista asfáltica para treinamentos, com 830 metros de extensão.

A Fattep, através da Fabet que é sua mantenedora, oferece três cursos básicos para motoristas, além dos cursos técnicos e de nível superior para a área de transportes. O carro-chefe é o Programa Caminhão Escola que possui três modalidades: o básico, o avançado e o in company. O básico é voltado para iniciantes na profissão de motorista e tem aulas que se iniciam na primeira semana de cada mês, com duração de 310 horas/aula distribuídas ao longo de 30 dias. O avançado também é oferecido mensalmente e tem como público-alvo profissionais experientes que querem se qualificar. O objetivo deste curso é transmitir ao motorista a cultura de parceiro da empresa, orientando-o na busca de melhores resultados. A duração é de cinco dias, totalizando 51 horas/aula.

Através do curso in company a Fabet procura contribuir para a implementação e consolidação de um novo perfil de profissional, mais conhecedor e comprometido com os objetivos e metas da companhia. Na formatação dos módulos que são abordados nestes cursos é possível desenvolver projetos voltados às necessidades específicas de cada empresa. Jussara explica que os motoristas entram nos cursos como motoristas e, ao final, são considerados gestores de unidades móveis. Isso porque o profissional do volante é o responsável pela manutenção e pelo cuidado do caminhão, um bem que muitas vezes custa mais de R$ 500 mil.

Somente este ano, mais de seis mil motoristas passaram pelos cursos da Fattep oferecidos pelas unidades de Concórdia e Mairinque. Jussara destaca que tanto a criação quanto a manutenção dos cursos ministrados pela instituição só são possíveis graças ao apoio dos parceiros.


COMENTÁRIOS
Jackson Moreira Veiga - 19/10/2011 - 14h23
Eu gostaria de uma opotunidade para me especializar na aréa de motorista de carreta ou caminhão para fazer o que eu gosto que é dirigir.


jonas meneses de aguiar -
07/09/2013 - 18h06
po se vcs poderem me ajuddar a achar um cursso de refrigeraçao de caminhao frigorifico..concerto e manutençao...trabalhnuma empresa na paraiba e precciso fazer esse cursso se poderem m ajudar agadesso desde ja

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