O Tribunal de Contas da União (TCU), que tem deixado nos últimos anos muitos prefeitos e administradores de dinheiro público sem dormir, promete ampliar para 2011 a “máquina de fiscalização”, criando mais órgãos para vistoriar obras públicas e contratos de concessões. O novo presidente, Benjamim Zymler, pretende evitar, ainda com mais rigor, que o dinheiro público seja gasto indevidamente e as perdas sejam irrecuperáveis. Zymler é carioca, flamenguista e o primeiro servidor a chegar a presidência do Tribunal de Contas em 120 anos de TCU. O vice-presidente Augusto Nardes, gaúcho de Santo Ângelo, é blindado pela assessoria de imprensa e não dá entrevistas. Como todos os gaúchos conhecem seu estilo, certamente, quando começar a falar, terá muito a mostrar sobre a ação de sua área no TCU.
A esperança é Paulo Bernardo
Os Correios - que no passado eram exemplo de eficiência, apesar das inúmeras mudanças que envolveram diretamente o presidente Luiz Inácio da Silva (PT) na busca de solução - continuam com problemas. No novo governo, em busca de uma solução, a presidente Dilma Rousseff (PT) chamou o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, um técnico qualificado e também político, para assumir o Ministério das Comunicações, tendo como uma das prioridades arrumar os Correios. Segundo pesquisa divulgada no final de semana, os Correios conseguem entregar apenas 6% das correspondências dentro do prazo. A demora na entrega é registrada em todo o País. As falhas ficam claras também nas estatísticas oficiais. O Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), do Ministério da Justiça, mostram um crescimento de 59% na quantidade de queixas de usuários de 2009 a 2010. A média mensal de reclamações só neste ano foi de 130. Segundo a empresa oficial, o problema foi ocasionado, principalmente, por mão de obra, e deverá ser equacionado nos próximos meses, claro, já sob o comando de Bernardo nas Comunicações. Os Correios, juntamente com a Infraero (esta ainda sob o comando do gaúcho Nelson Jobim, da Defesa), são dois dos principais problemas para a nova presidente Dilma Rousseff se debruçar já no início do governo.
Curtas
- As empresas aéreas ainda vão dar muito trabalho a passageiros e governo. Nem os juizados instalados nos aeroportos conseguiram deter os conflitos que, na maioria, vão parar na Justiça. Em seis meses, só em 33% dos 6 mil atendimentos foram feitos acordos. O ministro Nelson Jobim anunciou logo após sua posse no governo Lula que daria uma solução ao problema das cadeiras nos aviões. O Brasil todo espera até agora e nada. Quem sabe se o ministro, eventualmente, viajasse de avião de carreira e conferisse “de perto” a triste situação enfrentada pelos passageiros a solução não viesse mais rápido.
- Aguarda parecer da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal proposta do deputado federal Nelson Proença (PPS-RS) para que o Aeroporto Internacional de Pelotas receba, como homenagem póstuma, o nome do ex-prefeito, advogado e filósofo, Bernardo de Souza. Além de prefeito, foi secretário de Justiça no governo Pedro Simon (1987-1990).