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Adega Carlos Pires de Miranda | cpm@matrix.com.br

Adega

Coluna publicada em 13/10/2010

Ah! Eu sou gaúcho!

ASPROVINHO/DIVULGAÇÃO/JC

Esse grupo de cavalheiros reunidos quinta-feira passada em Pinto Bandeira, ainda um distrito de Bento Gonçalves, esbanja formalidade na foto (ao centro dela está Alem Guerra, que preside a Aurora). Mas a verdadeira mensagem que interiormente transmitem é a que dá título a este texto: eles produzem vinhos, que em seguida começarão a percorrer o mundo com uma clara denominação de origem - e certamente, têm muito orgulho disso.

A Indicação de Procedência que passa a identificar vinhos de Pinto Bandeira aplica normas da legislação atinente à propriedade industrial. O certificado foi conquista de uma união de esforços de diversas entidades, especialmente da Asprovinho, que congrega os produtores da região: Aurora (Centro Tecnológico), Don Giovanni, Geisse, Pompéia, Terraças e Valmarino.

Para começar, cinco rótulos terão o selo: os espumantes Brut Don Giovanni safra 2008, Brut Cave Geisse 2008 e Brut Valmarino 2009; os tintos Cabernet Franc Valmarino 2008 e o Merlot Valmarino 2009. O enólogo Luciano Vian, presidente da Asprovinho, enfatiza “o minucioso trabalho de identificação das particularidades da região, do solo ao clima, elementos que determinam características e tipicidade dos vinhos”. Ressalta a importância do selo “como elemento certificador da qualidade e do diferencial dos vinhos e espumantes elaborados em Pinto Bandeira”.

Está certo: se alguma região considera que elabora bons vinhos, deve ter orgulho deles e inserir no rótulo a sua procedência. Isso diferencia o produto em um mercado tão competitivo, repassa maior confiabilidade ao consumidor, funciona como importante ferramenta de marketing. Sem falar que a exigência de qualidade e a competitividade restam estimuladas. Foi o que fizeram as vinícolas do Vale dos Vinhedos (Bento Gonçalves), mais remotamente as de Champagne e Bordeaux, na França.

E aposto que nenhuma delas se arrepende.

Três perguntas para Antônio Soares de Souza

Mestre-cervejeiro na Das Bier

1 - Por que um pernambucano vem de Recife para fazer cerveja em Santa Catarina?

Gaspar, no Vale do Itajaí, é um município rico por suas características européias, de colonização germânica. O pessoal da Das Bier pretendia criar aqui uma cervejaria artesanal, voltada a produzir chope premium e há três anos eu aceitei o desafio. A única dificuldade, além da diferença dos sotaques, é pronunciar os nomes de certas ruas – têm consoantes demais. Agora que vim, quero permanecer. E provar que a Das Bier está entre as melhores do Brasil.

2 - Qual sua experiência anterior?

Dos meus 53 anos, 28 dediquei a essa profissão, sendo 17 em uma grande indústria do setor, onde passei por todas as etapas de produção. Meu trabalho consiste em assinar fórmulas de tipos diferentes de chope ou cerveja, selecionar a matéria-prima – como a cevada e o lúpulo – e acompanhar passo a passo o processo de fabricação da bebida. Minha responsabilidade é enorme, precisamos garantir qualidade acima de tudo.

3  - Cervejarias artesanais têm espaço para crescer no Brasil?

Muito. Com o aumento da renda dos brasileiros a tendência é de que o consumo aumente. As empresas estão expandindo a produção e regionalmente surgem fabricantes de pequeno e médio porte. Há uma demanda por profissionais da área que o mercado ainda não consegue atender, porque apenas em Vassouras, no Rio de Janeiro, há um curso técnico, mantido pelo Senai. Uma realidade bem diferente de países como Alemanha, Espanha, Bélgica e Estados Unidos.

Doses

• Vinícola Aurora acaba de conquistar mais uma premiação em concursos internacionais. Desta vez foi no 10º MundusVini, chancelado pela Organização Internacional da Uva e do Vinho (OIV) e União Internacional de Enólogos (UIOE), realizado em Neustadt, Alemanha. Participaram 5.883 amostras de 42 países, avaliadas por 285 especialistas internacionais. A medalha de ouro coube ao espumante Aurora Chardonnay Brut.

• Malbec Wine Club tem hoje à noite sua 24ª reunião, no Gokan Sushi Lounge. Para participar precisa ser associado, para ser associado não pode receber bola preta. Mas há quem goste de apreciar a distância, em outras mesas, degustando alguma iguaria do menu e um vinho da boa carta do restaurante. Rua Olavo Barreto Viana, em frente ao shopping Moinhos.

• Amanhã, entre 18h e 20h, em Gramado, o Varanda das Bromélias Boutique Hotel recebe o enólogo Jefferson Sancineto Nunes, presidente da Federação Internacional de Sommeliers do Brasil e o chef italiano Mauro Cingolani, diretor da escola de Gastronomia da Universidade de Caxias/ICIF. Eles conduzirão uma degustação harmonizada de vinhos brasileiros. Apoio da Winexcellence.

• Em concurso realizado em Bom Jardim da Serra, Santa Catarina, a Sanjo obteve três premiações: uma medalha Gran Ouro para o  Núbio Sauvignon Blanc 2009 e ouro para o Maestrale Integrus Chardonnay/Sauvignon Blanc 2008 e o Núbio Rosé Cabernet Sauvignon 2008. Havia quatro degustadores estrangeiros e oito brasileiros na comissão julgadora, que analisaram 186 amostras.

• Conheço ótimos vinhos da região de São Joaquim, não os Sanjo. Mas as garrafas destes despertam a atenção - são de extremo bom gosto, no formato e na rotulagem.

• Não sei quem montou, mas a carta de vinhos do Bistrô As Santas (um charme, na rua Hilário Ribeiro, 287) oferece boas opções, sem abusar dos preços. E honestamente informa: “Em razão da sazonalidade de alguns rótulos, nem todos estão disponíveis durante o ano todo”. Por cálice, tem Malbec e Chardonnay argentinos - R$ 12,00.

• Jonathan Oviedo, diretor da Bodegas Diego Senetiner da Argentina, apresentou novos rótulos da linha Nieto, que no Brasil são importados pela Porto a Porto.

•Não fosse tão confiável a fonte, não acreditaria - não se trata de algum cachaceiro (no mau sentido), mas de respeitado jornalista. Ele afirma que encontrou uma garrafa de cachaça Havana cotada a R$ 590,00, em uma pequena casa do ramo. “É razoável, justifica, uma Havana safra 1960 foi recentemente leiloada por R$ 15 mil, em São Paulo”.

• Essa cachaça é fabricada há quase 70 anos em Salinas (MG) e já mereceu até um livro a seu respeito. Não conheço nenhum dos dois, mas fiquei curioso - ao estilo “veja o livro, beba a cachaça”. Alguém vende em Porto Alegre?

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