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Cinema Notícia da edição impressa de 29/07/2009

Uma família chamada Wanderley

Mauro Schaefer/JC
Depois de Extremo Sul, Monica Schmiedt trabalha com documentário sobre a presença holandesa no País
Depois de Extremo Sul, Monica Schmiedt trabalha com documentário sobre a presença holandesa no País

Na Recife atual, antiga Maurícia, Sabrina van der Ley encontra Kalina Vanderlei. A primeira é uma diretora de arte holandesa que mora em Berlim e sua vida profissional se resume a montar exposições sobre cidades planejadas. A segunda é uma historiadora pernambucana, pesquisadora do período Barroco e com muita informação sobre a colonização holandesa. Ambas são descendentes de Gaspar van der Ley, soldado que chegou ao Brasil com Maurício de Nassau.

A busca pela diversificada família Wanderley (sobrenome difundido no Nordeste) é o tema do documentário Doce Brasil Holandês, produção da cineasta gaúcha Monica Schmiedt com duração de uma hora, planejada para a televisão. A equipe encontrou Sabrina pela internet e motivou nela o desejo de vir conhecer, no Brasil, uma parte de sua história. Ela acabou sendo o fio condutor do filme, que discute o imaginário de que um Brasil invadido e colonizado pelos holandeses no século VXII seria melhor do que o que temos hoje. A diretora explica a ligação de sua Sabrina com Recife: “Maurícia foi uma cidade planejada, a primeira das Américas. Ela vem ao Brasil também para investigar os vestígios daquela cidade ideal de Maurício de Nassau e isso está diretamente ligado à questão da saudade”.

O filme foi gravado em Berlim e Cleve (na Alemanha), Amsterdã e Haia (Holanda) no ano passado, e em Recife, Maceió, Olinda e Sirinhaém em março. A cidadezinha pernambucana de Sirinhaém é o berço dos Wanderleys, onde se instalou o antepassado Gaspar van der Ley. Atualmente em fase de montagem, Doce Brasil Holandês deve ser lançado em novembro nas salas de cinema de Porto Alegre, São Paulo e na própria Maurícia, que Monica admite ser também personagem de seu filme.

A diretora conta que captou recursos via Lei Rouanet: “Meu grande patrocinador é um banco holandês chamado De Lage Landen”. Nesta entrevista, Monica Schmiedt fala sobre o processo de produção de um documentário.

JC Panorama: Como estão hoje as janelas de exibição?
Monica Schmiedt -
São pouquíssimos os documentários que devem ir para o cinema. Doce Brasil Holandês é um projeto que desde o início foi planejado para tevê porque acho que não é um tema para cinema, apesar de as imagens estarem lindas. É diferente de Extremo Sul, que pedia tela grande! Doce Brasil é um assunto para a TV Cultura, para esse tipo de canal. Mas a distribuição é aquele funil que se conhece. É uma batalha, conseguimos produzir e não exibir. Mas eu particularmente estou voltada a fazer documentário para televisão. Mesmo com pouco dinheiro da tevê, com essa relação meio esquisita – porque ela não tem obrigatoriedade de botar o produto independente no ar –, acho que vale a pena.

Panorama – Embora sejam os canais fechados que tenham o perfil de passar esse tipo de produção...
Monica – Sim, exatamente. Não adianta eu fazer um filme sobre um assunto que eu não goste, que eu mesma não gostaria de ver. Talvez fiquemos um pouco confinados em um gueto, mas dormiremos com a cabeça tranquila no travesseiro. Não vendemos a nossa alma para o diabo. Acho que é isso mesmo, que devemos sempre apostar no que acreditamos.

Panorama – E qual sua visão sobre a experimentação brasileira do gênero?
Monica – Há muitos filmes bons, né? Não dá para deixar de ver Loki, Simonal, muito bons. Vou ter que caprichar. Acho que não é questão de um fazer diferente, mas cada filme pede a sua linguagem. O importante é que eu consiga me comunicar de uma maneira tão eficiente quanto eles, eles no formato deles, e eu no meu formato. Porque o meu tema pede uma comunicação e uma linguagem, o deles pedia outra.

Panorama – Como você lida com as críticas de que o documentário manipula as situações?
Monica – Acho que existe uma diferença entre não ser um documentário e manipular a informação. Não é porque foi manipulado que deixou de ser documentário. Aliás, Michael Moore é o maior manipulador que conhecemos e faz documentários. Hoje, tudo pode - graças a Deus! Mas em função disso, nos processos de montagem, às vezes não sabemos para que lado correr. A minha definição de como vou narrar uma história tem muito mais a ver com o que eu quero e qual o melhor jeito de dizer. Fazemos opções em prol de uma narrativa. Nenhuma música, nenhum efeito visual, nada se justifica se não for em prol da narrativa. Em um filme de conteúdo como Doce Brasil Holandês tenho uma questão muito pontual para observar e tomar muito cuidado para não ser leviana, e obviamente não manipular, não brincar com personagens. Já passei por uma parada muito dura no Extremo Sul, sobre quanto expor os nossos personagens e a nós mesmos como realizadores. Esse equilíbrio é muito tênue, ele não é explícito. Essa responsabilidade como documentarista vou ter sempre, já que o poder de comunicação está na nossa mão.

COMENTÁRIOS
conceiçao aparecida wanderley - 03/09/2009 - 09h14
meu bisavô, jose de arruda wanderley, saiu do recife aos nove anos de idade sozinho rumo a sao paulo. pouco sabemos da nossa historia. agora com o filme tanto os descendentes como o brasil, vao conhecer nossa historia, tao pouco conhecida no nosso país.parabéns a autora.


Vinicius Wanderley de Queiroz -
21/12/2009 - 11h07
Sou Um Wardeley de Olinda. Meu Pai(Falicido) Wolney Wanderley de Queiroz. Minha Avó Maria Wanderley. Existe uma rua com seu nome em Olinda. Tenho algum material sobre nossa geneologia. Estou muito curioso para ver o documentario, penso que será de grande valia a busca por esse Brasil Holandes e seus descendentes.


Silvio Leoanrdo Wanderley Gemaque -
30/04/2010 - 14h54
Sou um Wanderley nascido em Belém do Pará. Meu avô materno Justino Mendes Wanderley, pernambucano, era casado com Maria Rodrigues Wanderley, minha avó. Tomara consigamos todos achar o ramo dessa maravilhosa árvore que tanto contribuiu para o desenvolvimento do nosso Brasil.


Kleiton Magave -
28/07/2010 - 17h00
Parabens!pelo filme que conta a historia magnifica dos holandeses no nosso país. Sou de acordo que na colonização holandesa houve um progresso significativo e que o Brasil seria sim, um país bem melhor, pois a caracteristica do povo holandês é progresso continuo e organizado bem, ouvi da minha vó materna que a mãe dela casou com homem muito branco um batavo, porem se separaram isso no norte, no Pará sera que temos descendentes tambem lá também?gostaria de saber...Pra finalizar a historia o meu bisavô foi embora parace que pra holanda seria possivel isso?


Bruno Wanderley Ramos Monteiro -
06/08/2010 - 11h08
Vou fazer de tudo pra assistir esse filme


Mauro -
07/08/2010 - 17h59
Se os holandeses tivessem ficado mais tempo, talvez haveria um pouco mais ordem e disciplina, porém quem sabe, teríamos vivido durante muitos anos sob o regime do Apartheid, vejam a África do Sul e o vizinho Suriname colonizado por holandeses. Vejam como na prática eles também tem o lado negativo, podem ser preconceituosos, exploradores. Veja quanta pobreza que também existe por lá. Excetuando um pouco o de Maurício de Nassau, o sistema de colonizar holandês daquelas épocas ao que parece foi muito ruim.


Sérgio Wanderley -
10/11/2010 - 14h31
Gostaria de manter contato com descendentes da família Wanderley.


EUSTAQUIO PEREIRA WANDERLY -
01/02/2011 - 16h27
Olá, sou Eustáquio Pereira Wanderley, filho de Nivardo Fraga Wanderley,natural de Porto Calgo Estado de Alagoas, meus avós paternos Otaviano Cavalcante Wanderley e Maria Fraga Wanderley ambos também de Porto Calgo-Alagoas, Gostaria de parabenizá-los pelo o exelente trabalho sobre a familia wanderley e ao mesmo tempo, gostaria muito de manter contato com todos da família wanderley para descobrir mais a respeito. Aqui deixo o meu email: designerproeventos@hotmail.com Podem Acessar também a minha Radio Âtraves do link www.portofrancofmonline.com Um forte abraço a todos os Wanderleys


ana gabriella wanderley -
22/02/2011 - 15h59
oi,sou neta de francisco de assis da rocha wanderley e de lucila de abreu wanderley ,gostaria de saber onde encontrar o livro da familia com os nomes dos seus descendentes para mostrar aos meus filhos pois minha meus avôs já faleceram e tenho curiosidade de ler este se que tem nossos nomes e brasão da familia por gentileza .obg


maria candida l. castro. -
31/08/2011 - 15h56
sou descendente de gaspar wnaderley sei um pouco de nossa historia posso trocar informaço~es a outros wnaderley, nesse email.


Roberto Lima da Silva -
12/09/2011 - 14h27
Sou do Acre, o nome do meu pai é Raimundo Wanderley, seu avô era natural do Rio Grande do Norte, onde nasceu em 1860 e chamava Enéias Wanderley. Meu pai tem 87 anos e sempre contou a história dos Wanderley vindo da Holanda para o nordeste brasileiro. Nos anos setenta o Acre foi governado por Francisco Wanderley Dantas, a avó do governador era irmã da avó do meu pai. Fico feliz com o filme, apesar de não ter Wanderley no sobrenome fico feliz de fazer parte dessa grande família pelo lado do meu pai


Cristiano Torres Wanderley -
12/10/2011 - 18h33
Parab´ns pelo trabalho.Conheço pouco a história dos Wanderley ,e gostaria de saber mais. Gentileza enviar como posso assisti o documentaria. Vivo em Portugal no momento. Cumprimentos, CTW


marinesia Brasil -
30/12/2011 - 14h56
Minha Tia, muito amada e emprestada era filha de OTAVIANO Cavalnti Wanderley- Maria Fraga WanderleymNa casa de minha Ria haviam diversas fotos de época e historias muito interessantes.Tia Nete infelismente faleceu ontem ás 10h da manhã deixando uma inavaliavel saudade e muitos orfãos e rodas as idades q em sua casa sempre emcontraram o Norte.Uma FRAGA VAN DER LEY.


Elian Wanderley de França Sobrinha -
03/01/2012 - 15h54
Sempre quis saber qual minha origem! Para isso converso com meus tios-avós, ele me contam várias histórias! Sou bisneta do Walter Lins wanderley, aliás ele foi um dos homens que ajudou a fundar a cidade que hoje moro (envira-AM), isso desde o tempo da borracha! Meu Bisavô e seus irmãos foram e são muito importantes pra mim! Queria saber mais sobre eles! Me ajudem!!!


suzana Ceres Wanderley de queiroz -
14/01/2012 - 16h04
Fiquei muito curiosa em desvendar toda a história dos wanderley no Brasil. sou filha d e um Wanderley, Wolney wanderley de queiroz, moro em Olinda.


maria jose wanderley bezerra -
26/03/2012 - 14h29
eu maria jose wanderley bezerra tambem faço parte dessa familia o pouco que eu conheço da historia e que minha tatara vo era uma condessa que veio imigrando para regiao do nordete fugindo da guerra ela e seu esposo e seus filhos e ficaram no estado exatamenta da alexandria do rio grande do norte foi encontrado um livro historico com todos os nome dos decedentes wanderley esse cartorio fica na cidade de açu rio grande do norte hoje ele se encontra em natal rio grande do norte nas mãos de francisco pereira wanderley


Carlos Rogério WANDERLEY Moreira -
29/03/2012 - 23h17
Tenho muito orgulho do sobrenome que carrego e gostaria de saber mais sobre a origem da família. Sei da existência de um livro contando a nossa história. Como conseguir um exemplar?? Sou natural de Recife e hoje moro no Estado do Rio de Janeiro. Contato pelo e-mail croxmodelismo@globo.com Um grande abraço a todos.


elisabeth -
24/05/2012 - 10h20
A TODOS WANDERLEY Existe um livro de walter wanderley intitulado a familia wanderley , deve existir em bibliotecas pois é de 1966-quem souber onde possamos encontrar entre em contato com elisabethlparanhos@hotmail.com


rogerio wanderley -
30/05/2012 - 20h58
minha familia sâo dos wanderley do rio grande do norte quero muito conhecer meus familiares espalhado por este pais


Noemia Paes Barreto Brandão -
26/09/2012 - 17h05
Publiquei em 1996 Wanderley de Sirinhaém - Coronel Vicente Mendes Wanderley e sua descendência" Família Wanderley


wellington da silva wanderley -
02/10/2012 - 13h40
Olá pessoal fiquei muito feliz que existe um filme onde relata a historia da família Wanderley costaria de seber mais quem estiver mais informações por favor me passe pelo email wellingtontiquara @hotmail.com obrigado.


Marisa Wanderley de Queiroz -
04/10/2012 - 10h42
Embora tenha retirado o Wanderley de meu nome depois de casada, sinto-me ainda uma filha dos "Wanderleys" como dizia meu falecido pai, Wolney Wanderley de Queiroz. Fiquei feliz e gostaria de acompanhar a história da origem dos Wanderley. Assistirei ao filme , sem falta.


Eric Vieira Vanderley -
07/10/2012 - 01h13
nao tenho palavras prara descrever o quanto estou curioso para descobrir mais a respeito da minha familia, venho ha um bom tempo pesquisando a respeito da historia dos meus nobres ancestrais, fiz varia ligaçoes historicas com as minhas pesquisas e sei muita coisa sobre a familia, espero que com esse documentario eu aprenda mais sobre minha genealogia que infelizmente nao demos muita importancia, espero saber mais sobre tudo isso e gostaria de saber se ainda é tempo de deixar o meu sobrenome com sua tradução correta : Van Derley; uma pena mesmo foi ter sido desmenbrado o original que veio para ca junto com o sobrenome alemao de gaspar. enfim quero saber muito mais sobre minha familia:"sey taltydt Van Eenderley sin"


Edna de farias vanderley -
09/10/2012 - 23h50
olá, onde posso encontrar esse documentário?


Adriano da Silva Wanderley -
10/10/2012 - 15h10
Minha família é oriunda da Paraíba. Dois sobrenomes são fortes entre os meus parentes a família LINS e a família LIMA, diz a lenda de meu avô que a todos os homens "meus tios" recebiam o nome de LIMA WANDERLEY e as mulheres de LINS WANDERLEY. espero ter ajudado. "meus avós foram" Marinésio de Lima Wanderley e Iraci Lins Wanderley. abraço!


JAQUES RAMOS WANDERLEY -
12/10/2012 - 19h03
SOU DE POMBAL -PB, MEU PAI AMINTAS DANTAS WANDERLEY é filho de CRÓMACIO WANDERLEY, TEVE 30 FILHOS. NOSSA RAIZES DIZEM RESPEITO A CIDADE DE POMBAL -PB E PATOS-PB, ESTA ÚLTIMA FUNDADA PELA FAMILIA WANDERLEY. aguardo contato: jaques.adv@bol.com.br


MARCELO PIMENTEL -
26/11/2012 - 12h00
Meu trisavô se chamava Paulino Acioli Canavarro Wanderley, e pelo que sei morava pela região de Porto de Pedras, Estado de Alagoas. Tem alguém desta região?


alexandre arthur wanderley -
27/11/2012 - 23h32
gostaria de saber onde encontrar o filme e o livro sobre nossa familia. pois meu bisavô chamava-se Arthur Hermes de Gusmão Wanderley, meu avô Rubem Maximiano da Costa wanderley, meu pai Arthur é igual ao do meu bisavô. somos de Recife e Olinda cidades de Pernambuco.


José Henrique Wanderley Filho -
16/02/2013 - 02h23
Seguem algumas considerações obtidas na internet. Outras informaç?es podem ser encontradas, digitando no Google "Família Wanderley", inclusive a árvore genealógica, que retroage a Gaspar Wanderley (no site de Ivo Ricardo Wanderley). BRASÃO DA FAMÍLIA WANDERLEY ORIGEM E HISTÓRIA DA FAMÍLIA WANDERLEY O sobrenome da família Wanderley é muito antigo. Sua origem é holandesa, por volta de 1400 e seu nome foi modificado quando seus descendentes desembarcaram no Brasil, um pouco depois do seu descobrimento. Na Holanda tudo começou com Jarichs Van der Ley ( grafia antiga do nome que é de origem geográfica e quer dizer "das ardósias, das lousas- espécie de rocha, ou da família dos que trabalham com ardósias". Jarichs Van der Ley era um lorde, dono de uma vila, a vila de Ley. Ele e seu filho, Hendrick Jarichs Van der Ley, foram figuras importantes da época, principalmente quando Hendrick assinou a carta de independência da Holanda. Esses foram os primeiros Wanderley da história. Nossa descendência no Brasil começa por volta do séc. XVI, quando Kaspar Von der Ley, um alemão que assumiu os postos de coronel e capitão de cavalaria das tropas holandesas, veio para Pernambuco numa missão a pedido de um grande amigo, o Conde Maurício de Nassau. Já no Brasil, Kaspar Von der Ley acabou se apaixonando por D. Maria de Melo, uma pernambucana, que converteu-lhe ao catolicismo, passando a se chamar Gaspar Van der Ley ou Wanderley. Além desse motivo, Gaspar foi surpreendido pelo fator político, que o influenciou ainda mais na decisão de ficar no país. A partir daí sua descendência se dedicou ao plantio da cana-de-açúcar e se tornaram grandes senhores de engenho, principalmente na região antigamente ocupada no Nordeste ( Paraiba, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte e Bahia ) e em São Paulo. Hoje ainda é possível encontrar um Wanderley em praticamente todos os estados brasileiros, e até mesmo na Holanda ( os Van der Ley ) e na Alemanha ( os Lei e Von Ley). APRESENTAÇÃO Há mais de vinte anos desafio que um Wanderley escreva a história de sua família no Rio Grande do Norte. O coronel do regimento de burgueses, Gaspar van Nieuhof van der Ley, ex-capitão de cavalaria, talvez parente de Johan Nieuhof, seu contemporâneo, autor da ?MEMORÁVEL VIAGEM?, de variada notícia para o Brasil-Holandês, deve ser o avô ou bisavô da pernambucana dona Josefa Lins de Mendonça, casada com o possível português João de Sousa Pimentel, plantadora da semente no Arraial Nossa Senhora dos Prazeres do Assu, fundado pelo capitão-mor Bernardo Vieira de Melo, para nos, de saudosa memória. Pelo ramo eminentíssimo dos Lins, vieram os Wanderley, brotando nos filhos, Gonçalo Lins Wanderley, que deve ser o segundo gênito, e João Pio Lins Pimentel, o primogênito que, ao fazer-se maçom na SIGILO NATALENSE em 1838, é maior de 40 anos, casado e proprietário, residente no Assu. Em pouco mais de um século o Wanderley estende a ramaria prolífera cobrindo o mural provinciano com as graças do engenho, irresistível na conquista social. E uma presença inevitável em todas as atividades normais. Fazendeiros, deputados provinciais, estaduais, gerais, cinco vezes presidindo a província. Fundam jornais, mantêm tipografias, advogam; são jornalistas natos, prosadores, tribunos ao nascer. Oferecem o primeiro médico, o primeiro romancista, o maior poeta, poetisas excelsas. São debatedores, arrebatados, brilhantes, com a impecável tradição da cortesia, da palavra airosa, do gesto oportuno e lindo. Atestam, através do tempo, a maior e mais notável contribuição intelectual de que uma família possa orgulhar-se. Noventa e nove por cento dos Wanderley escrevem versos, discursam e fazem jornal, inesgotáveis de inspiração, inalcançáveis pêlos diabos azuis do desânimo, ignorando o que Stevenson denominava a dignidade da inércia. Não sabia eu que o moto da família holandesa dos Wanderley anunciava, há mais de quatrocentos anos, essa divina continuidade funcional: -?SEY TALTYDT VAN EENDERLEY SIN?. Seja sempre um Wanderley, haja, exista, viva sempre, um Wanderley. E eles tem cumprido a profecia heráldica que orna, como uma flâmula, o brasão fidalgo. Luís da Câmara Cascudo BRASÃO DA FAMÍLIA Deve-se ao holandês J.B.Beer van der Ley, de Harlem, Holanda, a cópia autêntica do Brasão da família Wanderley. ? Seja sempre um real (verdadeiro) Wanderley ?, é a determinação histórica do brasão fidalgo. Desde aquela pequena aldeia dos Ley na Holanda. JARICHS VAN DER LEY - (Um ?landlord?) - Era dono da pequena vila de Laij ou Ley, o primeiro de que se tem notícia em 1480. Teve um filho de nome Hendrick. HENDRICK JARICHS VAN DER LEY - ( Filho de Jarichs ) - Foi quem assinou em 1579 a carta de Independência da Holanda. Nasceu em 1530. Assinou esse tratado como representante da província de Friesland, em Utrecht. Era general. Casou três vezes e teve nove filhos. Morreu em Roterdã e um de seus filhos era oficial. JAN HENDRICK VAN DER LEY, filho de Hendrick, nasceu em 1567 e faleceu em Roterdã. GEORGIUS VAN DER LEY, advogado, nasceu na então província de Frisia, em 1607. Estes foram os primeiros. Dessa pequenina aldeia de Ley partiram para o Brasil os portadores do nome tradicional. ?(Seja sempre um real (verdadeiro) Wanderley)? é o velho ? slogan ? que devemos passar de geração a geração. ORIGENS A Família Wanderley, diz Borges da Fonseca, ( Nobiliarquia Pernambucana, vol. I ) tem o seu princípio em Pernambuco com Gaspar Wanderley, Capitão de Cavalaria das tropas holandesas ( Cast li 6, n.74 Lucid. Liv. 3, cap. 7, 172 e173 ) de cuja nobreza temos testemunho autêntico em uma certidão do Conde Maurício de Nassau. Eu a vi a própria e a tive muito tempo em mão, que m?a deu a ver o Mestre de Campo Antônio da Silva e Melo; e depois de sua morte...a seu irmão Dr. João Maurício Wanderley, vigário de Camaragibe por via de seu parente o pe. Francisco Xavier de Paiva Lins, cura de Santo Antônio, a qual...é a seguinte: ?João Maurício, pela graça de Deus, príncipe de Nassau, Conde de Stzahelenbagen Vinham e Brets Senhor de Breilstem, Mestre da Ordem. Taem. Teutônica de São João, governador pt. etc. fazemos saber aos que a presente viram, que p. quando o senhor João Maurício Wanderley que presentemente assiste em Lisboa, nos pediu lhe quiséssemos dar uma certidão de nobre progênie de seu pai e avôs e todos que tiverem e ainda hoje tem o nome de Wanderley, sempre foram e ainda são Fidalgos de Sangue e linhagem nobre e assim no tempo de nossos antecessores como durante o tempo do nosso governo mereceram dos ditos Wanderley, sempre serem do Senhor Eleitor de Brandeburgo honrados com os primeiros corpos ofícios e dignidades nobres de sua pátria nos quais serviram sempre com muito louvor e honra. Em fé da verdade mandamos despachar sob nossa própria firma e sello. Data em Singen aos 20 de Dezembro de 1668 anos. JOÃO MAURÍCIO príncipe de Nassau (Selos).? PRESENÇA DOS HOLANDESES O escritor Luíz da Câmara Cascudo, referindo-se ao período flamengo, situou muito bem o domínio holandês, com estas poucas palavras, a que ele chama de "fase quase doméstica nas lembranças coletivas" (1). Vejamos: "Quando dizemos no tempo dos holandeses significamos uma vida normal, organizada e lógica, desaparecida e lembrada, cheia de elementos humanos, sangrando de naturalidade. Naturalmente tem amigos saudosos e inimigos pesados de rancor, ambos com razão pessoal que é uma fidelidade intelectual ao patrimônio de cada família, umas descendentes do flamengo e outras agredidas pelos holandeses há trezentos anos. O mesmo acontece nas terras das seduções Jesuitas, nas cidades e vilas que foram aldeias governadas pela Companhia de Jesus. Ainda hà quem os cite fechando os olhos, com vontade de trazer o Tempo para trás, e outros permanentemente furiosos, como portadores inesquecidos de uma afronta individual. O interésse instintivo que temos pelo Holandês pertencente mais ou menos à classe das relíquias familiares guardadas pela razão na sua antiguidade e pela ligação ao passado, resistindo, pela sua própria densidade, ao atrito desgastador de três séculos".


Lucas Antonio Wanderlei -
04/04/2013 - 12h16
hje conversando com minha tia e minha prima sobre meus antepassados fiquei super enteressado sobre a disseminação da família Wanderlei no Brasil, fiquei instigado a ponto de fazer uma pesquisa mais profunda então quem por vavor tiver algum material que possa me mandar eu agradecerei muitíssimo, bom adiantando um pouco a história dos meus antepassados mais antigos se dá la no nordeste, mais ali pro estado do maranhão com os boiadeiros que levavam e vendiam gado como andarilhos, meu bisavô era filho de mãe solteira na época e um boiadeiro com muito dinheiro assumiu a criânça e não sabemos se o sobrenome Wanderlei veio com ela ou se foi ele quem deu mas enfim logo depois meu bisavô casou com minha bisavó que era Carmo Coelho do maranhão. então é mais ou menos isso que eu sei quem puder mandar algo agradeço!!!


Cornélio Benévolo Xavier -
17/05/2013 - 18h46
Minha avó se chamava Ana Wanderley Vale Xavier e a minha tataravó se chamava Ana Alexandrina Mauricia Wanderley, portanto, eu sou um descendente da família Wanderley, este meus familiares residiram em Caicó/RN.Gostaria de manter contatos com os descendentes, visando traçar minha árvore genealógica


MARIA ISABEL WANDERLEY -
04/07/2013 - 14h32
PELAS INFORMAÇÕES QUE TENHO, MEU AVÔ JOSÉ DE ARRUDA WANDERLEY, SAIU DE RECIFE PARA SÃO PAULO PARA TRABALHAR. AOS 18 ANOS INGRESSOU NO EXÉRCITO ONDE FEZ CARREIRA MILITAR SEGUNDO MEU PAI (JOSÉ DE ARRUDA WANDERLEY FILHO).NO ANO EM QUE ELE FOI PROMOVIDO A CAPITÃO ELE FICOU MUITO DOENTE E VEIO A FALECER. O QUE SEI A RESPEITO DE MEU AVÔ É ISSO. TENHO UMA FOTO DE 1941 DELE FARDADO. MEU PAI JOSÉ DE ARRUDA WANDERLEY FILHO JÁ É FALECIDO. FIQUEI SABENDO HÁ POUCO TEMPO SOBRE A ORIGEM DA FAMÍLIA WANDERLEY E CONFESSO QUE ESTOU ORGULHOSA UM ABRAÇO PARA TODOS OS WANDERLEY.


gleyce kelly vanderlei -
22/09/2013 - 22h25
não sei dizer por que mais tenho um enorme orgulho do meu sobrenome,Vanderlei.sofro um pouco com o preconceito de ser mulher porem com um nome ou melhor sobre nome que seria do sexo masculino ainda assim adoro meu sobrenome...


Emanuel Ferreira Vanderlei -
30/10/2013 - 16h07
Sou filho de Julio Cordeiro Wanderley, da cidade de Garanhuns -Pernambuco, meu sobrenome não está com w e y, devido o cartório não aceitava com essas letras. Estou acionando a justiça pra regularizar o sobrenome. Quero adquirir o livro dos Wanderley, como faço?


Mônica Wanderley Leal -
06/11/2013 - 23h21
Adorei saber sobre o filme, mas os a notícia é de 2009, já estamos em 2013 e aí o filme saiu? Alguém sabe dizer?


Darcy Wanderley Guedes -
06/01/2014 - 16h31
Pesquiso atualmente a família Wanderley para escrever um livro sobre esta família. Quem quiser mandar os dados de seus parentes próximos para a árvore genealógica que fará parte do livro, pode enviar para meu e-mail: darcywanderley@gmail.com


DAIANA -
07/01/2014 - 14h22
Sou Daiana Wanderley, neta de severino Ramos Wanderley de Pernambuco.Pouco soube sobre meu avô, mas, ele era tão danado que era bígamo, talvez se não morresse seria preso por isto!Ele fora amante do saxofone, e após sua morte, o filho do casamento bígamo,cedeu algumas fotos, em uma delas ele estava com o seu ¨sax temor¨era escritura atrás da foto, ao qual ele estava tocando o saxofone todo bem alinhado.Ele mais parecia filhos de japoneses!Lembrava muito antes de falecer o ¨Sr Miyage¨ KARATÊ KID


magno ricardo wanderley da silva -
23/01/2014 - 23h43
EDGAR ROCHA WANDERLEY esse é o nome do pai da minha mãe .. nascido em Pernambuco

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