Porto Alegre, sexta-feira, 19 de dezembro de 2014. Atualizado às 22h13.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
20°C
33°C
18°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 2,6530 2,6550 1,70%
Turismo/SP 2,5000 2,8300 2,74%
Paralelo/SP 2,5100 2,8400 2,06%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral / Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas
ASSINE  |  ANUNCIE  |  ATENDIMENTO ONLINE
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]  
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
136819
Repita o código
neste campo
 
 
COMENTAR CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR

Artigo Notícia da edição impressa de 28/09/2010

Fator previdenciário

Vilnei Maria Ribeiro de Moraes

Na qualidade de trabalhador dedico essa crônica a milhões de pessoas, em uma concepção um pouco diferente dos especialistas previdenciários. É uma opinião popular mesmo, que partindo de um engenheiro, torna o texto um pouco mais direto e menos retórico, pois o exemplifica em números que, no caso, são meramente ilustrativos. Algumas legislações perpassam governos e mandatos e se perpetuam como naturais e justas. A princípio podem parecer exageradas as comparações a seguir, mas as coisas acontecem mesmo assim; aos poucos vamos perdendo direitos e aceitando calados tudo o que vem do alto. Grosso modo, o fator previdenciário significa que se um trabalhador percebe R$ 1.000,00 por mês, ao se aposentar (e um dia todos estaremos aposentados) receberá R$ 700,00 e, depois, através de reajustes diferenciados com o pessoal da ativa e desvinculação do salário-mínimo, passará a R$ 600,00, depois R$ 500,00 e assim por diante, em progressão decrescente.

Diante do fator previdenciário, o Estatuto do Idoso serve para coisa nenhuma! Normal, já estamos acostumados com algumas leis espalhafatosas, mas fracas.  Sequer adianta cogitar de direitos adquiridos. Quase sempre precatórios se transformarão em imprecações! Quando as empresas desejam sanar passivos trabalhistas, acenam com abonos de aposentadoria aos mais velhos, atraindo-os, pacificamente, às câmaras de gás da Previdência Social. O fator previdenciário também não esconde a vontade de extinção da dignidade: até a perspectiva de vida é utilizada para reduzir proventos. Some aos poucos a felicidade na vida dos idosos quando seus ganhos diminuem injustamente graças aos abusos que lhes são cometidos. Em uma sociedade que se concentra em torno do dinheiro, o fator previdenciário exclui parcelas da população deixando-as bem distantes da real dignidade que civilizações mais antigas conferem à experiência adquirida. Os aposentados sofrem o maior encargo social que a Nação já conferiu a alguém: um encargo na forma de efetiva corrosão de salário, que só vai parar quando todos estiverem nivelados no mínimo admissível.

Engenheiro civil, Santa Maria/RS

COMENTÁRIOS
Paulo A Gazzana - 28/09/2010 - 13h43
Sr. Vilnei, parabéns pelo artigo e que sua insatisfação e coragem contagie outras pessoas. Somos muito calados, submissos. É por isso que nosso país não anda. Continuaremos olhando o futuro passar por aqui até quando? A Previdência do Setor público, em 2009, gerou déficit de R$ 47 bi, o setor rural mais R$ 40 bi e, o setor urbano, micro-déficit de R$ 2,6bi. É muito estranho que o Fator Previdenciário atinja somente os que geram déficit menor. Imagino que isso ocorra porque o "direito adquirido" não deva ser aplicado ao cidadão comum. É isso? Alguém responde? Tem algum político aí? Esse é um asunto tão indigesto que os políticos fogem até em período de eleições. Se a população não se organizar, vai vir mais chumbo para cima de nós, ou seja, "a turma do INSS" vai continuar como alvo preferencial.


Lise -
28/09/2010 - 15h45
Fazendo um estudo a cerca do fator previdenciário, faço questão de mencionar que o fator fora instituído para que fosse exigida uma idade mínima, pois mais de 80% dos segurados que efetivamente contribuem para a Previdência não atingem a idade para a concessão da aposentadoria. Sendo, que ainda tem aqueles trabalhadores rurais que nunca contribuiram para a previdencia social, gerando um déficit impossibilitando de cumprir com a sua função principal de garantir aos segurados uma aposentadoria digna, abaixo de um salário mínimo, por tais motivos tiveram que editar a Emenda Constitucional para poderem prevenir a quebra da previdencia social. deixo o meu posicionamento.


LUIZ ANTÔNIO N.TEIXEIRA -
28/09/2010 - 15h51
Comentário Perfeito, nobre engenheiro. Agora, o ponto crucial é a quebra de contrato¨bilateral¨ após 35 (trinta e cinco)anos de contribuições previdenciárias. E, o pior é o judiciário, através de suas ¨Excelênicas¨ não dar nenhum respaldo a verdadeira classe trabalhadora deste país.


roberto -
28/09/2010 - 16h33
Perfeita a argumentação do nobre engenheiro. Uma pergunta de leigo: E se TODOS os trabalhadores que atingiram os 35 anos de contribuição ajuizassem uma ação na justiça pleiteando direito adquirido? Teria algum efeito?


Paulo A Gazzana -
28/09/2010 - 16h37
REspeito o posicionamento de todos. Estou procurando contribuir e espero mais opiniões. Mas o fator Previdenciário foi necessário não para salvar a previdência, mas para que o governo continuasse praticando as Renúncias Previdenciárias, não cobrando dívidas e, por ter usado os recursos da previdência na criação de estatais e por não ter devolvidos esses recursos por ocasião das privatizações. Se não houvessem as Renúncias Previdenciárias, o sistema teria superavit bilionário. Não se faz política fiscal com recursos da previdência, o governo deveria saber disso, e não passar a responsabilidade da política fiscal para quem contribuiu.


Jorge Moacir -
29/09/2010 - 17h42
REF.PREVIDÊNCIA SOCIAL/APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. Considero a Aposentadoria por Tempo de Contribuição uma forma importante, justa e eficaz de concessão de aposentadorias, ela deve estimular as pessoas a ingressarem cedo na previdência, remunerar pela média das contribuições e premiar aqueles com maior tempo de contribuição. Entretanto, o "Fator Previdenciário" atualmente utilizado no cálculo destas aposentadorias penaliza os que iniciam a contribuir com menos idade e isto infelizmente faz com que muitos jovens adiem o ingresso na previdência. Há de se considerar também, o fato de que o Fator Previdenciário reduz ainda mais o valor das aposentadorias dos que completam o tempo de contribuição e por motivo de emprego e/ou saúde debilitada, não possuem mais a capacidade contributiva. Portanto, gostaria de sugerir para estudos e debates a seguinte proposição: SUBSTITUIÇÃO DO FATOR PREVIDENCIÁRIO PELO *FATOR INCENTIVO. *Fator Incentivo: Facultativo aos que completam o tempo de contribuição exigido e desejarem postergar a aposentadoria, recebendo por isto um plus para cada ano a mais de contribuição. Benefícios do Fator Incentivo: Atende as necessidades da Previdência Social e oferece aos Contribuintes do INSS a possibilidade de melhorar a aposentadoria. O que acharam desta proposição?


Luiz -
30/09/2010 - 12h42
Lise, não sei quem te passou essa informação, mas é TOTALMENTE errada. O governo criou o fator previdenciário tendo em mente desviar recursos para outras finalidades, como por exemplo a) DRU (retira 20% de tudo que entra no caixa do INSS), b) renúncias previdenciárias(já somam mais de R$ 200 bi desde 1998), isso é política fiscal, não diz respeito a previdência, c) transferencia de recursos para outros órgãos e estatais (PLNs) d) e instrumento político (conceder aposentadorias superiores àquelas concedidas para quem contribuiu por longos anos-jogadores de futebol). Lamento, mas o seu informante/conselheiro ou sua falta de leitura está lhe causando a ideia que o governo quer, ou seja, errada.


Jorge -
30/09/2010 - 17h34
Lise, a resposabilidade sobre as aposentadorias dos trabalhadores rurais, das pessoas que não contribuiram e também sobre as despesas de determinadas instituições, não é somente dos trabalhadores urbanos contribuintes do INSS, mas sim de toda a sociedade.

DEIXE SEU COMENTÁRIO CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR
TEXTOS RELACIONADOS
Imunidade não impede cassação de Bolsonaro
STF já decidiu que ao Congresso cabe punir os seus membros pela prática de atos que são judicialmente imunes
O dia mais feliz de nossas vidas
Não há outras palavras que as de gratidão a todos aqueles que devem a alegria aos heróis que recuperaram o que parecia impossível: relações diplomáticas totais entre Cuba e os Estados Unidos
Os Estados Unidos e Cuba
Estamos reconhecendo a luta e o sacrifício do povo cubano, tanto nos EUA e em Cuba, e terminando uma abordagem ultrapassada que não conseguiu avançar os interesses norte-americanos por décadas
Prevenindo o câncer
Paula tinha 30 anos, praticava esportes e gostava de dançar

 EDIÇÃO IMPRESSA

Clique aqui
para ler a edição
do dia e as edições
dos últimos
5 anos do JC.


 
para folhear | modo texto