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A Voz do Pastor Dom Dadeus Grings
mitra.poa@terra.com.br

A Voz do Pastor

Coluna publicada em 23/09/2010

A relação pessoal

A Igreja de Cristo tem como característica a relação pessoal. Congrega-se, pela força vital do Espírito Santo, em torno de Jesus Cristo. Há um intenso intercâmbio entre Jesus e os fiéis. A conversão não se dá por argumentos racionais nem por sinais externos. Resulta, ao contrário, de um encontro pessoal. Jesus está vivo e atinge cada um pessoalmente. Apresenta algumas características inconfundíveis. Em primeiro lugar está Deus, acolhido, como polo supremo na perspectiva da mente. Mais e melhor é impossível não só pensar, mas também querer. Ele constitui a meta de nossa caminhada e de nossos anseios. Somos feitos para Ele. Não conseguimos encontrar sossego a não ser nele. Ele é nosso Deus. Por isso é capaz de encontrar-se pessoalmente em cada um e, ao mesmo tempo, ser referência de todos. Nele temos vida e a meta da caminhada. Vemo-lo na base de tudo o que existe: feito por Ele e para Ele. É o criador de tudo.

A segunda característica que, na verdade, torna possível nosso encontro com Ele é sua encarnação. Ele é verdadeiro homem, igual a cada um de nós. Nada de humano lhe é alheio. Tem sentimentos iguais aos nossos. Vive nossa vida. Assumiu o que é nosso para se comunicar conosco. Podemos ver o brilho de seus olhos e sentir o afeto de seu coração. Nossa realidade é Ele, o que significa que, a partir dele, vemos o universo e vivemos nossa vida. Ele é o rosto humano de Deus e o rosto divino do homem.

O filho de Deus tornou-se homem num contexto bem determinado. Viveu entre nós. É verdade que já faz dois milênios e que isto aconteceu na Palestina, numa terra longínqua, de cultura diferente da nossa. Mas é homem como nós. Sua passagem pelo mundo foi marcante. Viveu, na verdade, pouco tempo no mundo. E foi morto. A partir desta morte vemos a vida humana de modo diferente. Apresenta-se na perspectiva da ressurreição. A própria morte, à primeira vista tão terrível, adquire um novo sentido. Falamos, por isso, com ênfase, de Cristo crucificado. Não foi por casualidade. Há ali um desígnio de salvação. É o grão de trigo que morre para dar muito fruto.

Vemo-lo, depois, ressuscitado. Cremos nele como mistério insondável: morto e ressuscitado. Nele e por Ele surge uma vida nova no mundo. A vida perde seu aspecto lúgubre de caminho para a morte para se tornar luminosa pela ressurreição. Mas sempre em contato com esta única pessoa querida: Jesus Cristo. A ressurreição dele é a base de nossa fé e de nossa vida: morremos com Ele pelo batismo e ressuscitamos com Ele para a vida eterna.

Por isso a Igreja de Cristo não é uma religião do Livro. Não se forma em torno de ideias redigidas por escrito, como o Alcorão. Mas nem se reduz à leitura das Sagradas Escrituras. Ler o Livro, mesmo que seja reconhecido como sagrado, se não levar ao encontro pessoal com Cristo, de nada serve.  O Livro apresenta ideias e registra fatos do passado. Nós temos um encontro marcado com uma Pessoa que nos ama e se entregou por nós. Confiamos não na força das ideias, que possam galvanizar e até fanatizar.

Relacionamo-nos com alguém que nos quer bem e se apresenta muito próximo de nós, através de muitos gestos concretos. Nossa religião é encontro pessoal com o único capaz de se relacionar com todos e com cada um, de modo exclusivo, porque Ele é, ao mesmo tempo, Deus e homem. Como homem nós o compreendemos e acolhemos e como Deus é capaz de estar em todo lugar e atingir, de modo pessoal, a cada um. Sua divindade se torna presente através dos sinais de sua humanidade.

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