O Rio Grande do Sul tem 8.112.236 eleitores. De acordo com a última pesquisa, realizada pelo Instituto DataFolha, entre os dias 8 e 10 de setembro, Tarso Genro (PT) tem 42% do eleitorado.
Desconsiderando-se os 12% de indecisos e 3% de votos brancos e nulos, Tarso Genro possui 51,2% dos votos válidos, algo em torno de 3,4 milhões de eleitores.
Da totalidade do eleitorado, também com base na última pesquisa, Fogaça tem 2,1 milhões de votos, ou seja, 26%. Levando-se em conta apenas os votos válidos, esse percentual chega 31,7%.
A tucana Yeda Crusius apresenta índice de 13% de intenções de voto - pouco mais de 1 milhão de eleitores. Contando apenas os votos válidos, significa que a atual governadora teria 15,8%.
Os outros candidatos atingiram índices iguais ou menores que 1%. Portanto, considerando a margem de erro que é de 3% para mais ou para menos, o candidato petista teria entre 54,2% e 48,2% dos votos válidos, o que lhe garantiria a possibilidade de uma de vitória já no primeiro turno.
Para isso, basta Tarso Genro confirmar a conquista da maioria simples dos votos válidos (50% + 1 voto). As favas ainda não estão completamente contadas, mas já apontam tendências favoráveis ao candidato petista.
O fiel da balança, este ano, será Yeda Crusius. Sua votação, somada ao número de indecisos, poderá afastar ou não a possibilidade de segundo turno.
Já no cenário nacional, o quadro está mais bem definido. Dilma Rousseff (PT) tem 64 % dos votos válidos de acordo com a Vox Populi.
Isso significa que para chegar ao segundo turno a oposição precisa tirar 14 milhões de votos de Dilma diretamente.
Considerando o dia de hoje, isso significa tirar diariamente de Dilma cerca de 1 milhão de votos.
Mensalão
O ex-deputado federal José Janene (PP), 55 anos, morreu na madrugada de ontem no Hospital do Coração de São Paulo. Janene estava internado desde 4 de agosto com cardiopatia grava. Ele era apontado como tesoureiro do PP no escândalo do mensalão, denunciado por Roberto Jefferson, do PTB.
Empacado
O prefeito José Fortunati (PDT) não acertou sua previsão de que o projeto de lei do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) seria apreciado na Câmara Municipal junto aos vetos à revisão do Plano Diretor de Porto Alegre. O documento ainda não voltou à pauta do Conselho do Plano Diretor, que se reuniu ontem. O tema está na pauta do conselho desde janeiro de 2008. Será que sai?