O candidato do PMDB ao governo do Estado, José Fogaça, receberá nesta quinta-feira uma manifestação de apoio de todos os prefeitos de seu partido. Essa mobilização pode energizar a campanha de Fogaça, abalada por números desfavoráveis nas pesquisas de opinião pública.
A ideia dos organizadores do encontro é “elevar o moral da tropa” e mostrar um PMDB forte, entusiasmado, sem divisionismos. A chamada “parcialidade ativa”, adotada por Fogaça, possibilita neutralidade do comando partidário com relação às candidaturas de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), mas permite que suas bases do Interior optem por qualquer um dos candidatos, sem cobranças ou constrangimentos.
E isso está acontecendo desde o início da campanha. Enquanto a posição de não se definir vem sendo empurrada “a golpes de barriga”, os prefeitos peemedebistas do Estado desceram do muro e assumiram suas posições: parte deles está com Dilma Rousseff, outro grupo marcha com José Serra. Mas todos apoiam o candidato do partido ao Palácio Piratini, José Fogaça.
Amanhã, Michel Temer estará em Porto Alegre. Ele vem com dupla função: presidente nacional do PMDB e candidato a vice-presidente da República na chapa encabeçada pela petista Dilma Rousseff.
Aqui, Michel Temer pode ter dois compromissos importantes. Na condição de vice de Dilma, Temer deverá se encontrar com prefeitos do PMDB que apoiam La Rousseff. Até aí, tudo bem.
Mais tarde, como presidente do PMDB, Temer se reunirá com todos os prefeitos peemedebistas em torno de José Fogaça. Neste encontro, estarão presentes aqueles que trabalham pela candidatura petista à presidência da República e os que apoiam o candidato tucano José Serra.
É a afirmação na prática da “imparcialidade ativa”. Confusos, mas imparciais.
Toda essa confusão se dá pelo fato de o diretório regional do PMDB não fechar questão em relação a um dos candidatos ao Planalto. Numa eleição de pouco tempo de campanha eleitoral, a confusão pode servir para aumentar o número de votos brancos e nulos.
Recesso
Por decisão do colégio de líderes da Assembleia Legislativa, não houve votação na sessão de ontem, quando 14 matérias estavam aptas a serem apreciadas. Hoje, a sessão será solene em homenagem à Semana da Pátria. Durante a reunião de líderes, o presidente do Parlamento, deputado Giovani Cherini , do PDT, informou alterações no cronograma das atividades em razão do período eleitoral e dos feriados. Haverá sessão deliberativa em 14 de setembro e uma sessão solene (em homenagem à Revolução Farroupilha) no dia 15. Do dia 16 até as eleições, as atividades de plenário e comissões estarão suspensas.