Porto Alegre, quinta-feira, 27 de novembro de 2014. Atualizado às 00h37.
Hoje é Dia do Técnico de Segurança do Trabalho. Hoje é Dia Internacional de Combate ao Câncer. Hoje é Feriado nos EUA - Dia de Ação de Graças.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
22°C
28°C
17°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 2,5050 2,5070 1,18%
Turismo/SP 2,3800 2,6700 1,11%
Paralelo/SP 2,4000 2,6800 1,10%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral / Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas
ASSINE  |  ANUNCIE  |  ATENDIMENTO ONLINE
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]  
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
149330
Repita o código
neste campo
 
 
COMENTAR CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR
A Voz do Pastor Dom Dadeus Grings
mitra.poa@terra.com.br

A Voz do Pastor

Coluna publicada em 19/08/2010

A salvação cristã

As curas e a alimentação

As curas que Cristo realizou têm uma característica própria. Provocam, ao mesmo tempo, medo e conflitos. Só se entendem dentro do contexto judaico: Jesus não só não exige pagamento por elas, contrariamente ao que se praticava, mas viola também as normas religiosas, especialmente da segregação; cura em dia de sábado, contra a lei do descanso de Deus; dá o protagonismo ao enfermo em vez de privilegiar o taumaturgo; perdoa pecados, que poderiam ter causado a enfermidade; cura pessoas fora dos limites de sua “jurisdição”, como o endemoniado de Gerasa, o filho da cananeia, o servo do centurião...

Em relação à comida Jesus também marca um contraste com as práticas judaicas: come com “gente de má vida”; manda escolher os últimos lugares nos banquetes; é acusado de “comilão e beberrão”, não porque o faça em excesso, mas porque o realiza com “publicanos e pecadores”. As parábolas da misericórdia mostram, nestes sinais, a chegada do reino de Deus.

Os de dentro e os de fora

Jesus, sem dúvida alguma, é judeu. Vive e se expressa nesta cultura. Constitui a melhor expressão e maior riqueza desta raça e cultura. Contudo, entra em choque com as práticas de seu povo, criticando acerbamente sua falta de fé. Chega a elogiar, em contraposição, a fé dos estranhos, como a do centurião romano e da mulher cananeia. Anuncia que virão do Oriente e do Ocidente os povos a sentar-se à mesa com Abraão, enquanto os filhos do reino ficarão de fora. Na verdade quer aplicar aos de fora os mesmos privilégios dos de dentro.

De um lado, Jesus afirma ter sido enviado somente às ovelhas perdidas de Israel, e, de outro lado, garante que somente a fé dá vida. Deus é Pai de todos. Chora sobre Jerusalém. Suas lágrimas, porém, não caem sobre as vitórias dos imperadores, mas sobre as incoerências do povo de Israel, que mata os profetas e apedreja os enviados de Deus.

O samaritano e o fariseu

Jesus inverte o significado das palavras, dando-lhes o um novo sentido, dentro do contexto da salvação divina. Fariseu tinha um sentido positivo, tido como exemplar na prática judaica, totalmente consagrado à causa de Deus. Na pregação de Jesus é apresentado como negativo, de desautorização e de hipocrisia. Samaritano, ao contrário, era alguém malvisto. Em Jesus recebe o maior elogio, apontado como modelo de vida: “faze tu o mesmo”. Quando se fala de uma igreja samaritana não se quer significar a ruptura de Israel com o Cristianismo, mas apontar para a figura do bom samaritano. Alguém, tido como herege,  mostra o outro lado da fé, pelo amor.

O seguimento e o conflito

Jesus suscita um movimento de discípulos e seguidores que revolucionaram o mundo, mas também provoca uma hostilidade que vai crescendo até sua eliminação como um dos piores malfeitores e se estende ao longo dos séculos.

A reação contra Jesus foi liderada pelas autoridades religiosas e pela classe social mais avantajada, com a ajuda do poder político do império. Tinham tudo para prevalecer e tripudiar. Os discípulos de Jesus, ao contrário, não passam de gente humilde: pescadores, algum essênio, um publicano, um zelota, algumas mulheres...

COMENTÁRIOS
Paulo Orth - 24/08/2010 - 10h54
Dom Dadeus, bons dias! Por favor me responda:porque os "pastores" de igrejas evangélica usam o antigo testamento nas suas reuniões de arrecadação e cooptação de fiéis? Grato.

DEIXE SEU COMENTÁRIO CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR
COLUNAS ANTERIORES
Tempo de celebração e reflexão
A Igreja está celebrando os 50 anos da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II
O novo arcebispo de Porto Alegre
Na Voz do Pastor da semana passada, procurei olhar para trás, destacando alguns marcos do caminho percorrido
A Arquidiocese de Porto Alegre
Em 1848, três anos após o término da Revolução Farroupilha, Porto Alegre foi elevada à categoria de diocese, desmembrada do Rio de Janeiro
Democracia e teocracia
Distinguem-se fundamentalmente dois sistemas de governo: um a partir do povo, com o nome de democracia; e outro a partir de Deus, chamado teocracia

 EDIÇÃO IMPRESSA

Clique aqui
para ler a edição
do dia e as edições
dos últimos
5 anos do JC.


 
para folhear | modo texto