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A Voz do Pastor Dom Dadeus Grings
mitra.poa@terra.com.br

A Voz do Pastor

Coluna publicada em 15/07/2010

A Igreja Martirizada

Dificilmente passa dia em que não apareçam notícias comprometedoras contra a Igreja Católica. O calcanhar de Aquiles é a pedofilia. O que está por detrás destas acusações? Quais as lições que devemos tirar delas? É verdade o que se noticia? O que se visa com esta campanha difamatória? Por que se quer tirar os crucifixos das repartições públicas, acabando com uma tradição milenar? Por que se pretende eliminar os sinais do sagrado na sociedade? Por que se quer apagar da memória a fecunda atuação da Igreja no Brasil, que moldou nossa cultura? Por que se combate a pedofilia, mas se promove o aborto, o divórcio, a homossexualidade, a corrupção?

S. Paulo nos assegura que tudo colabora para o bem daqueles que amam a Deus. Cabe-nos, por isso, descobrir o que de bom nos traz esta situação. Restrinjamos nossas considerações à batalha sistemática e acirrada da pedofilia. Não há dúvidas que houve e há casos de pedofilia no clero. A Igreja o reconhece e toma medidas drásticas para evitá-los no seu seio. Pede perdão às vítimas e afasta os culpados de suas funções. Em outras palavras, não nega a fragilidade de seus membros. Trata-se de um setor que exige muito cuidado e requer a colaboração de todos, para extirpar os abusos que atingem os inocentes.

A Igreja é clara em seus princípios. Cristo dizia que seria melhor amarrar uma mó de moinho ao pescoço do perverso e jogá-lo no mar do que escandalizar um destes pequeninos. A prática da Igreja, conhecendo a fraqueza humana, no passado, exigia grade nos confessionários, postos em lugar público. Os tempos modernos acharam que isto era antiquado! Hoje se volta a reconhecer que, neste campo, todo cuidado é pouco.

Se a Igreja reconhece que há crimes de pedofilia em seu meio, apesar de todos os seus cuidados, por que se fala de perseguição da imprensa? A resposta é óbvia: a denúncia se faz não contra a pedofilia, mas contra a Igreja. A estatística mostra que os casos que envolvem o clero católico representam minguados 0,2% do total da pedofilia em cada nação. Por que se dá tanta importância e se insiste  nestes 0,2%, esquecendo os 99,8% dos casos? É sabido que o número de casos que envolvem o clero é muito inferior aos das outras categorias. Por que estes não são denunciados na mesma proporção? Ou por que, quando se avança uma acusação, se restringe a alguns casos particulares, sem projetá-los sobre a instituição? Há algo de obscuro neste modo de agir. Por que a Igreja?

Frossard confessa que nada mais o escandaliza, depois que encontrou Deus e se convenceu de que a Igreja é divina. Sente-se seguro por saber que ela não é perfeita. Caso contrário - diz - não haveria, nela, lugar para ele.
Por que, antes de jogar pedras sobre a Igreja, cada categoria não examina, primeiro, a si mesma, para ver se não faz pior? Tire a lição do Evangelho: quem estiver sem pecado que atire a primeira pedra.

Quando se fala que a sociedade é pedófila quer-se dizer, numa expressão jornalística, e não sociológica, que o problema da pedofilia, bem como da corrupção e da violência, é dela. Afeta-a profundamente. Desta campanha sistemática resulta que a Igreja é divina. Primeiro, porque não seria atacada, com tanta veemência, se se tratasse de uma questão meramente humana, enquadrada nos crimes que afetam as demais categorias. Segundo, porque, apesar de todas as acusações, ela não esmorece, nem deixa de crescer: é a que mais evangeliza, mais cuida dos pobres, mais reflete sobre sua missão  no mundo, mais denuncia os pecados, mas também mais reconcilia, mais perdoa, mais eleva a Deus. Por isso é a que mais cresce.

As duas últimas pesquisas da Santa Sé mostram que só em 2007 e 2008 ela cresceu em 39 milhões de adeptos no mundo! A humanidade vê nela um baluarte contra a dispersão, a corrupção e o relativismo.

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