Noventa e seis funcionários públicos do Estado recebem salário superior ao teto de R$ 26.723,13. Deste total, há 66 servidores do Tribunal de Contas do Estado (24 ativos e 42 aposentados). Estes números foram levantados a partir de um pente-fino nos salários dos funcionários dos Três Poderes, determinado pelo conselheiro João Osório, presidente do TCE.
O que veio à tona impressionou os contribuintes. Entre os funcionários públicos, os que mais ganham são justamemte os servidores do próprio Tribunal. A maioria, 80% deles, ganham entre R$ 6 mil e R$ 26 mil.
O maior percentual, 19%, ganha entre R$ 12 mil e R$ 15 mil. João Osório, causou um imenso mal-estar ao mexer nesta questão, até então intocável pelos seus antecessores. Recebeu muita pressão. Foi aconselhado a “deixar pra lá”.
Mas, com coragem levou o assunto adiante e “abriu a caixa preta”. E o que viu, não lhe agradou. O presidente do Tribunal de Contas do Estado constatou que, entre os servidores públicos, tem um grupo pequeno de privilegiados ganhando muito dinheiro, enquanto que a imensa maioria vive com salários irrisórios. Esta injustiça social é incontestável!
Sensível a tudo isso, João Osório determinou ontem o corte de todos os vencimentos acima do teto fixado para o servidor público, que é de R$ 26.723,13 no entendimento do Judiciário, equiparando-se ao salário de ministro do STF.
“Se está escrito que não pode ganhar mais, tem que cortar de quem está acima disso. Se o teto é de R$ 26 mil, como tem gente ganhando R$ 28 mil ou R$ 36 mil?”, questiona o presidente do TCE.
A ordem para descontar os valores excedentes ao limite constitucional no âmbito do TCE é válida a contar do mês de julho de 2010, excluídas as vantagens de cunho indenizatório. A decisão de João Osório prioriza a probidade administrativa. É um exemplo a seguir.
Casualidade
Não convidem para o mesmo restaurante os cidadãos Antônio Dornéu Maciel e Lair Ferst. Ontem, ao meio-dia, na Churrascaria Santo Antônio, os dois “dividiram o mesmo teto”. Primeiro chegou Dornéu Maciel, acompanhado do médico Luiz Pereira Lima. Os dois se dirigiram para uma sala executiva. Logo depois, chegou Lair Ferst, se dirigindo à mesma sala. Entrou, percebeu a presença de Maciel e saiu assustado. Como quem vê assombração. E os dois já tiveram interesses em comum: o Detran do Rio Grande Sul...
Golpe
O ministro Luiz Dulci, que passou oito anos escrevendo discursos que Lula não leu, resolveu recomendar ao staff da campanha de Dilma Rousseff que preste maior atenção às supostas consequências de “uma vitória avassaladora sobre a oposição nas eleições de outubro”. Ele acredita que Dilma leva no primeiro turno e teme que o hipotético “desespero dos inimigos possa criar uma reação golpista”. Cruzes!!!