Ontem, depois de ler uma notícia no jornal, um leitor desta coluna resolveu ligar para o seu cardiologista. Safenado e hipertenso, o sessentão questionou o seu médico: “Doutor, agora eu posso tomar Viagra? Eu preciso fazer sexo, doutor! Estou liberado?”
O ministro da Saúde, Dr. Temporão, está aconselhando os caras com pressão alta a fazerem sexo. “Fazer eu quero, doutor. Mas preciso da ajuda do Viagra. Outra coisa: quero saber bem direitinho por que, agora, estão me recomendando fazer sexo?”
Por mais perplexo que o leitor esteja, tudo isso é verdade: o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, recomendou, ontem, que as pessoas façam sexo como uma das medidas de combate a doenças crônicas.
A declaração foi feita durante a cerimônia de lançamento da campanha nacional de prevenção à hipertensão arterial. Portanto, quem tem doença crônica - hipertensão, diabetes e colesterol alto - faça sexo. É bom!
“Não é brincadeira, é sério, fazer atividade física regular significa também fazer sexo, com proteção sempre, claro”, afirmou Temporão. Durante o evento, o ministro mencionou o tema por duas vezes.
Ele chegou a dizer que sexo é recomendável pelo menos cinco vezes por semana. “Dancem, façam sexo, mantenham o peso, mudem o padrão alimentar, façam atividades físicas e, principalmente, meçam sua pressão arterial.”
O recado do ministro da Saúde serve para os políticos estressados e hipertensos que andam por aí. Façam amor, não façam guerra!
Beto não concorre
O deputado federal Beto Albuquerque (PSB), vê, mas não diz que a sua candidatura ao governo do Estado está cada dia mais distante. Com pouco espaço na TV, sem alianças, sem dinheiro e sem estrutura partidária, é difícil encarar uma candidatura majoritária. Além disso, Beto não é um suicida político. Ele não vai correr o risco de ficar sem mandato só pelo prazer de “marcar posição” nesta eleição.
Desagrado
Repercutiram mal no PSDB as declarações de Pedro Bertolucci, presidente do PP, de que o partido está emprestando um patrimônio muito grande para o PSDB, “que é indiscutivelmente a diferença que falta para a governadora ganhar as eleições”. O PSDB, apesar de a aliança com o PP estar praticamente fechada, não gostou da declaração do líder progressista.
Fora de cogitação
O deputado Vilson Covatti (PP), que acha que tem “tudo para ser o vice de Yeda Crusius na eleição”, vai ter que entrar na fila. Tem mais gente na frente dele e a cúpula do partido nem cogita lançá-lo. Antes dele aparecem Otomar Vivian, Celso Bernardi, João Carlos Machado... “Não sei de onde Covatti tirou essa de que o seu nome é o mais cotado”, disse-me um prócer progressista.