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patrimônio Notícia da edição impressa de 03/08/2015

Projeto de revitalização do viaduto Otávio Rocha é concluído

Prefeitura da Capital não tem verba para obra, orçada em R$ 33 milhões, e procura fonte de recursos

Jessica Gustafson

MARCO QUINTANA/JC
Flores enfatiza necessidade de revitalizar o viaduto Otávio Rocha
Flores enfatiza necessidade de revitalizar o viaduto Otávio Rocha

A importância de um monumento histórico para uma cidade não pode ser medida apenas pelas características arquitetônica que mantém. São as histórias entrelaçadas ao concreto que tornam um local único, insubstituível e digno de ser preservado. O viaduto Otávio Rocha, localizado no Centro da Capital, reúne todas essas premissas. Entregue à população em 1932 e tombada pelo Patrimônio Histórico em 1988, a estrutura carece urgentemente de revitalização. O projeto, iniciado em 2012, foi finalmente concluído. Entretanto, a prefeitura não sabe quando começará as obras, pois não dispõe do valor necessário para as intervenções, de R$ 33 milhões.

O projeto, realizado pela empresa Engeplus, teve custo de R$ 398.187,16. Os três anos de elaboração se devem à complexidade do trabalho, de acordo com o secretário Municipal de Obras e Viação, Mauro Zacher. Por se tratar de um monumento tombado, toda a elaboração contou com a participação de especialistas da área do patrimônio histórico. "Corrigiremos os problemas de infiltração, que não foram sanados na última reforma, concluída em 2001. Também investiremos na iluminação do pavimento e criaremos um local de monitoramento para trazer mais segurança. A obra foi toda detalhada para não precisar ser ajustada durante a execução", explica o secretário, ressaltando que a estrutura precisa ser reformada, mas não apresenta riscos para a população.

A intenção do projeto também é fomentar a vida noturna do local, com a possibilidade de abertura de novos comércios, bares e restaurantes. O próximo passo será a busca dos recursos. Segundo Zacher, a prefeitura não possui a verba e nem pode prevê-la no orçamento de 2016. "Precisamos de financiamento. Cumprimos a primeira etapa, mas ainda não podemos garantir a segunda. Sabemos que é um cartão de visitas da Capital, que ficará belíssimo após a obra", ressalta.

Permissionário diz que, diante das dificuldades, continuar no local é um ato de resistência 

Para os comerciantes que ocupam as pequenas lojas localizadas embaixo das escadarias, se manter no viaduto só pode ser explicado por uma palavra: resistência. Resistir aos arrombamentos, à falta de banheiros limpos, às infiltrações, ao valor do aluguel. Mas por que resistir? O presidente da Associação Representativa e Cultural dos Comerciante do Viaduto Otávio Rocha, Adacir Flores, de 54 anos, trabalha no espaço há 30 anos. Ao ser questionado sobre os motivos de continuar no local, o permissionário da loja de número 1 rememora a visão que tinha do alto das escadarias, dos protestos que enchiam a avenida Borges de Medeiros, no início dos anos 1980. "Naquela época, eu não entendia nada de política. Vinha para cá como frequentador dos bares. Depois, abri um para mim, que se manteve até 2001, quando foi entregue a última reforma. Não deixaram construir um novo banheiro, e bar sem isso não existe. Fechei e abri o sebo, que existe até hoje", explica. Atualmente, 25 comércios continuam em funcionamento. Alguns que existiam na parte superior fecharam por conta das infiltrações.

A reforma iniciada em 1998 e concluída em 2001 foi a última realizada na estrutura. De acordo com Flores, as intervenções foram um dos motivos da permanência, trazendo esperança de dias melhores. Entretanto, as coisas não saíram como o imaginado. Ao serem entregues as lojas reformadas aos permissionários, um novo contrato precisou ser assinado, com reajustes nos preços. "Muitos faliram naquela época ou ficaram inadimplentes e abandonaram o comércio. O que nós pedimos hoje é que a revitalização seja feita, pois é extremamente necessária, mas que sejam mantidos as características e o valor imaterial existente na estrutura. Muitas famílias formaram seus filhos com esses negócios", afirma. Há 10 anos, teve início a mobilização da associação em prol da revitalização, mas respeitando as pessoas que trabalham e fazem parte da história viva do monumento.
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