Porto Alegre, segunda-feira, 16 de outubro de 2017.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
15°C
32°C
22°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 3,1720 3,1740 0,76%
Turismo/SP 3,1400 3,3000 1,22%
Paralelo/SP 3,1400 3,3000 1,22%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral / Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas
ASSINE  |  ANUNCIE  | 
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
110264
Repita o código
neste campo
 
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
110264
Repita o código
neste campo
 
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]  
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
110264
Repita o código
neste campo
 
 
imprimir IMPRIMIR

MÚSICA Notícia da edição impressa de 28/05/2015

Capitão Rodrigo: banda teatral ou um teatro musical?

Michele Rolim

MARCO QUINTANA/JC
Capitão Rodrigo ocorre na Praça da Matriz partir desta sexta-feira
Capitão Rodrigo ocorre na Praça da Matriz partir desta sexta-feira

Uma banda teatral ou um teatro musical? A Capitão Rodrigo encontra a sua identidade no disco e na ópera-rock Capitão Rodrigo - a saga de um homem comum, com lançamento nesta sexta-feira, às 20h, no Museu do Trabalho. “Demoramos para reconhecer que somos teatro e música. Isso gerou muito conflito interno, cada um puxando para um lado. Quando as duas cordas se soltaram, nos encontramos”, explica Rafa Cambará, um dos criadores da banda.

O sobrenome artístico é um homenagem, assim como o nome da banda, a Rodrigo Cambará, célebre personagem da saga O tempo e o vento, de Erico Verissimo. Criada há sete anos por artistas integrantes do grupo Mosaico Cultural (muitos oriundos do Caixa do Elefante Teatro de Bonecos), a banda faz, desde então, uma mistura do regional com o rock contemporâneo. É composta, também, por Nando Rossa, Juliano Rossi, Cuba Cambará, Eduardo Schuler e Gilberto Oliveira. “Capitão Rodrigo vem amadurecendo, nos reunimos de forma despretensiosa entre amigos para podermos nos divertir e aprender a tocar música”, diz Juliano Rossi, citando que uma referência para o grupo é O cordel do fogo encantado, de Pernambuco.

O trabalho - que representa um marco na trajetória da banda - chega ao público no formato de ópera-rock, ou seja, apresenta uma narrativa contada em diversas canções. Tendo como fio condutor a música Pompeu Homero ou a saga de um homem comum, as outras 10 canções se desdobram a partir dela para contar a história de Pompeu. Entre elas, estão A mídia ou coletiva de imprensa; Pra que casar? ou paixão e carência; América Latina ou a ilusão do sucesso e A pólvora e o vento, eis o homem. “Nossos trabalhos são inspirados na obra do Capitão Rodrigo. Ele era um anti-herói, assim como Pompeu com as suas diferenças”, pontua Rossi.

Para dar um caráter mais teatral, o ator e diretor Fernando Kike Barbosa (de Pequenas Violências - Silenciosas e Cotidianas) assina a dramaturgia. Na história, Pompeu Homero começa a cometer assassinatos, virando um “justiceiro social”. “Ele é um reflexo da sociedade, é mais um João de Santo Cristo e uma Geni”, afirma Rafa Cambará.

O olhar teatral na apresentação ficou a cargo da atriz Liane Venturella (de DentroFora), que assina a direção - ela já dirigiu o Mosaico Cultural com o espetáculo Corsários inversos. “A história é delicada, mas extremamente atual: hoje qualquer um pode ser celebridade e pelos caminhos mais absurdos possíveis. Ele é uma figura que decidiu sair matando e usou a máscara de justiceiro social para justificar isso. A mídia e a sociedade compraram isso”, comenta Liane.

Um dos maiores desafios da direção era fazer com o que o músico não se fechasse no seu instrumento. “Quero que o prazer que eles sentem tocando seja compartilhado com o público. Normalmente, o músico pega seu instrumento e volta o olhar a ele”, conta Liane, complementando que, mesmo os integrantes que desenvolvem trabalho no teatro, cometem esse erro.

Liane frisa que respeitou a linguagem dos artistas, algo diferente dos trabalhos já vistos por ela. “É uma grande produção para competir em grandes centros, assim como o Corsário inversos em qualquer parte do Brasil tem público, eles tem carisma”, destaca a diretora.

O grupo considera que a Capitão Rodrigo ainda não tem um público cativo. Realizaram, apesar dos sete anos de existência, cerca de 15 apresentações e muitas em casas noturnas. “Sabem que existimos, mas não nos assistiram e talvez nos conheçam também por conta das 150 apresentações que fazemos por ano dos Corsários inversos”, conta Rafa Cambará.

Esse será o primeiro disco da Capitão Rodrigo com financiamento do Fumproarte. O outro era a demo O rock além da música, gravado na edição 2011 do projeto Som no Salão da Ufrgs.

Serviço

Capitão Rodrigo - A saga de um homem comum

  • Dias 29 e 30 de maio no Museu do Trabalho (Rua dos Andradas 230. Centro), às 20h
  • Dias 05 e 06 de junho na Praça da Matriz, 19h
  • Dias 10, 11, 17 e 18 de junho na Concha Acústica do Multipalco/ Theatro São Pedro (Praça Mal. Deodoro, s/n), 19h
  • Entrada franca
COMENTÁRIOS
Nenhum comentário encontrado.

imprimir IMPRIMIR
TEXTOS RELACIONADOS
Com Adam Lambert nos vocais, Queen é atração hoje no Gigantinho
Queen, os campeões do rock
Espetáculo que mistura canto à capela com comédia retorna hoje à Capital
A viagem musical do Voca People
Baby do Brasil e Zélia Duncan se apresentam nesta semana no Porto Alegre em Cena
Vozes históricas no Porto Alegre em Cena
Marina Lima traz a Porto Alegre o espetáculo No osso
Marina Lima, poética ao Violão

 EDIÇÃO IMPRESSA

Clique aqui
para ler a edição
do dia e acessar
o arquivo do JC.


 
para folhear | modo texto