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PATRIMÔNIO Notícia da edição impressa de 09/10/2014

Monumento mais antigo de Porto Alegre muda de endereço

Esculturas foram removidas do bairro Independência para o Moinhos

Isabella Sander

FREDY VIEIRA/JC
Guaíba e Afluentes foi feito para celebrar o início do fornecimento de água potável em Porto Alegre
Guaíba e Afluentes foi feito para celebrar o início do fornecimento de água potável em Porto Alegre

A Praça Dom Sebastião, no bairro Independência, perdeu ontem um elemento tradicional em sua paisagem. Durante todo o dia, trabalhadores fizeram a transferência do monumento Guaíba e Afluentes do local, que passa por uma revitalização, para o chafariz da Hidráulica Moinhos de Vento do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae). Composta por quatro esculturas que representam os afluentes do Guaíba, a obra é a mais antiga de Porto Alegre, com data de instalação entre o final de 1866 e o começo de 1867. A autoria é de José Obino, escultor italiano radicado no Brasil contratado para construir as estátuas em comemoração à chegada do fornecimento de água potável na Capital.

Inicialmente, o monumento se localizava na Praça da Matriz e era composto por cinco esculturas que formavam o Chafariz do Imperador, representando o Guaíba, no centro, rodeado pelos rios Caí, Jacuí, Gravataí e dos Sinos. A do Guaíba foi furtada e sua localização é um mistério desde 1924.

Em 1907, Guaíba e Afluentes foi desmontado e guardado no depósito da Companhia Hidráulica Porto-Alegrense, ficando lá por 17 anos. Em 1924, uma marmoraria comprou as peças, esculpidas em mármore de Carrara, com a ideia de moê-las e transformá-las em pó. Porém, uma campanha encabeçada pelo jornal Correio do Povo pela preservação do monumento ganhou força e impediu sua destruição.

Em 1936, as estátuas foram levadas para a Praça Dom Sebastião, ficando lá até 1983. Nesse ano, foram colocadas em um depósito do Departamento de Esporte e Recreação Pública, permanecendo escondidas dos olhos da população até 1986, quando retornaram à mesma praça e lá ficaram.

Segundo a arquiteta e restauradora Verônica de Benedetti, contratada pela prefeitura para consultoria técnica e para o serviço de conservação da obra, o processo de restauração deve demorar cerca de um mês para ser finalizado. “Faremos uma análise de o quanto as esculturas estão degradadas e, depois, começaremos um processo de limpeza, removendo todas as patologias que elas têm, o que inclui microrganismos e fuligem”, relata. Essas películas, se permanecem na estátua, vão corroendo e degradando a pedra.

Feita a limpeza, a conservação ocorrerá com a aplicação de produtos que diminuem a porosidade do material, aumentando sua vida útil, e a aplicação de um hidrofugante, que reduz a entrada de água na peça. “O monumento não ficará como novo, pois a pátina do tempo não tem como ser removida, mas terá um aspecto muito melhor”, garante a arquiteta. Todo o procedimento será realizado na própria Hidráulica, devido ao peso e à dificuldade de deslocamento das esculturas.

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