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Repórter Brasília Edgar Lisboa
edgarlisboa@jornaldocomercio.com.br

Repórter Brasília

Coluna publicada em 06/01/2010

Imprensa brasileira em Copenhague

A imprensa brasileira que cobriu a Conferência do Clima em Copenhague mereceu um destaque especial dos jornalistas estrangeiros pela capacidade de interagir com os principais veículos do mundo: New York Times, Le Monde, The Economist, El Pais, entre outros.

Jornalistas como Washington Novaes e Ronaldo França, o primeiro da TV Cultura paulista e um dos textos mais respeitados em questões ambientais no Brasil, e o segundo enviado especial da Veja, onde é editor, se destacaram nos bastidores pela capacidade de surpreender os correspondentes estrangeiros com suas análises sob o ponto de vista do País.

Novaes, que nas coletivas de imprensa com a delegação brasileira no Bella Center era ouvido como referência global, se consagrou nos seus mais de 75 anos como a grande estrela da cobertura sênior da imprensa latino-americana em Copenhague. Ele está sendo aguardado na COP-16, no México, em dezembro.

Outra jornalista que brilhou foi Sônia Bridi, da Rede Globo. Com sua visão aguçada dos interesses da China, ela foi correspondente em Pequim por vários anos, mostrou aos jornalistas chineses que o Brasil é liderança ambiental no mundo pela capacidade de diminuir o desmatamento e pela habilidade de conseguir recursos internacionais para evitar o extermínio da maior e mais importante floresta tropical do planeta.

Da Amazônia, mais precisamente do Amazonas, o jornalista gaúcho Antonio Ximenes, enviado especial do jornal A Crítica, conversou com colegas dos cinco continentes pontuando que, muito além do crédito de carbono, o que fortalece a manutenção da floresta em pé é a valorização das populações tradicionais que vivem em seu interior.

Agora, passada a ressaca da falta de um acordo para a redução das emissões causadoras do efeito estufa, na capital dinamarquesa, as atenções se voltam para Bonn (Alemanha), onde em junho, tudo indica, a chanceler Angela Merkel promoverá uma rodada internacional para preparar o terreno com vistas à Conferência no México.

Até lá, espera-se que o Congresso americano aprove a Lei de Mudanças Climáticas do presidente Barack Obama. Se isso vier a acontecer, como aguardam os ambientalistas, a terra dos revolucionários Pancho Villa e Emiliano Zapata (líderes do México insurgente de 1910) pode ser palco de um histórico acordo do clima, com metas de redução de emissões definidas e um fundo mundial de financiamento para as adaptações e mitigações nos países pobres e emergentes, tudo o que não aconteceu em Copenhague.

Suecos ou franceses?

Após o jornal Folha de S.Paulo ter divulgado que a Aeronáutica teria indicado sua preferência pelos caças suecos, na polêmica licitação que está sendo promovida pelo governo federal, o chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, brigadeiro do ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, teve de se apressar, ontem, para divulgar um nota negando a informação. “A respeito de matérias publicadas pela imprensa, este centro esclarece que o Comando da Aeronáutica encerrou o relatório final de análise técnica das aeronaves concorrentes e destaca que, até o presente momento, não o encaminhou ao Ministério da Defesa”, escreve Bermudez. “Por fim, o Comando da Aeronáutica ressalta que o relatório de análise técnica permanece pautado na valorização dos aspectos comerciais, técnicos, operacionais, logísticos, industriais, de compensação comercial (Offset) e transferência de tecnologia”, conclui o brigadeiro. Tanto o ministro da Defesa, Nelson Jobim, quanto o presidente Lula já manifestaram sua predileção pelos caças Rafale, fabricados pela francesa Dassault.

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